Josimar JMV
Blog · Formação e carreira · 25·09·2026

A entrevista presencial voltou — e eu pago a passagem

Quando eu disse isso, me arrebentaram: "cara retrógrado, ninguém paga isso, é ridículo". Agora a Gartner mede 72,4% dos líderes de recrutamento entrevistando presencialmente contra fraude, e Google, Cisco e McKinsey voltaram a chamar candidato pra sala. Eu pago a passagem aérea — e vou te explicar por quê.

Resposta rápida: a entrevista presencial está voltando por fraude, não por saudade de escritório. A Gartner mediu 72,4% dos líderes de recrutamento já fazendo entrevista presencial como medida contra fraude; a Checkr ouviu 3.000 gestores e 59% suspeitam que candidato usou IA pra se passar por quem não é; e Google, Cisco e McKinsey retomaram rodada presencial no último ano. O meu processo tem 6 passos e o último é presencial, em São Paulo, com passagem aérea paga por mim e teste no notebook da empresa — e eu já fazia assim antes da IA entrar na história. Atenção na fronteira que quase todo mundo confunde: trabalho remoto e contratação remota são balaios diferentes — tem empresa 100% remota reservando sala física só pra testar candidato. E a ironia final: quem fez software pra burlar entrevista deu um tiro no próprio pé e abriu o olho de todas as empresas.

Gravei esses 14 minutos no canal @josimarjmv, publicados em 24 de setembro de 2026. Duas câmeras, direto, sem edição. Assista e leia junto: aqui embaixo eu abro o meu funil de contratação passo a passo e ponho fonte e data em cada número que eu citei de cabeça.

🎧 PREFERE OUVIR? · 15 min

Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.

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A carteirada primeiro: eu contrato, e o dinheiro é meu

Vou dar a minha carteirada antes, porque esse assunto atrai muito palpite de quem nunca contratou ninguém. Eu tenho uma empresa de tecnologia, eu contrato e eu sei do que eu estou falando. E eu sou hands on: eu boto a mão na massa. Não sou aquele recrutador que se formou em psicologia, está preocupado só com soft skill, não sabe testar hard skill nenhuma e entrevista sem entender do assunto.

Falo isso com uma consequência prática: quem passa na minha entrevista, no meu processo de estágio, entra como pleno em muita empresa por aí. Eu sou extremamente aborrecido com isso. Teve gente que foi negada sete vezes na minha empresa — e isso antes de existir IA no meio.

Eu já quebrei o pau na internet por causa desse assunto. Um dos vídeos que mais me rendeu briga foi o do dev chinelinho e as 100 mil demissões. Falei o óbvio, me arrebentaram. Aí o mundo dá a volta.

O meu processo tem 6 passos — e o sexto é presencial

Deixa eu abrir o funil de verdade, com um caso real. Eu fui contratar um engenheiro de confiabilidade — o SRE, que é um cargo sênior e crítico. Não é vaga pra errar. Foi assim:

  1. Espalhei a vaga pelo país inteiro. Não limitei por cidade.
  2. A minha inteligência artificial filtrou os currículos que chegaram. Aqui a IA trabalha pra mim, não contra mim.
  3. Formulários pro candidato preencher — umas coisinhas que eu preciso saber antes de gastar o tempo de alguém.
  4. Entrevista remota.
  5. Teste remoto.
  6. Entrevista e teste presenciais. Passou nos dois remotos? Agora você senta na minha frente.

"Ah, Josimar, mas eu moro no Rio Grande do Sul, no Amazonas, no Maranhão." Sem problema: eu mando a passagem aérea. Você desce pra São Paulo, conversa comigo olhando no meu olho — ou com o recrutador que estiver comigo na época — e depois senta e faz teste. E não é no seu notebook: é no nosso notebook, em cima daquilo que eu preciso de você e daquilo que você escreveu no seu currículo e entregou remotamente.

Isso é muito óbvio. Só que o pai do chinelão foi lá dizer que eu sou retrógrado, que ninguém paga isso, que é ridículo. É ridículo porque você não paga conta, nunca contratou nenhum chinelão e fica fazendo CNPJ de playground. Errar a contratação de um SRE me custa muito mais caro que uma passagem aérea — essa é a conta inteira, e quem paga a conta enxerga ela.

