Não é briga com o modelo. É que, pra usar, eu teria que jogar o código da minha empresa no GitHub — e isso eu não faço.
Resposta rápida: eu ganhei um caminhão de crédito do Jules, o agente de código do Google, e fui testar pra automatizar coisa de verdade aqui dentro. Esbarrei na porta de entrada: a conexão de repositório é com o GitHub, e as minhas coisas complexas estão no GitLab. Meses depois voltei por causa do MCP e dei de cara com abstração de infraestrutura — Supabase e afins — com o repositório ainda preso no GitHub. Resultado: não encaixou num pipeline autônomo confiável e eu larguei. Se você tem ambiente on-premises, eu não recomendo pelo que eu vivi. Se você já tirou resultado bom dele, me manda o seu pipeline — é sério, eu quero aprender a usar o Jules direito.
7 minutos, sem edição — do canal @josimarjmv, publicado em 26/08/2026. Gravei rápido e sem corte; aqui embaixo eu conto a mesma coisa por escrito, com as datas que eu fui conferir depois.
🎧 PREFERE OUVIR? · 7 min
Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.
Vou dar minha carteirada antes, porque não é todo mundo que me conhece: quem escreve isso é quem paga a conta no quinto dia útil. Eu monto servidor, monto hardware, boto a mão na infraestrutura e coordeno equipe de desenvolvimento. Não é palpite de quem só assistiu à demo — é a visão de quem tem que fechar o mês com o sistema no ar.
E o Jules, pra deixar claro de quem eu estou falando, é a inteligência artificial do Google que trabalha o seu código: acha bug, escreve teste, abre a alteração pra você. Eu testei e esqueci de contar pra vocês. Estou contando agora — inclusive a parte chata.
Quando eu contratei o Antigravity, lá no comecinho que ele estava bombando, o plano de cima vinha com muito crédito de Jules. Um caminhão de crédito por dia. Falei: cara, vou ter que testar. Se está na minha mão e é de graça, eu testo — e depois eu conto o que aconteceu, que é o combinado do canal.
A promessa era boa e eu tinha visto uma galera usando. Peguei um problema meu pra jogar lá dentro e comecei.
Entrei, comecei a mexer e adivinha o que eu encontrei? Só GitHub. Já fiquei contrariado ali. Pra mim o termo é esse: se eu sou obrigado a colocar meu código no GitHub, já não presta pro meu caso. É a mesma implicância que eu tenho com o Cursor novo pedindo login do GitHub toda hora — que ódio, cara. Eu não quero login do GitHub.
E não é conversa de quem nunca usou. Todos os códigos dos mais de 300 serviços que eu tenho estariam no GitHub, se dependesse do gosto de anos atrás — eu já falei bem dele. Só que hoje a minha regra é outra, e eu já expliquei ela inteira em por que eu não uso GitHub, Supabase ou Firebase em produção: não é birra, é superfície de ataque e controle do que é meu.
Mesmo contrariado eu fui em frente. Subi um codigozinho idiota no GitHub, no meu perfil pessoal, só pra ver a funcionalidade rodando. Besteira, coisa pequena. Aí eu esbarrei no problema grande: eu não consegui testar código complexo, porque o que é complexo aqui está no meu ambiente GitLab. E código da minha empresa eu não jogo lá. Esquece.
Checagem minha, hoje (07/09/2026). Fui conferir se isso mudou desde o dia da gravação. A documentação oficial do Jules continua com um único caminho pra ligar repositório: conectar a conta do GitHub. E o changelog público não registra suporte a GitLab nem a Bitbucket até esta data. Se você viu alguém dizer que já tem, me mostra o link — eu atualizo aqui.
Já sei o que você vai falar: Josimar, você consegue mandar tudo que chega no GitLab automaticamente pro GitHub. O espelhamento. E vice-versa. Dá, sim, gente — é recurso nativo do GitLab, você espelha um repositório e tudo que entra num aparece no outro. Eu uso isso como estratégia de redundância aqui (não era nem pra eu falar disso fora da imersão, mas tudo bem).
Só que repara na armadilha. O espelhamento resolve o transporte do código, não resolve o meu problema. O meu problema é que o código da minha empresa passaria a viver também num ambiente que eu não controlo, só pra um agente poder trabalhar nele. Trocar a minha regra de segurança pra caber na ferramenta é o caminho mais rápido de você virar refém dela.
Então eu esperei. Fiquei de olho pra ver se saía alguma coisa de GitLab. Não saiu. Larguei o Jules pra lá.
Passam-se os meses, chega a novidade do Gemini Flash, o Jules ganha MCP e começa a aparecer conversa de integração com GitLab por esse caminho. Fui lá olhar de novo. Cheguei a olhar mesmo, não foi de longe.
Aí eu abro a lista de MCPs e vejo Supabase e companhia. Abstração de infraestrutura outra vez — e o repositório continuava sendo GitHub, não o meu Git. Desanimei. Desanimei de novo.
