Josimar JMV
Blog · Ferramenta de desenvolvimento · 10·09·2026

Eu tinha parado de usar o Cursor. Voltei, e levei a equipe

Cortei o Cursor de toda a minha equipe no fim de 2025, depois de torrar uns 600, 700 dólares em cima do plano de 200 num projeto só. Em agosto de 2026 eu voltei — e mandei todo mundo voltar junto. Aqui está o que mudou na conta.

Resposta rápida: eu cortei o Cursor da equipe no fim de 2025 por um motivo bem concreto — acabava o crédito e parava tudo, não tinha modelo incluído pra continuar, e eu já tinha estourado uns 600 a 700 dólares além do plano de 200 num projeto que eu não quis largar no meio. Voltei em agosto de 2026 por causa do Composer, que um assinante comentou no meu canal. Ele não substitui o modelo top de linha — e eu não vou fingir que substitui —, mas desembola rápido um monte de coisa que a equipe precisa destravar sem torrar o modelo caro em tudo. Testei Grok (latência ótima) e Codex (lento demais pra mim) no meio do caminho, e não uso o modo automático, que começou a dar volta e a ignorar padrão do projeto. O que me fez ficar: é leve, integra com vários modelos no mesmo código, e eu prefiro assinatura a pagar por API.

Oito minutos e meio, sem edição — uma câmera aqui, outra ali, e eu falando como se fosse ao vivo; só tem corte no começo e no fim, do jeito que eu gravo no canal @josimarjmv, em 16/08/2026. Aqui embaixo eu conto a mesma coisa por escrito, com mais calma e com os números que eu fui buscar na fonte depois.

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Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.

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Vou dar minha carteirada antes, do jeito de sempre. Eu sou CEO, diretor, dono — entenda como quiser — de uma empresa de tecnologia de verdade. Coordeno equipe de venda, de suporte e de marketing, e eu sou hands-on: eu boto a mão na massa.

Como assim boto a mão na massa? Eu cuido de infra de verdade. São milhões de views que eu entrego todo dia pra cliente de governo, cliente privado, câmara municipal, SBT, afiliadas de interior, Band, um monte de gente. E eu cuido disso manualmente. Então eu entendo de infraestrutura, de desenvolvimento, de pipeline — e de pagar a conta.

Porque às vezes você vê um canal com a visão de quem só desenvolve e não paga conta nenhuma. E às vezes você vê o oposto: um CEO emocionado que só paga a conta e não tem a menor noção técnica. Aqui você tem a visão de quem faz os dois — de quem coordena empresa e bota a mão no teclado, de quem contrata, demite e sabe fazer a conta de quanto custa uma feature, uma plataforma, uma solicitação de cliente. Ou seja: não é mais um papagaio digital pra você perder tempo ouvindo. Carteirada dada. Vamos ao Cursor.

Por que eu cortei o Cursor da equipe no fim de 2025

O motivo é bem menos filosófico do que a internet gosta: quando acabava o crédito, acabava o trabalho. Não tinha um modelo que você pudesse seguir usando, não tinha modelo incluído, não tinha nada. Travou, acabou o seu dia.

E era caro. Eu estava no plano de 200 dólares, entrei num projeto e não quis parar no meio. Eu sou meio ansioso — se eu começo um negócio, eu tenho que terminar. Não é do meu feitio falar "ah, deixa pra amanhã, quando o plano voltar". É bora, bora, bora. Aí eu ativei o pagamento adicional e, na época, cheguei a gastar uns 600, 700 dólares em cima do plano.

Fiz o que eu precisava fazer. Mas depois eu sentei, olhei a conta e falei pra galera: não dá pra usar o Cursor. Cortamos da equipe. E cortamos mesmo.

Nessa época o Composer até existia, acho que era 1.5, 2, não lembro — mas a gente nem deu moral pra ele. Quem me acompanha sabe que eu sempre uso o modelo top de linha. Se o negócio não é o melhor da prateleira, eu nem começo a testar.