O FUNIL QUE EU RODO — 6 PASSOS caso real: contratação de engenheiro de confiabilidade (SRE), cargo crítico 1 · VAGA país inteiro sem limite de cidade 2 · IA FILTRA currículos a IA trabalha pra mim aqui 3 · FORMULÁRIO o candidato preenche antes da conversa 4 · ENTREVISTA remota primeiro contato 5 · TESTE remoto mão na massa de longe 6 · PRESENCIAL entrevista + teste em SP passagem paga PASSOS 1 A 5 FILTRAM · O PASSO 6 CONFIRMA o teste presencial é no notebook DA EMPRESA, em cima do que você declarou no currículo POR QUE O MERCADO ESTÁ COPIANDO ISSO na cadeira presencial, o software de soprar resposta não entra — e a régua sobe pra todo mundo
O presencial não substitui o remoto no meu funil: ele confirma o remoto. Quem entregou de verdade lá atrás não tem o que temer na cadeira.

Os números que eu fui conferir depois de gravar

Eu citei pesquisa de cabeça na gravação. Depois fui atrás dos documentos pra te entregar com fonte e data. Checagem feita em 25/09/2026.

Repare no que esses números dizem juntos: ninguém está voltando pro presencial por ideologia. Está voltando porque a entrevista remota parou de medir o candidato e passou a medir a ferramenta que está atrás da tela dele.

O tiro no pé: obrigado, chinelada

Agora a parte que eu acho engraçada, e eu digo com toda a ironia: eu quero parabenizar quem criou esses softwares de burlar entrevista. O gringo, o brasileiro, e todos os que pegaram o projeto e saíram copiando — porque hoje nada se cria, tudo se copia, baixa o preço e vira uma guerra de SaaS infinita.

Vocês mudaram o mundo. Só não foi do jeito que vocês queriam. Foi tiro no pé: abriram o olho de todas as empresas, não só das que têm muito dinheiro. Inclusive da minha, que é de porte médio perto dos grandões. A régua vai melhorar pra todo mundo — e agora a gente vai voltar a ver a carinha de vocês na hora da entrevista.

Tem um detalhe cruel nessa história: se o negócio tivesse ficado escondidinho numa classe pequena, talvez não tivesse chegado nessa proporção. Foi a popularização que estragou. O desenvolvedor é quem põe a mão na tecnologia primeiro — e, em vez de usar pra aprender e melhorar, uma parte usou pra burlar. Quem puxou a fila do que não presta, nesse caso, foi a bolha dev.

E quem enriqueceu não foi o candidato. Eu já fiz essa conta em detalhe quando escrevi sobre o ban por usar IA na entrevista e o que Anthropic, Amazon e Datadog escreveram na política — lá é sobre a regra; aqui é sobre o formato. Naquele texto eu abro os números de quem vende a ferramenta; neste, o assunto é a cadeira presencial voltando.

Trabalho remoto e contratação remota são balaios diferentes

Essa é a confusão que eu mais vejo, e ela custa caro no debate. Trabalho remoto é uma coisa. Entrevista e contratação remotas são outra. Quando eu defendo teste presencial, ninguém está falando de acabar com home office.

O caso que eu achei mais engraçado na minha pesquisa é justamente esse: empresa 100% remota que não consegue testar o pessoal remotamente e passou a reservar espaço físico — coworking, sala — só pra fazer entrevista e teste presenciais, e depois contrata o cara pra trabalhar de casa. Olha o que a fraude com IA fez: empresa sem escritório voltando a pagar sala pra conseguir avaliar gente.

Checagem minha: o padrão está documentado em empresas remote-first. A Nominal faz a rodada final presencial, com o candidato programando em notebook fornecido pela empresa — idêntico ao que eu já faço —, e o cofundador Bryce Strauss resume assim: "o jeito de se destacar neste momento é ser fundamentalmente humano". A Somos foi por outro caminho e pede verificação física, tipo passar a mão na frente do rosto, porque o bot com rosto gerado por IA normalmente não sustenta o movimento. Tudo isso levantado em reportagem de 01/09/2026. O detalhe do aluguel de coworking é da minha pesquisa e eu não achei de novo documento nominal pra ele — então fica como leitura minha do movimento, com as duas empresas acima como o que está de fato registrado.

A propósito: eu já expliquei em outro texto por que júnior em home office não aprende. Aquilo é sobre formar gente à distância. Isto aqui é sobre medir gente à distância. Os dois furam no mesmo lugar — falta o presencial onde ele é insubstituível.

