Botei os dois pra trabalhar na minha operação de verdade, com acesso total, num Mac Mini e num MacBook Air M4. Um deles ficou 13 horas em loop numa feature de uma hora.
Resposta rápida: eu testei os dois agentes de desktop — Claude Cowork e Codex Desktop — dentro do meu dia a dia, e voltei pro terminal. O Cowork eu não abro há semanas: nas mesmas tarefas, o Claude Code foi mais rápido e me deu mais liberdade. O Codex Desktop foi pior: na tarefa complexa ele não deu nem pra sair, e uma feature pequena, que eu faria na mão em menos de uma hora, passou 13 horas em loop e ainda ficou ruim — a mesma tarefa no Claude Fable 5 ficou pronta em pouco mais de uma hora e muito melhor. A única coisa em que o Codex Desktop me ganhou foi teste ponta a ponta, navegação em site e scraping, e eu não preciso da assinatura mais cara deles só pra isso. Se você não mexe com código e odeia tela preta, o desktop faz sentido; se você vive disso, vá de terminal.
Gravei esses 16 minutos em 04/08/2026 no canal @josimarjmv, com duas câmeras e sem edição — um corte no começo, um corte no fim, e o que sai errado fica. Assista e leia junto: aqui embaixo eu conto a mesma coisa por escrito, com mais calma, e com a cronologia das ferramentas conferida, porque esse mercado muda de nome e de versão a cada quinze dias.
🎧 PREFERE OUVIR? · 16 min
Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.
Eu sou dono e CEO de uma empresa de tecnologia de verdade, e boto a mão na massa. Eu cuido de uma CDN que entrega milhões de views todos os dias — cliente de governo, cliente privado, pequeno, médio e grande, no Brasil e em 18 países. Eu entendo tecnicamente do que eu estou falando, e quem paga a conta no fim do mês sou eu.
Aqui dentro eu toco venda, suporte ao cliente, marketing e desenvolvimento — e desenvolvimento pra mim é o pacote inteiro: infraestrutura, deploy, ambiente de sandbox, staging, produção, performance. A gente faz mobile pra cliente específico também. O mercado em que eu gosto de atuar é rádio, TV, ensino a distância, mídia, comunicação, entretenimento e educação, apesar de a tecnologia servir pra qualquer mercado.
Falo isso porque o que vem a seguir não é resenha de quem abriu a ferramenta pra gravar vídeo. É de quem colocou os dois agentes pra trabalhar em cima de tarefa real, dos meus setores de verdade, com gente de verdade usando do outro lado. Se você já leu por aqui o que eu penso de papagaio digital, sabe de onde eu venho.
O canal tem uns dois meses e muita gente manda mensagem — direct no Instagram, comentário aqui. Eu me sinto mais confortável no YouTube porque é um lugar mais técnico. E foi sugestão do pessoal do canal que eu voltei a testar o Codex, e aproveitei pra testar o desktop junto com o Claude Cowork. Uma vez por mês eu pego algumas tecnologias novas e coloco pra testar, senão ninguém faz nada e a gente fica de fora. Foi assim também que eu voltei a usar o Cursor depois de ter largado, e foi assim que eu testei o Jules do Google e ele não serviu no meu pipeline.
O objetivo não é fazer review. É decidir uma coisa só: isso entra no pipeline interno da empresa ou não? Eu tento encaixar inteligência artificial em todos os setores daqui — setores de verdade, com pessoas usando, não robô falando com robô. A ordem é essa: primeiro a IA tem que ajudar as pessoas; segundo, automatizar o processo repetitivo que a pessoa faz, pra ela poder fazer algo que gere mais valor pra empresa. Os meninos que trabalham comigo também testam e trazem: "ó, isso aqui é bom, vamos botar no pipeline". A gente testa junto e chega num consenso.
Toda vez que eu abro qualquer IA, eu abro num ambiente em que eu posso fazer isso — e aí eu dou acesso total. Não tem esse negócio de ficar permitindo a cada passo, senão não é autônomo, não resolve, não me ajuda. Se ela fizer alguma besteira, a gente trabalha com commit e volta, põe teste, e não tem perigo de quebrar nada. É a mesma lógica que me fez perder o medo de subir em produção: o que protege não é o clique de confirmação, é o caminho de volta.
E o hardware, antes que alguém use isso de desculpa: eu rodei os testes num MacBook Air e num Mac Mini, os dois M4, com 16 GB de RAM. É equipamento bom. Não é máquina capenga sem memória e sem processamento.
O que eu joguei pra eles não foi exercício de demonstração. Foi o que passa na minha mesa:
Dentro desse escopo, os dois tiveram basicamente o mesmo comportamento — e não foi um comportamento bom.