O comentário no meu canal que me fez testar de novo

Um tempo depois eu estava vendo os comentários do canal e alguém — e eu esqueci o nome de quem foi, então fica aqui o meu obrigado público — falou que o Composer estava bem legal de usar.

Eu não repasso indicação sem passar pela minha mão. Então fui testar. Já são umas três, quatro semanas testando, e há mais ou menos duas semanas eu falei pra minha equipe reintroduzir a ferramenta. Voltei e levei todo mundo junto — a mesma equipe que eu tinha tirado de lá.

Checagem minha, hoje (10/09/2026): o que mudou na conta desde que eu cortei. Eu falei "não tinha modelo incluído" de memória; fui conferir na fonte. A página de preços do Cursor hoje lista quatro planos — Hobby, de graça; Pro, 20 dólares; Pro+, 60; e Ultra, 200 — e diz que todo plano inclui uma quantia de uso de modelo, com cobrança sob demanda em cima disso (que foi exatamente o botão que me custou os 600, 700 na época). O detalhe que muda a minha reclamação de raiz: até o plano gratuito hoje anuncia "acesso ao Composer". Ou seja, o buraco que me fez cortar — ficar sem nada quando o crédito zera — é justamente o que eles taparam com um modelo da casa. E tem outro dado de cronologia que eu não sabia: o Composer foi anunciado em 29/10/2025. Eu cortei o Cursor da equipe quase no mês em que a resposta pro meu problema estava nascendo.

O que eu testei antes de voltar

Antes de bater o martelo eu rodei outras coisas, porque é o que eu faço.

Grok. Bem legal. A latência dele é boa demais, responde rápido — botou o Codex no bolso em velocidade. Em qualidade eu diria mais ou menos pau a pau.

Codex. Meu problema com ele é a lerdeza. Muito lento. Pra mim não deu boa, não deu boa mesmo. Pode ser que daqui um tempo saia um update e eu teste de novo — porque é isso, né, a gente está vivendo a era do Tom e Jerry: toda hora muda a história, muda o cenário, muda o desafio, e nós temos que testar tudo outra vez.

O modo automático. Esse eu não gosto. Quando eu deixei o Composer no automático, começou a dar volta. E volta, pra mim, é isto: eu peço uma coisa, explico o que tem que ser feito, e ele esquece uma besteira qualquer no meio do caminho — uma coisa que já é padrão, que já está nas skills, no projeto, no mermaid, nos documentos do projeto. Deu uma volta, deu duas, eu já corto o modelo. Não me serve, está me fazendo perder tempo. Eu sou sem paciência e sem tempo.

O que o Composer resolve — e o que ele não resolve

Aí eu fui testar o Composer de verdade. E cara, foi muito legal. Foi uma experiência boa.

Agora, honestidade: ele resolve o meu problema igual um Fable? Não. Não resolve. Gente, não resolve, e eu não vou vender isso pra você.

O que ele faz é outra coisa, e é uma coisa que eu precisava: ele desembola bastante coisa dentro daquilo que precisa, num momento em que a equipe também precisa desembolar relativamente rápido — sem torrar só o modelo top de linha em tudo, sem queimar Fable e Grok 4.5 em tarefa que não pede isso. É por isso que eu voltei a usar o Cursor.