O que eu falei e NÃO consegui confirmar

Eu prefiro entregar isso na sua mão do que deixar você achando que tudo que eu falo de cabeça é documento. Duas coisas que eu citei na gravação e que a minha apuração não sustentou como fato:

Por que eu faço esse trabalho? Porque no quinto dia útil eu tenho que pagar a conta, e quem paga conta não pode se acostumar a repetir número sem conferir. Não sou papagaio digital.

Antes da IA, a fraude tinha outro nome: QI

E olha, fraude em contratação não nasceu com a inteligência artificial. Antigamente quem fazia o papel da mentira era o QI — "quem indica". Eu detesto isso.

O desenho era sempre o mesmo: o amigo indicava o amigo e cobria por ele. "Ele é bom demais, o problema é que na empresa atual é microgerenciamento, o pessoal não valoriza." Sempre o mesmo discurso quando alguém pula de empresa por indicação. Aí o candidato já era amigo do RH, o RH tinha meta pra contratar, e virava aquele peteco de gente ruim circulando dentro das empresas.

A IA só automatizou e democratizou a mesma mentira. É por isso que eu leio a grade curricular em vez do diploma e por que o que eu compro é cabeça e atitude, como eu descrevi no tipo de estagiário que eu contrato. Currículo é hipótese. A cadeira presencial é onde a hipótese vira fato.

E aqui vai o recado direto, sem rodeio: o que acontece quando você constrói um castelinho de areia? O que acontece com o seu futuro toda vez que você mente, distorce e engana? Responde pra você mesmo, não pra mim. Mentira tem perna curta — isso eu aprendi com meus pais e meus avós, e vale em qualquer relação, não só na profissional. Você só vai queimando o seu filme. Já contei o buraco por dentro quando escrevi sobre o apagão de dev júnior e por que eu parei de contratar: a conta chega, e chega depois de o nome já estar sujo.

O presencial vai valer mais, não menos

Isso não é tendência com volta. E eu não estou adivinhando agora: eu falei isso anos atrás, dentro do Google. Fui fazer uma imersão presencial de infraestrutura com inteligência artificial lá e, conversando com o pessoal, ficou muito claro pra mim que tudo que é humano, presencial e verdadeiro ia ganhar valor conforme a IA avançasse.

Olha o que está acontecendo no meu próprio quintal, o YouTube: tem canal inteiro de avatar, roteiro gerado, voz sintética, rodando sozinho — e crescendo. Só que o Google começou a apertar. Checagem minha: desde 15/07/2025 a política de monetização do YouTube passou a se chamar "conteúdo inautêntico" e trata explicitamente conteúdo produzido em massa ou repetitivo — modelo com pouca variação, leitura de material de terceiro, slideshow sem valor —, com risco de perder monetização e até sair do programa de parceiros. As regras estão nas políticas de monetização de canal do YouTube. Detalhe honesto: eu também citei um número de 10 milhões de views pra uma regra nova de monetização e não confirmei isso, então não repito o número aqui.

Por isso eu gravo do jeito que eu gravo: duas câmeras, direto, sem edição, engolindo palavra quando o pensamento atropela. Eu acredito no que é verdadeiro, direto e humano — toque, conversa, bate-papo pra saber o que é real e o que não é. E isso não vale só pra entrevista de emprego: vale pra todas as nossas relações, conforme a IA avança.

Tem gente usando esses softwares até pra conversar com quem está paquerando. Vai ser lindo — até a hora do encontro cara a cara. Sempre que você tentar roubar, vai dar errado. Se não der errado na entrevista, dá errado no dia seguinte, quando o serviço continuar sendo o mesmo.

Onde a IA entra de verdade — e as vagas estão abertas

Não me entenda mal: eu não sou contra IA, eu vivo dela — inclusive ela filtra currículo pra mim no passo 2. Dentro de um processo seletivo tem que haver o passo pra usar inteligência artificial, isso é óbvio. Só que antes disso você tem que saber fazer as coisas sem ela. Essa é a ordem, e ela não é negociável.

Então: usar pra potencializar, joinha. Usar pra estudar, joinha. Usar pra desenvolver quando autorizado, joinha. Usar em teste autorizado, joinha. Agora você vai ter que sentar numa cadeira presencial, conversar com uma pessoa e fazer um teste. E a maioria das pessoas não é preguiçosa nem medíocre — não precisa mentir pra passar. O cerco está fechando pro chinelinho: aquele que burla, que incentiva a burlar, que não quer estudar. Ou larga de ser chinelinho e vai estudar, ou fica aí aplicando em vaga remota um dia, um mês, um ano.