Fui conferir a data depois de gravar, pra não falar de cabeça: o suporte a MCP foi anunciado em 02/02/2026, e a lista de estreia era exatamente Linear, Stitch, Neon, Tinybird, Context7 e Supabase (está no changelog do próprio Jules). Ou seja: o que eu vi não foi impressão minha, é a lista oficial. Serve muito bem pra quem mora nesse mundo. Não serve pra quem tem ambiente próprio.
Aqui está o ponto que separa a minha exigência da média. Quando eu digo autônomo, eu digo autônomo. Os agentes que eu monto por projeto fazem o ciclo inteiro sem mim na frente da tela:
O agente tem acesso ao GitLab, puxa a issue, abre o branch, faz o merge request, testa, manda pra staging e me avisa se ficou legal. Eu olho e reprovo: "está uma bosta, faz de novo". Ou talvez o que foi pedido é que estava uma bosta — acontece também, e a culpa aí é minha. O que importa é que eu entro uma vez, pra decidir, e não o dia inteiro, pra empurrar.
Pra um agente entrar nesse ciclo aqui em casa, ele precisa de três coisas — e o Jules parou na primeira:
Com o Jules, o máximo que dava era gambiarra: MCP pra lá e pra cá, ou ficar mandando prompt por API pra ele ter acesso ao repositório. Existe API e existe linha de comando pra isso — o Jules Tools e a API saíram em outubro de 2025, e serve bem pra quem quer dirigir a ferramenta. Só que dirigir a ferramenta é exatamente o trabalho que eu estou tentando não fazer.
Fiz. Fiz um vídeo pra falar que eu não consegui usar, porque resultado negativo também é resultado e quase ninguém publica o teste que não deu certo. Todo mundo mostra o dia em que a ferramenta brilhou; ninguém mostra a semana em que ela ficou parada porque não encaixava.
Então o meu veredito é esse, e ele tem endereço: pra mim, com ambiente on-premises, o Jules não serviu. Eu não consegui encaixar num pipeline confiável de forma decente. Dá pra sair fazendo um monte de gambiarra? Dá. Eu boto gambiarra em produção? Não boto.
Repare no que eu não estou dizendo. Eu não estou dizendo que o modelo é fraco — eu nem cheguei a testar a qualidade do que ele entrega, porque parei antes, na porta. Falar de qualidade sem ter testado seria o mesmo papagaiar que eu critico.
Esse relato é do dia 26/08/2026. Uma coisa que mudou no meio do caminho e que eu preciso registrar: eu tinha comentado na imersão do dia 15 de agosto que ainda não tinha desinstalado o Antigravity. Cheguei em casa e a primeira coisa que eu fiz no domingo foi desinstalar. Não tem mais aqui. Pra mim não faz mais sentido — a não ser que mude alguma coisa de novo, e aí eu volto a testar e volto a contar.
No Cursor eu parei de usar o Gemini e estou testando o Grok, que está massa. E o Codex eu vou testar de novo, porque um de vocês pediu e falou que está bom. Se não prestar, eu vou ficar bravo com você — mas vou testar, num ambiente autônomo, do jeito que eu preciso que funcione. Já voltei pro Cursor por indicação de quem acompanha o canal; ideia boa daqui eu pego sem vergonha nenhuma.
Fica o pedido, e é sincero: se você está usando o Jules e teve resultado bom, posta pra gente. Mostra o pipeline, conta a qualidade do que ele entregou, diz se trouxe algo relevante mesmo. Cola aqui, ou vem na live de segunda-feira, meio-dia, e compartilha — eu quero aprender a usar o Jules direito.
Antes de gravar eu me enchi de novo, fui lá dar uma olhada e não vi nada demais pro meu caso. Mas o meu caso não é o do mundo inteiro. O que eu não faço é fingir que testei o que eu não testei.
Sobre a imersão de infraestrutura. Espelhamento de repositório como redundância, ambiente on-premises, o que você entrega pra uma plataforma de fora e o que fica na sua mão — esse assunto inteiro é o que eu destrincho em três dias presenciais em São Paulo, com turma restrita e conversa individual antes de qualquer venda. Data, valor e condição finais saem na página, não aqui. Lista de espera em Imersão de Infraestrutura; as quatro estão em todas as imersões.
TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO
Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.
Baseado no vídeo do canal @josimarjmv publicado em 26/08/2026 (7min20), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. As datas e listas de funcionalidades foram conferidas em 07/09/2026 nas fontes primárias: documentação do Jules (conexão de repositório via conta do GitHub) e changelog do Jules (MCP em 02/02/2026 com Linear, Stitch, Neon, Tinybird, Context7 e Supabase; Jules Tools e API em outubro de 2025). O espelhamento de repositório é recurso documentado do GitLab. Relatos de teste, decisões de infraestrutura e opinião são da minha experiência na operação da JMV Technology. Este texto é relato de uso, não avaliação de qualidade do modelo — que eu não cheguei a testar.