Vou direto: deve ter umas três semanas que eu não abro o meu Claude Cowork. Não abro mais. Por quê? Pesado.
Eu fiz comparação honesta: as mesmas tarefas no Cowork e no Claude Code. O Claude Code é muito mais rápido. "Ah, mas é visual." Ok, é visual — só que ele é muito mais rápido, e me dá mais liberdade pra fazer coisas que o Cowork muitas vezes não faz, por mais que você libere as pastas todas pra ele poder agir. Manipulação de vídeo, manipulação de imagem, controle remoto: qualquer coisa que o Cowork faz, o Claude Code faz mais rápido e melhor, sem travar e sem se perder. Pra mim, que entendo de código e de linha de comando nesse nível, eu preferi trabalhar só com o Claude Code.
E aqui vai a parte que eu só entendi melhor depois, conferindo com calma: eu não sou o público do Cowork. A própria Anthropic escreve, na documentação oficial do produto, que o Cowork estende as capacidades de agente do Claude Code pra trabalho de conhecimento além de programação, com "nenhum terminal necessário". Está escrito lá, em bom português: a graça dele é não ter terminal. Pra quem já vive no terminal, tirar o terminal não é ganho — é camada a mais entre mim e a tarefa.
Eu não parei no meu próprio teste. Eu passei pras equipes — desenvolvimento, suporte e venda — e falei: ó, vamos ver se isso aqui cabe pra vocês, fazer tutorial, ajudar com o cliente no dia a dia. E o que aconteceu foi o seguinte: a ferramenta foi ficando de escanteio.
É básico, gente, mas quase ninguém fala: quando a ferramenta é relevante, as pessoas começam a usar de forma nativa. Sabe a maneira mais simples de descobrir se aquilo que você colocou pra equipe é bom? Ver o uso. Se for boa e trouxer vantagem pra pessoa, ela usa sozinha, sem ninguém cobrar. Não precisou de reunião nem de relatório de adoção pra eu entender que ali não tinha ganho.
A régua, em uma frase: ferramenta boa não precisa ser empurrada. Se depois de duas semanas a equipe só abre quando você pergunta, a resposta já veio — e ela não é sobre treinamento, é sobre a ferramenta.
Agora o outro lado. E aqui eu preciso avisar de um detalhe que confunde muita gente: o Codex mudou de nome. Hoje ele é o aplicativo do ChatGPT inteiro — a OpenAI dobrou o app do Codex dentro do app de desktop do ChatGPT em 09/07/2026, com os modos separados lá dentro (reportagem do The New Stack, com a OpenAI confirmando que "o Codex agora é parte de um app de desktop mais amplo do ChatGPT"). Eu testei o agente de desktop no Mac.
A experiência foi pior do que com o Claude Code. Eu coloquei tarefa complexa pra fazer, e quando eu falo complexo, no meu caso, é complexo mesmo. Ele não deu nem pra sair. Errou demais.
O caso que dói é esse: uma feature desse tamaninho, que eu, se fosse fazer na mão de verdade, não gastaria uma hora — 13 horas em loop fazendo aquilo. Treze. E pior: não ficou bom. Aí vem alguém dizer "ah, é porque você não passou do jeito certo". Não. Eu passei a mesma tarefa pro Claude Fable 5 e, em pouco mais de uma hora, estava pronta e muito melhor. A tarefa era a mesma; o resultado, não.
Em uma semana eu acho que ganhei uns cinco fios de cabelo branco por causa disso. Faz uma semana que eu tenho a assinatura de topo deles e não boto a mão nela, de tanta raiva que eu passei. E olha que eu não sou de economizar aqui: eu não fico muquiranando token. Eu vou no melhor produto; se ele resolve o meu problema, eu pago e pronto — inclusive já expliquei a conta de por que duas assinaturas Max me saem mais barato que pagar por token. O problema nunca foi o preço. Foi não resolver.
Sobre o modelo em si, eu vou ser honesto com o tamanho do meu teste: eu usei o modelo de topo da família nova deles, aquela batizada com nome de astro — Sol, Terra e Lua, que eu misturo até hoje justamente porque não uso. Eu não refiz esse mesmo teste pela linha de comando deles, e sei que existe botão de modo mais rápido, modelo mais leve, essas coisas. Tenho ciência. Mas o cenário que eu descrevo aqui é o mesmo que eu trabalho todos os dias — e quando você faz uma coisa todo dia, você tem feeling pra saber quando ela saiu da linha. Foi o que aconteceu.