Checagem minha, hoje (10/09/2026): onde o Composer se coloca, segundo a própria casa. Isso aqui me interessou porque bate certinho com o que eu senti na mão. No anúncio do Composer, o Cursor diz que ele atinge resultado de fronteira com velocidade de geração quatro vezes maior que a de modelos comparáveis — e, no rodapé, se coloca entre os modelos rápidos (como o Haiku 4.5) e os melhores de fronteira (GPT-5, Sonnet 4.5), que ganham dele. Está lá, escrito por eles: não é o melhor, é o rápido bom. É exatamente o papel que eu dei pra ele aqui dentro. A versão que está rodando agora é a Composer 2.5, anunciada em 18/05/2026, treinada com 25 vezes mais tarefas sintéticas que a 2 e construída em cima do mesmo checkpoint aberto da anterior — o Kimi K2.5, da Moonshot. Achei graça nessa: eu falo no vídeo em integrar "os Kimi e os Qwen da vida" por API, e o modelo da casa que me fez voltar já é um Kimi por baixo. O preço de tabela dela na documentação de modelos é 0,50 dólar por milhão de tokens de entrada e 2,50 por milhão de saída no modo padrão, com "uso incluído significativamente maior" que o dos modelos de fronteira.

Por que eu cortei o Cursor em 2025 e por que eu voltei em agosto de 2026 A MESMA FERRAMENTA, DUAS DECISÕES MINHAS FIM DE 2025 · EU CORTEI acabou o crédito, parou o trabalho nenhum modelo incluído pra continuar plano de US$ 200 + uso adicional ligado uns US$ 600 a 700 num projeto só modelo top de linha pra absolutamente tudo o Composer existia e eu ignorei decisão: tirei da minha mão e da equipe inteira AGOSTO DE 2026 · EU VOLTEI até o plano grátis anuncia o Composer crédito acabar não trava mais o dia desembola rápido sem queimar o caro leve · não arrebenta a máquina 2 ou 3 modelos no mesmo código assinatura, não chave de API decisão: voltei e mandei a equipe voltar junto A régua é uma só: o que me faz perder menos tempo pelo dinheiro que eu pago. Não é fidelidade a marca nenhuma. Mudou a conta, eu mudo de lado — nos dois sentidos.
O quadro é o meu critério de decisão e a minha experiência de uso, não benchmark de mercado. Os valores de plano e a existência do Composer no plano gratuito estão conferidos nas caixas acima.

Por que eu não fico montando harness de modelo

Me dá uma preguiça danada esse negócio de ficar fazendo harness: copia daqui, copia dali, vai pra lá, troca o modelo, volta. Se você quiser desenvolver um pipeline perfeitinho pra fazer harness automático, aí você vai precisar de um modelo forte pra diferenciar as tarefas e de um backlog grandão pra alimentar aquilo.

Só que aí acontece uma coisa que quase ninguém conta: muitas vezes o modelo gasta mais tempo planejando a tarefa do que executando a tarefa.

Deixa eu ser mais claro, porque essa parte é a que mais confunde. Eu estou falando em nível de token e de gasto: mandar o modelo forte planejar e executar é mais negócio do que mandar ele planejar, mandar um outro executar e ainda mandar ele conferir de novo depois. Isso eu já testei. Pra mim, até o dia de hoje, não fez muito sentido.

Sai um pouco mais caro na etiqueta? Sai. Mas proporcionalmente ao tempo gasto, sai mais barato — na minha realidade, no meu negócio, de dono de empresa que também desenvolve. Se a sua realidade for outra, a conta é outra, e tudo bem.

Essa lógica de olhar o custo pelo tempo, e não pela etiqueta, é a mesma que eu uso quando falo que a automação não me deu tempo livre. Ferramenta não te devolve hora sozinha; ela muda onde a hora é gasta.

Antigravity: começou top e virou trem pesado

Já que a gente está falando de ferramenta, vou ser justo e falar do que eu não estou usando. Eu poderia estar no VS Code puro, poderia estar no Antigravity — mas o Antigravity, pra mim, virou aquele troço que parece uma máquina planetária do tamanho do mundo. É tão pesado que arrebenta a máquina da gente. Trava.

E eu fico pensando: como é que pode acabar com um software tão rápido? Software bom, começou top pra caramba, e de repente o próprio Google acabou com o software dele. Já não é a primeira vez que eu pego uma ferramenta do Google, testo com boa vontade e ela não serve pro meu jeito de trabalhar — eu já contei aqui como foi testar o Jules e por que ele não serviu pro meu pipeline autônomo.