E eu estou com as vagas abertas de novo. Quem quiser fazer o teste: [email protected]. Você já sabe como é o funil, está tudo escrito aqui em cima — inclusive o passo 6.

Este vídeo não é só pra chinelada, não. É um alerta gigantesco pra todo mundo que vai pro mercado de trabalho: a etapa presencial está voltando, e ela não tem ctrl+C.

Nota de cronologia (importante)

Gravei em 24/09/2026 e escrevi este texto no dia seguinte, com a apuração feita em 25/09/2026. Os números da Gartner e da Coda são de 2025, e a pesquisa da Checkr é de 2026 — esse assunto anda rápido e a régua de cada empresa muda de um mês pro outro. Então confira o processo da empresa em que você está se candidatando, no dia. O que não muda é o princípio: a etapa presencial existe pra medir você, e não a sua ferramenta.

TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO

Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.

Ver as lives no canal @josimarjmv →

Perguntas frequentes

Por que as empresas estão voltando a fazer entrevista presencial?
Por fraude, não por saudade do escritório. Com candidato usando inteligência artificial escondida para responder durante a chamada de vídeo, a entrevista remota parou de medir o candidato e passou a medir a ferramenta dele. A saída mais barata que o mercado achou foi mudar o formato: se a rodada é presencial, o teleprompter não entra na sala. A Gartner mediu 72,4% dos líderes de recrutamento já conduzindo entrevista presencial como medida contra fraude, e Google, Cisco e McKinsey voltaram a chamar candidato para a sala em pelo menos parte do processo no último ano.
Quantas empresas já fazem entrevista presencial por causa de fraude com IA?
A pesquisa da Gartner mais citada no assunto aponta 72,4% dos líderes de recrutamento conduzindo entrevistas presenciais como medida contra fraude. Do outro lado do balcão, uma pesquisa da Checkr com três mil gestores achou 59% suspeitando que candidatos usaram inteligência artificial para se apresentar como quem não são. E há o efeito no dia a dia das agências: na Coda Search/Staffing, em Dallas, o pedido de entrevista presencial por parte das empresas clientes saiu de 5% em 2024 para 30% em 2025.
Entrevista presencial significa que a vaga não é mais remota?
Não. São duas coisas diferentes e é aqui que quase todo mundo se perde: trabalho remoto é um assunto, contratação remota é outro. Existe empresa 100% remota reservando espaço físico só para entrevistar e testar candidato, e depois contratando esse candidato para trabalhar de casa. A Nominal, por exemplo, faz a rodada final presencial com o candidato programando em notebook fornecido pela empresa. O presencial está voltando no funil de contratação, não necessariamente no contrato de trabalho.
Como funciona um processo seletivo com etapa presencial?
No meu processo são seis passos. Primeiro eu espalho a vaga pelo país inteiro. Segundo, a minha inteligência artificial filtra os currículos que chegam. Terceiro, o candidato preenche formulários. Quarto, entrevista remota. Quinto, teste remoto. Sexto, entrevista e teste presenciais: o candidato senta na minha frente, conversa olhando no meu olho, e depois faz teste no notebook da empresa, em cima do que eu preciso dele e do que ele mesmo declarou no currículo e entregou remotamente. O presencial não substitui o remoto, ele confirma o remoto.
Quem paga a passagem do candidato para a entrevista presencial?
Na minha empresa, eu pago. Se o candidato mora no Rio Grande do Sul, no Amazonas ou no Maranhão, eu mando a passagem aérea e ele desce para São Paulo. Isso vale para cargo crítico, que foi o caso da contratação de engenheiro de confiabilidade que eu fiz. Quando me chamaram de retrógrado por exigir presencial, o argumento era que ninguém paga isso. Eu pago, e pago porque errar a contratação de um cargo desses custa muito mais caro do que uma passagem.
Usar IA para burlar a entrevista compensa?
Não, e o motivo é prático antes de ser moral. Se você passar, no dia seguinte o serviço continua sendo o mesmo e a ferramenta não vai fazer reunião nem entregar projeto por você. Se você for pego, queima o seu nome em uma indústria que é muito menor do que parece. E o custo de ser pego só cresce, porque a etapa presencial está voltando em algum ponto do funil da maioria das empresas. Mentira tem perna curta.
Como me preparar para um teste técnico presencial?
Sabendo fazer sem a inteligência artificial primeiro, e usando a inteligência artificial para estudar depois. No presencial você senta em um notebook que não é o seu, sem as suas extensões e sem o seu histórico de prompts, e vai ser avaliado em cima do que você mesmo escreveu no currículo. Então trate o currículo como contrato: tudo que está lá tem que sobreviver a uma pergunta de acompanhamento e a um teste no teclado. Usar IA para aprender é liberado e acelera muito, usar para fingir experiência é o que derruba.
A Amazon tem uma lista negra de quem burla entrevista?
Eu falei isso na gravação, e depois fui conferir com honestidade: o que está documentado publicamente é que a Amazon proíbe ferramenta de IA não autorizada durante a entrevista, faz o candidato reconhecer essa regra e prevê desclassificação, além do caso do estagiário que perdeu a proposta depois de se exibir por ter usado a ferramenta no processo inteiro. Um banco de dados centralizado de candidatos banidos eu não consegui confirmar em fonte oficial, então fica como a minha fala na gravação, e não como fato apurado.