E eu mantenho o que eu já tinha falado antes, porque não vou ser injusto: tem uma vantagem que o Claude Code não me ofereceu e o Codex Desktop ofereceu — criação de teste automatizado ponta a ponta, navegação em site e scraping. Nisso ele foi muito bom. Muito bom mesmo.
Só que tirando isso, mais nada. E aí a conta não fecha: eu não preciso da assinatura mais cara deles pra fazer só isso. Eu esperava mais desses modelos novos. Esperava mais rápido e mais resolutivo — igual o Claude Fable 5, que é extremamente resolutivo e erra bem pouco.
Falando nisso: o Claude Opus 5 saiu recente, o pessoal falou muito bem dele em comparação com o Fable, e eu fui lá testar rapidinho. A primeira impressão foi boa em algumas coisas, e hoje eu uso ele pras tarefas menos densas, porque o Fable é caro pra caramba. Mas, se eu precisar, eu pago duas, três, quatro assinaturas sem problema nenhum. O que eu não pago é por promessa.
Eu recomendo o desktop e o Cowork pra quem não gosta de ver tela de código. Eu tenho amigo que virou vibe coder: é a galera da abstração total, que empreende e desenvolve sem entender nada de código, e tudo que puder não ter código, ele prefere. Nada contra — pra ele, o visual funciona. É uma tarefa ou outra, coisa do dia a dia dele; o cara não vive disso. Pode funcionar muito bem.
Agora, se você quer viver disso, o meu conselho é outro: comece a estudar um pouquinho e tire o seu medo de ver um terminal. Eu entendo que dá medo nas pessoas, mas não tem bicho de sete cabeças lá, não. Você consegue.
E tem uma coisa que talvez explique por que eu sou tão sem paciência com lentidão: o meu dia é picadinho. Eu não fico o dia inteiro em cima de uma coisa só — faço uma coisa aqui, deixo aberta, depois volto e dou mais um tapinha. É assim que eu toco várias coisas em paralelo. Empreender é controlar um monte de pratinho ao mesmo tempo; se você não gosta de trabalhar com muita coisa junto, não empreenda — ou arrume um sócio que toque os pratos enquanto você foca no produto. Esse jeito de trabalhar também é o motivo de eu ter largado a sprint e o story point: quando a IA entra no pipeline, a unidade de medida do trabalho muda.
Só que, pra tocar vários pratos, quando eu peço um negócio, tem que ser feito. E quando a IA não faz, ou quando ela demora 13 horas pra entregar errado, ela não está me ajudando: ela virou mais um prato.
Nota de cronologia (importante). Esse relato é da gravação de 04/08/2026, e esse mercado não fica parado. Duas coisas mudaram depois que eu gravei, e eu faço questão de registrar: o Claude Cowork ganhou um navegador próprio dentro do app de desktop, anunciado no fim de agosto (The Decoder, 27/08/2026) — ou seja, a parte de navegar em site, que era justamente onde o concorrente me ganhou, é mais nova do que o meu teste. E o Claude Opus 5 entrou na minha rotina depois, pras tarefas menos densas. O que eu não mudei de ideia foi sobre a velocidade e sobre onde eu trabalho: eu continuo no terminal. Se você for testar hoje, teste a versão de hoje — e me conta no canal.
Se você quer aprender o pipeline inteiro, e não só a ferramenta da moda: ambiente de desenvolvimento local, merge no sandbox, teste de integração com outras APIs, staging, validação de regressão e só então produção — esse é o caminho que eu uso aqui dentro e é o que eu ensino nas minhas imersões. Comece pela Imersão de Sites, e veja também chatbot, SaaS e infraestrutura. Data, preço e condição de cada uma estão em todas as imersões — é a página que vale, não o que eu falei numa gravação de agosto. Ferramenta troca de nome; pipeline e infraestrutura, não.
TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO
Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.
Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 04/08/2026 (16min04), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. A CDN com milhões de views por dia e os 18 países, o teste com acesso total nos meus setores, o MacBook Air e o Mac Mini M4 de 16 GB, as três semanas sem abrir o Cowork, as 13 horas em loop, a mesma tarefa resolvida em pouco mais de uma hora no Claude Fable 5 e a assinatura parada há uma semana são do meu dia a dia tocando a JMV Technology — não são benchmark de laboratório. Conferido por mim em 15/09/2026: a descrição do Claude Cowork como extensão do Claude Code pra trabalho de conhecimento, sem terminal, e restrito a planos pagos está na documentação oficial da Anthropic e na página do produto; o navegador próprio dentro do app foi noticiado em 27/08/2026, depois da minha gravação; e a fusão do app do Codex no app de desktop do ChatGPT, em 09/07/2026, está na reportagem do The New Stack e no registro histórico do produto. Data, preço e condição de cada imersão são os que estão em todas as imersões.