Recorte honesto: aqui eu não tenho número pra te dar. O peso do Antigravity é impressão de uso minha, na minha máquina, em agosto de 2026 — e eu quis ancorar isso em requisito oficial pra não ficar no achismo. Não deu: a página do produto oferece o download pra Apple Silicon e Intel e não publica requisito mínimo de hardware nem de memória. Então fica registrado como o que é — experiência minha, não medição. Se na sua máquina roda liso, ótimo, usa.

Assinatura ou chave de API? Eu fico na assinatura

Uma coisa que me agrada nesse retorno é que o Cursor está leve. Muito leve. E integra com o resto: hoje já tem integração nativa com o Claude, com as extensões, então a gente continua usando dois, três modelos no mesmo código quando precisa. É uma forma ágil de trabalhar.

Dá também pra integrar por API de fora se você quiser testar os Kimi e os Qwen da vida, ou até o próprio Claude por chave. Mas tem diferença de preço, e eu prefiro assinatura normal.

Checagem minha, hoje (10/09/2026): duas letras miúdas da chave própria. Como eu recomendo assinatura, fui ver o que exatamente você abre mão indo de chave própria. A documentação de chaves de API do Cursor lista OpenAI, Anthropic, Google, Azure OpenAI e AWS Bedrock — e, atenção, não cita o OpenRouter pelo nome; eu falo dele por uso, mas se o seu plano depende disso, confirme antes de assinar qualquer coisa. As duas pedras que a doc assume: (1) chave própria só vale pros modelos de chat — o autocompletar continua rodando nos modelos do próprio Cursor; e (2) o compromisso de retenção zero de dados deixa de valer, porque o tratamento passa a seguir a política de privacidade do provedor da sua chave. Pra quem mexe com código de cliente, esse item dois é mais caro que qualquer diferença de token.

As minhas assinaturas de Claude Code não moram na IDE

Tem um detalhe do meu setup que soa estranho quando eu falo em voz alta, então deixa eu falar de novo com calma. Eu tenho duas assinaturas do Claude Code, o plano Max de 20 vezes — e eu não uso elas nas minhas IDEs.

Elas rodam nos meus agentes autônomos, em outros projetos, em outras coisas. A IDE eu uso pro que é mais manual. Por mais louco que pareça, é assim que a coisa rende aqui dentro. Como eu montei esse pipeline autônomo é conversa pra outro dia — e, sinceramente, talvez eu nem explique isso no canal: talvez isso fique pras imersões que eu vou fazer.

Falando em depender de assinatura: eu já contei aqui o dia em que o meu limite foi zerado no lançamento de um modelo novo, nas duas contas e nas dos meus desenvolvedores. É o outro lado da moeda de montar operação em cima de plano de terceiro — e é justamente por isso que eu gosto de ter mais de um caminho aberto, como o Composer virou aqui.

Por que uma escolha de IDE vira assunto de carreira

Alguém vai ler isso e pensar que é papo de ferramenta. Não é só. Fazer código virou commodity, e eu já escrevi por aqui sobre o que estudar quando o SaaS vira commodity. Quando a parte de escrever linha fica barata, o que separa profissional de papagaio é saber onde aquilo roda, quanto custa e o que fazer quando cai — a mesma tese de infraestrutura ser o superpoder da era da IA.

Escolher ferramenta pelo custo por tempo, e não pela marca, é um pedacinho dessa mesma disciplina. Eu troquei de lado duas vezes com a mesma empresa em menos de um ano, sem drama nenhum, porque a conta mudou nas duas vezes. Não tenho fidelidade a fornecedor; tenho fidelidade à minha folha de pagamento.

