Josimar JMV
Blog · IA e produção · 18·09·2026

Google liberou o Opus 5 — e eu já tinha largado o Gemini

Saiu a notícia quentinha: o Google soltou o Opus 5 pros próprios engenheiros. Quando o Google usa o modelo do concorrente, a gente vai ter que falar disso — e a lição aqui não é sobre o Google, é sobre a sua empresa que ainda amarra a ferramenta do time.

Resposta rápida: o Google passou a liberar o Opus 5, da Anthropic, pra todos os engenheiros dele — mas só dentro do Antigravity, o ambiente interno da casa, com quota por usuário, e dizendo que o Gemini continua sendo o modelo principal. O Claude Code e o Codex seguem proibidos lá dentro, que é justamente o que os engenheiros pediam. Eu larguei o Gemini muito antes disso, por conta própria, e assumo o preconceito: não tenho tempo de testar coisa ruim toda semana. O recado pra quem não é do Google: empresa que trava a ferramenta do time por orgulho de produto fica pra trás — e no Brasil a janela é escancarada, porque só 15% das pequenas empresas usam IA enquanto 79% já vendem por WhatsApp.

Gravei esses 12 minutos em 17 de setembro de 2026, no canal @josimarjmv, no dia seguinte à notícia. Assista e leia junto — aqui embaixo eu conto a mesma coisa por escrito, com a apuração que eu fui fazer depois (e com uma correção minha no meio do caminho, sobre o Orkut).

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Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.

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A carteirada, antes de eu falar da empresa dos outros

Meu nome é Josimar, eu tenho uma empresa de tecnologia e, além de pagar a conta no quinto dia útil, eu boto a mão na massa. Aqui é shell, SSH, CDN, entrega de vídeo no Brasil e nos Estados Unidos, milhões de views por dia — mais marketing, evento, esporte, desenvolvimento e equipe pra tocar isso.

Falo de política de ferramenta como quem escolhe a ferramenta da própria equipe e paga a fatura dela. Não é papagaio digital repetindo manchete de tecnologia: é decisão que sai do meu bolso todo mês. E, como sempre, meu vídeo não tem corte: é essa câmera aqui e essa câmera aqui.

O que o Google fez — e, principalmente, o que ele NÃO fez

Até outro dia a política interna do Google era simples: o colaborador usa Gemini, dentro do Antigravity, e ponto. Nada de ferramenta de fora. E olha, eu acho justo — eu sou dono do negócio, eu vou deixar meu time usar o produto do meu concorrente? Não faz muito sentido.

Só que a coisa virou. Fui atrás pra escrever aqui e a apuração bate com o que eu comentei na gravação, com um detalhe que muda o tamanho da notícia. A reportagem é de Hugh Langley, do Business Insider, publicada em 15 de setembro de 2026 e repercutida no dia (registro no Techmeme, consultado por mim em 18/09/2026). O que foi liberado:

Ou seja: o Google se rendeu pelo modelo, não pela ferramenta. Ele foi lá e colocou o Opus 5 dentro daquela tartaruga que é o Antigravity — aquela carroça disfarçada, sabe? A sabor IDE. Enquanto isso, os engenheiros dele já estavam na panelinha — dev adora uma panelinha — usando Claude Code e dando publicidade abertamente à preferência deles. Liberar o motor e continuar proibindo o carro não resolve o pedido de ninguém.

A RENDIÇÃO DO GOOGLE, MEDIDA COM RÉGUA — 15·09·2026 O QUE FOI LIBERADO · o modelo Opus 5, da Anthropic · para TODOS os engenheiros, não só o DeepMind · dentro do Antigravity, o ambiente da própria casa · com quota por usuário — tem medidor · enquadrado como "caso de uso específico" RENDIÇÃO PELO MODELO antes: Claude só em times selecionados do DeepMind e num punhado de projetos prioritários — o resto da engenharia ficava no Gemini, e só O QUE CONTINUA PROIBIDO · Claude Code, da Anthropic · Codex, da OpenAI · qualquer ferramenta de fora do ambiente interno · e o Gemini segue como modelo principal da casa · por declaração oficial, não por dedução minha A FERRAMENTA, NÃO e era exatamente a ferramenta que os engenheiros estavam pedindo em público — a panelinha do Claude Code existe desde antes da liberação LIBERAR O MOTOR E PROIBIR O CARRO NÃO ATENDE O PEDIDO DE NINGUÉM. Fatos: reportagem de Hugh Langley (Business Insider), 15/09/2026, e a declaração oficial do porta-voz do Google sobre quota e modelo principal. A leitura da rendição é minha, de quem escolhe e paga a ferramenta do próprio time. Apuração feita em 18/09/2026.
Desenhei esse quadro porque a manchete "Google se rendeu" esconde o tamanho exato da rendição. Ela é real, mas é medida — e o medidor conta a história toda.