Quem quiser o pacote inteiro — virtualização, deploy, git, desenvolvimento agêntico na ponta e o que você precisa cuidar do lado do usuário na hora de montar o pipeline —, é isso que eu vou ensinar na imersão presencial de SaaS, em São Paulo, de 3 dias. Se o seu caminho é mais pro lado do rack, tem também a imersão de infraestrutura. Valor, formato e condição estão nas páginas delas — eu não faço live de lançamento com papagaiada; eu falo o que entrego e quanto custa, pra você se organizar.

Bem-vindo de volta, Cursor

Resumo do que ficou aqui na empresa: nós voltamos a usar o Cursor, todo mundo. Os cinco pontos que me seguraram, na ordem em que eles pesaram na minha decisão:

Se fizer sentido pro seu caso, recomendo testar. Está funcionando redondinho aqui, está lisinho — pelo menos por enquanto. E "por enquanto" é uma palavra que eu faço questão de deixar escrita.

Nota de cronologia (importante). Esse relato é do vídeo que eu gravei em 16/08/2026, e eu repito lá dentro, de propósito: "eu estou em agosto de 26, pode ser que isso mude depois". Estou publicando isto em 10/09/2026, quase um mês depois — e nesse ramo um mês é tempo pra caramba. As checagens externas das caixas acima eu fiz hoje e elas são minhas, não estavam no vídeo. Onde a documentação oficial acrescentou coisa que eu não sabia na hora de gravar — que o plano gratuito hoje anuncia acesso ao Composer, que o Composer foi anunciado em outubro de 2025, e que a 2.5 é construída em cima do Kimi K2.5 —, eu deixei o acréscimo na cara, em vez de fingir que eu já sabia.

TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO

Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.