Eu já tinha largado o Gemini antes de o Google afrouxar

Aqui é a parte que eu digo sem diplomacia: eu não perco mais meu tempo com Gemini. "Ah, mas é barato." Eu não tenho tempo de ficar testando coisa ruim o tempo todo. De vez em quando eu volto lá, dou uma testadinha, me dá raiva, e eu pulo fora sem testar de novo.

Eu assumo: hoje eu tenho preconceito formado com o Gemini pra trabalho de código, e acho que ele não alcança os modelos novos. Pode ser que eu mude — e faço questão de deixar isso escrito, porque esse texto é de setembro de 2026 e inteligência artificial evolui numa velocidade absurda. Copilot, pra mim, está no mesmo balaio: eu não uso nem testo.

E não é birra com o Google como empresa: eu testo o que eles lançam e conto o resultado. Testei o Jules, o agente autônomo deles, e ele não serviu no meu pipeline — escrevi o motivo com detalhe. O que eu uso hoje, no dia a dia: modelos da Anthropic na operação — eu já abri a conta de por que duas assinaturas Claude Max me saem mais barato que pagar por token — e o Grok novo, que ficou muito bom, dentro do Cursor, pro qual eu voltei e levei a equipe junto. Gemini ali dentro, não.

Uma observação honesta sobre a origem dessa história toda: eu comentei na gravação que, lá em abril, saiu uma reportagem no Los Angeles Times com engenheiros do Google declarando abertamente que preferiam o Claude ao Gemini pra programar. Essa parte é o que eu li na época — ao escrever aqui eu não consegui abrir a matéria original pra conferir data e trecho, então ela entra como minha lembrança de leitura, não como apuração fechada. O que está apurado, com fonte na mesa, é a liberação de 15 de setembro.

Correção minha: o Google não comprou o Orkut

Na gravação eu disse que o Google "tentou comprar o Orkut" pra emplacar rede social. Fui conferir e não é isso. O Orkut nasceu dentro do Google: foi criado pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten e lançado em 24 de janeiro de 2004 — produto da casa, não aquisição. O Google desativou a rede em 30 de setembro de 2014, anúncio feito em junho daquele ano.

Já o Google+ — que eu chamei de "workut" no meio da frase, e a essa altura você já entendeu que eu não tenho teleprompter — foi lançado em 28 de junho de 2011 e encerrado pros usuários comuns em 2 de abril de 2019. O motivo que a própria empresa deu é quase uma piada pronta: 90% dos acessos diários duravam menos de 5 segundos.

Corrigido o detalhe, o meu argumento fica de pé e até mais forte: o Google tentou rede social com produto próprio, mais de uma vez, com dinheiro infinito — e não emplacou. Não foi falta de servidor, nem de gente boa, nem de caixa. Foi tempo de reação. Guarde isso, porque é a mesma doença de agora.

Empresa grande, pesada, e com toda a munição do mundo

Isso aqui é um absurdo, e eu falo como quem opera infraestrutura: o Google tem data center, tem GPU pra caramba, tem as TPUs que eles mesmos fabricam. Era obrigação do Google estar na frente de uma empresa pequena. E aí você olha o placar e a Anthropic passou todo mundo. Pelo amor de Deus, né? Impressionante.

Por que isso acontece? Na minha leitura, porque o Google joga muito pra torcida: investidor, ação na bolsa, manchete. Eu já vi o Google trabalhar igual político — vai lá e lança uma coisa que ainda vai ficar pronta daqui a um tempo, promete, "vim aqui lançar a pedra fundamental". Às vezes não dá certo e a empresa simplesmente mata o produto. E o time lá dentro fica no meio disso.

O mais irônico: quando o Google lançou o Antigravity, era uma ferramenta fantástica — e funcionava muito bem com o Opus 4.8. A ferramenta era boa. O que atrapalhou foi a amarra de usar só o modelo da casa. A empresa competiu com o próprio produto.

Enquanto o elefante branco fica parado no meio da sala, a pressão interna cozinha: gente boa querendo a ferramenta boa pra não ficar pra trás. Se o Google não mudar a política, ele vai ficar pra trás em outros produtos também. Já está — isso pra mim é óbvio.

A parte que interessa pra você: a empresa que amarra

Eu andei conversando com um monte de dev em evento, com gente de provedor, em curso de rede do NIC.br — e vou fazer outro, de gestão de BGP. Olha que absurdo: a maioria das empresas com que eu converso não é empresa de software. Isso é importante. E o pessoal tem resistência em colocar inteligência artificial no fluxo, tem medo, e vai amarrando igual o Google aqui.

Pra dimensionar essa janela eu fui buscar o número da casa, porque na minha cabeça ele é grande — e é maior do que eu imaginava. Segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br (release de junho de 2026, consultado por mim em 18/09/2026):

Leia essas três linhas juntas. Quase toda empresa já está no WhatsApp e oito em cada dez ainda não colocaram IA no fluxo. Se você trabalha numa empresa que está amarrando, segurando, com medo — ela vai ficar pra trás. Se você vai montar uma empresa e já pensa em amarrar, ou em ficar no Copilot porque "é o que a licença já tem", o mesmo vale. De repente aparece a empresa pequenininha e acontece o que acabou de acontecer com a maior empresa de tecnologia do mundo.

O meu caso: um sistema de e-mail em produção em 3 meses

Vou falar de mim, que é o exemplo que eu tenho na mão. Eu acabei de criar um sistema de e-mail corporativo — eu chamo de JMV Mail aqui dentro. Ele já está em produção, é o e-mail que eu uso todo dia, e na minha opinião hoje ele é melhor, pro corporativo, do que o que eu usava antes.

O que ele faz e me ganhou: eu gravo o áudio em vez de digitar. Falo "faz um e-mail informando meus mentorados que eu vou estender a gravação da imersão por mais dias, porque foi uma imersão muito densa; quero um e-mail cordial, formal" — e ele formata, insere o destinatário e me entrega pronto pra conferir. Eu não fico copiando e colando.

Agora o número que interessa: 3 meses, do zero até produção, no meu tempo paralelonão é nem o meu projeto principal. Eu tinha facilidade, é verdade: conhecimento prévio de e-mail e o meu próprio bloco de IP, que em entrega de e-mail vale ouro. Mas há três anos eu faria esse sistema com uma equipe inteira de desenvolvedores e não valeria a pena — não era o meu business. Eu já contei essa virada com mais calma em o boom do software e a conta que cai em quem sabe infraestrutura.

E o próximo passo já está desenhado: automação dentro do e-mail — leitura sozinha, gatilhos, chamadas de modelo dentro do próprio aplicativo, sem eu ficar copiando e colando entre uma aba e outra.

Nota de honestidade sobre o JMV Mail: eu falei na gravação que a ideia é vender baratinho, na casa dos R$ 25 por mês. Isso é intenção minha falada em vídeo, não oferta: não existe página de venda, plano ou data até aqui. Quando estiver à venda, eu anuncio no canal — neste texto ele entra como caso de velocidade, não como produto.

O que dá pra fazer agora (e o que não dá)

Não adianta a gente se iludir com o tamanho do próprio volante: o mundo vai seguir com IA com ou sem a gente. Quem tem poder de mexer nesse jogo é o Congresso americano, é a China — e olha que nem eles têm tanto, porque hoje qualquer um baixa um modelo de peso aberto, guarda os seus gigabytes, e no dia em que tiver GPU roda local, sem trava e sem limite de ninguém.

Então o que sobra pra nós, que temos empresa pra tocar? Surfar, um dia depois do outro, com duas precauções que eu levo a sério:

A lição número um, resumida no tamanho de um bilhete pra colar na parede: quem amarra a ferramenta do time por orgulho de produto, perde o time e perde o tempo. Aconteceu com o maior de todos. Acontece com a sua empresa também.

Nota de cronologia (importante)

Essa gravação é de 17 de setembro de 2026, um dia depois de a notícia circular. São apuração minha, feita em 18/09/2026, e não foram ditos na gravação: o detalhamento da liberação (Opus 5 pra todos os engenheiros, só dentro do Antigravity, com quota por usuário, com Claude Code e Codex mantidos fora, e a declaração de que o Gemini segue como modelo principal); as datas do Orkut e do Google+; e os números do Cetic.br. A frase "o Google tentou comprar o Orkut" eu corrigi no meio do texto — o Orkut nasceu dentro do Google. A reportagem do Los Angeles Times de abril ficou como lembrança de leitura minha, sem confirmação. E vale o aviso de sempre: IA muda rápido; o que está escrito aqui vale pro dia em que foi escrito.

Se você quer parar de depender do humor dos outros: o que eu mostro nas imersões é a operação real da minha empresa na mesa — eu do lado, mostrando como se faz. Se o caminho é infraestrutura própria pra não ficar refém de nuvem, é a Imersão de Infraestrutura; se é tirar um SaaS do papel, a Imersão de SaaS; se é fazer e vender site, a Imersão de Sites; se é chatbot, a Imersão de Chatbot. Data, preço e condição são os que estão em todas as imersões.

TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO

Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.

Ver as lives no canal @josimarjmv →

Perguntas frequentes

O que exatamente o Google liberou para os engenheiros dele?
O acesso ao Opus 5, da Anthropic, dentro do Antigravity — o ambiente de desenvolvimento interno do Google — para todos os engenheiros, com quota por usuário. Antes disso, o Claude estava liberado só para alguns times do DeepMind e para projetos prioritários. A reportagem é de Hugh Langley, do Business Insider, em 15 de setembro de 2026.
Então os engenheiros do Google podem usar o Claude Code agora?
Não. O que foi liberado é o modelo dentro do Antigravity. O Claude Code, da Anthropic, e o Codex, da OpenAI, continuam fora da política interna. É por isso que eu digo que não foi rendição completa: foi rendição pelo modelo, não pela ferramenta. E é justamente a ferramenta que os engenheiros estavam pedindo publicamente.
O Google abandonou o Gemini internamente?
Não, e a própria empresa fez questão de dizer isso: o Gemini continua sendo o modelo principal e fundacional para o desenvolvimento interno, com modelos de terceiros disponíveis por quota para casos de uso específicos. Na prática, é uma válvula de escape com medidor, não uma troca de política.
Por que você não usa o Gemini?
Porque eu não tenho tempo de ficar testando coisa ruim o tempo todo. De vez em quando eu volto, dou uma testada, me dá raiva e eu saio. Eu assumo: hoje eu tenho um preconceito formado com o Gemini para trabalho de código. Pode ser que eu mude — esse texto é de setembro de 2026 e a inteligência artificial muda numa velocidade absurda. Copilot, para mim, está no mesmo balaio: eu não uso nem testo.
O que você usa hoje, então?
Modelos da Anthropic no dia a dia da minha operação, o Grok novo, que ficou muito bom, e o Cursor como editor — sem Gemini dentro dele. A regra que eu sigo é simples e não tem fidelidade a marca nenhuma: a ferramenta fica enquanto entrega, e sai no dia em que atrapalhar.
Qual é a lição para uma empresa que não é de software?
Que amarrar a ferramenta do time por orgulho de produto custa caro. A maioria das empresas com que eu converso em evento não é de software, e ainda tem medo de colocar inteligência artificial no fluxo. O dado brasileiro mostra o tamanho da janela: em 2025, só 17% das empresas usavam inteligência artificial, 15% entre as pequenas, enquanto 79% já conversavam com cliente por WhatsApp. Quem trava hoje vai ver uma empresa pequena passar na frente.
Dá para uma empresa pequena competir com uma dessas gigantes?
Em produto específico, dá. Eu coloquei um sistema de e-mail corporativo em produção em três meses, no meu tempo paralelo, e ele nem é o meu projeto principal. Três anos atrás, um sistema desse teria exigido uma equipe inteira e não teria valido a pena para mim. Eu tinha a infraestrutura pronta, isso ajudou muito — mas a diferença de velocidade quem deu foi a inteligência artificial.
E se a inteligência artificial que eu uso hoje sumir ou encarecer?
É o risco real, e é por isso que eu mantenho ambiente próprio em casa de máquina. Modelo de peso aberto você baixa, guarda e roda local no dia em que tiver GPU, sem trava e sem limite de ninguém. Não é paranoia: é a mesma lógica de ter servidor próprio em vez de depender de uma nuvem só — se o mundo lá fora cair, o seu mundo continua de pé.

Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 17/09/2026 (12min14), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. São da minha vivência: a operação de CDN e entrega de vídeo no Brasil e nos Estados Unidos, as conversas com devs e provedores em evento, os cursos do NIC.br, o sistema de e-mail corporativo feito em 3 meses e o meu bloco de IP próprio. São apuração minha, feita em 18/09/2026, e não foram ditos na gravação: os detalhes da liberação do Opus 5 dentro do Antigravity, com quota por usuário e com Claude Code e Codex mantidos fora, publicados por Hugh Langley no Business Insider em 15/09/2026 (registro no Techmeme) e detalhados com a declaração do porta-voz do Google pelo Dataconomy; as datas do Orkut (lançado em 24/01/2004, criado dentro do Google por Orkut Büyükkökten, desativado em 30/09/2014) e do Google+ (28/06/2011 a 02/04/2019); e os números da TIC Empresas 2025, do Cetic.br (17% das empresas usando IA em 2025, 15% entre as pequenas, 50% entre as grandes, 79% em WhatsApp ou Telegram). Data, preço e condição de cada imersão são as que estão em todas as imersões.