Ver as lives no canal @josimarjmv →

Perguntas frequentes

Por que você tinha parado de usar o Cursor?
Porque quando acabava o crédito, acabava o trabalho. Não tinha um modelo incluído pra você continuar: parava e pronto. E era caro. Eu estava no plano de 200 dólares, entrei num projeto, não quis parar no meio — eu sou ansioso, se eu começo eu tenho que terminar — e ativei o pagamento adicional. Torrei uns 600, 700 dólares em cima do plano. Fiz o que eu precisava fazer, mas no fim eu falei pra equipe: não dá pra usar o Cursor, cortamos. E cortamos mesmo, no fim de 2025.
O que te fez voltar?
Um comentário no meu canal. Alguém falou que o Composer do Cursor estava bem legal, e eu esqueci o nome de quem foi, mas fica o meu obrigado. Eu só falo de coisa que eu testei, então fui testar: já são umas três, quatro semanas de uso na minha mão, e há mais ou menos duas semanas eu falei pra minha equipe reintroduzir a ferramenta. Voltei e levei todo mundo junto.
O Composer substitui um modelo top de linha?
Não. Ele não resolve o meu problema igual um Fable resolve, e eu não vou dizer que resolve. O que ele faz é desembolar bastante coisa dentro do que precisa, num momento em que a equipe também precisa desembolar rápido, sem torrar só o modelo top de linha em tudo. É outra função dentro do mesmo dia de trabalho. O próprio Cursor coloca o Composer entre os modelos rápidos e os melhores modelos de fronteira, não acima deles.
Você usa o modo automático de escolha de modelo?
Não gosto. Quando eu deixei no automático, começou a dar volta. Volta pra mim é isto: eu peço uma coisa, explico o que tem que ser feito, e ele esquece alguma besteira no meio do caminho que já é padrão, que já está nas skills, no projeto, no mermaid, nos documentos do projeto. Deu uma volta, deu duas, eu já corto o modelo. Não me serve, está me fazendo perder tempo. Eu sou sem paciência e sem tempo.
Vale a pena montar harness: um modelo planeja, outro executa?
Pra mim, até hoje, não valeu. Me dá preguiça esse negócio de copia daqui, copia dali, troca o modelo, vai pra lá. Se você desenvolver um pipeline perfeitinho pra fazer harness automático, aí você precisa de um modelo forte pra diferenciar as tarefas e de um backlog grandão. E no fim das contas, em nível de token e de gasto, mandar o modelo forte planejar e executar sai mais em conta do que mandar ele planejar, mandar outro executar e ele conferir de novo depois. Isso eu testei. Sai um pouco mais caro na etiqueta e sai mais barato proporcionalmente ao tempo gasto. Essa é a minha realidade de dono de empresa que também desenvolve.
E o Grok e o Codex, como foram nos seus testes?
O Grok me surpreendeu na latência: responde bem rápido, botou o Codex no bolso em velocidade. Em qualidade eu diria mais ou menos pau a pau. Meu problema com o Codex é a lerdeza mesmo, muito lento, não deu boa pra mim. Pode ser que saia um update e eu volte a testar — é assim que funciona, a gente vive correndo atrás. Registro que essa é a minha impressão de uso em agosto de 2026, não é benchmark.
Por que você não usa o Antigravity do Google?
Peso. Começou top pra caramba e ficou um trem pesado, que trava e arrebenta a máquina da gente. É impressionante como se acaba com um software bom tão rápido. Pode ser que mude, isso é impressão minha de agosto de 2026 e o Google não publica requisito mínimo de máquina na página do produto, então eu não tenho número pra te dar — só o que eu senti na minha máquina.
Você prefere assinatura ou pagar por API?
Assinatura normal. Dá pra integrar API de fora e testar os Kimi e os Qwen da vida, e até Claude por chave própria, mas tem diferença de preço e eu prefiro a assinatura. Quando eu fui conferir a documentação, apareceram duas limitações que valem o seu tempo: chave própria só funciona nos modelos de chat, o autocompletar continua nos modelos do próprio Cursor, e o compromisso de não reter dado deixa de valer, porque aí quem manda é a política de privacidade do provedor da sua chave.
Você usa as suas assinaturas de Claude Code dentro da IDE?
Não, e sei que parece louco. Eu tenho duas assinaturas do Claude Code, do plano Max de 20 vezes, e elas rodam nos meus agentes autônomos, em outros projetos. A IDE eu uso pras coisas mais manuais. Como eu montei esses agentes é conversa pra outro dia, e talvez eu só explique isso mesmo nas imersões.

Baseado no vídeo do canal @josimarjmv publicado em 16/08/2026 (8min38), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. O corte da ferramenta no fim de 2025, os valores que eu paguei, os testes de Grok, Codex, Composer e Antigravity, o parque que eu opero e as duas assinaturas de Claude Code são da minha experiência tocando a JMV Technology — são impressões de uso, não benchmark. Conferido por mim em 10/09/2026 nas fontes primárias: os planos e o que cada um inclui na página de preços do Cursor (Hobby gratuito com acesso ao Composer, Pro a US$ 20, Pro+ a US$ 60, Ultra a US$ 200, todos com uso de modelo incluído e cobrança sob demanda em cima); o anúncio do Composer, de 29/10/2025, com a geração quatro vezes mais rápida e o posicionamento entre os modelos rápidos e os melhores de fronteira; o anúncio do Composer 2.5, de 18/05/2026, com as 25 vezes mais tarefas sintéticas e o checkpoint aberto Kimi K2.5 da Moonshot; a documentação de modelos, com o preço de US$ 0,50 por milhão de tokens de entrada e US$ 2,50 de saída no modo padrão; a documentação de chaves de API, que lista OpenAI, Anthropic, Google, Azure OpenAI e AWS Bedrock, não cita o OpenRouter, restringe a chave própria aos modelos de chat e avisa que a retenção zero de dados deixa de valer; e a página do Google Antigravity, que oferece download para Apple Silicon e Intel e não publica requisito mínimo de hardware. Valor, formato e condição das imersões são os que estão nas páginas delas.