A gente passou anos digitalizando processo seletivo pra agora ter que voltar — e a culpa não é da inteligência artificial, é de quem decidiu usar ela pra enganar em vez de aprender. Se o que você quer é parar de depender de entrevista e construir o seu próprio negócio — site, chatbot, infraestrutura ou SaaS —, é disso que eu trato nas minhas imersões, duas delas presenciais, com o pipeline que eu uso na produção de verdade. Valor, data e condição ficam na página de cada imersão, que é onde essa informação fica atualizada. E prepara a cadeira, viu? Um abraço.

Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 24/09/2026 (14min47), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. São da minha vivência e foram ditos na gravação: ter empresa de tecnologia, contratar e botar a mão na massa; a crítica ao recrutador que só olha soft skill e não sabe testar hard skill; quem passa no meu processo de estágio entrar como pleno em outras empresas; a pessoa negada sete vezes na minha empresa, antes da IA; a repercussão do meu vídeo sobre o dev chinelinho e as 100 mil demissões; os seis passos do processo de contratação do engenheiro de confiabilidade, com vaga espalhada pelo país, filtro de currículo por IA, formulários, entrevista remota, teste remoto e, por fim, entrevista e teste presenciais em São Paulo com passagem aérea paga por mim e notebook da empresa; a resposta a quem me chamou de retrógrado e a expressão CNPJ de playground; ser empresa de porte médio e ter mais agilidade que a empresa grande, onde o assunto demora a virar política; a ironia de parabenizar quem criou os softwares de burlar entrevista por ter dado um tiro no pé e aberto o olho das empresas; a leitura de que a popularização é o que estragou; a distinção entre trabalho remoto e contratação remota; o caso das empresas 100% remotas alugando espaço físico só para entrevistar e testar; a crítica ao QI, quem indica, ao RH com meta de contratação e ao peteco de gente ruim circulando entre empresas; o mentira tem perna curta aprendido de pais e avós; a imersão presencial de infraestrutura com IA que eu fiz no Google e a conclusão de que o humano e o presencial ganhariam valor; gravar com duas câmeras sem edição; a comparação com usar software para paquerar; a régua de onde a IA pode entrar no processo seletivo e a ordem de saber fazer sem ela primeiro; e as vagas abertas com o e-mail [email protected]. É apuração minha, feita em 25/09/2026, e não estava na gravação: a fonte e a data dos 72,4% da Gartner e a confirmação de Google, Cisco e McKinsey, conforme a reportagem da Computerworld de 26/08/2025; a correção de atribuição dos 59%, que são de pesquisa da Checkr com 3.000 gestores e não do Wall Street Journal, conforme noticiado em 01/09/2026, matéria que também traz o WSJ relatando o pedido de girar a câmera pela sala; a alta de 5% (2024) para 30% (2025) nos pedidos de entrevista presencial na Coda Search/Staffing, de Dallas; a projeção da Gartner de que até 2028 1 em cada 4 perfis de candidato será falso, de relatório de 31/07/2025 reportado pelo HR Dive; os casos documentados da Nominal (rodada final presencial, teste no notebook da empresa, com a fala do cofundador Bryce Strauss) e da Somos (verificação física, passar a mão na frente do rosto), levantados em reportagem de 01/09/2026; e a política de conteúdo inautêntico do YouTube, em vigor desde 15/07/2025, nas políticas de monetização de canal. Ressalvas — o que eu falei e NÃO confirmei: o banco de dados / blacklist da Amazon de quem burla entrevista não foi confirmado em fonte oficial (o que está documentado é a proibição de IA não autorizada, o reconhecimento da regra pelo candidato, a previsão de desclassificação e o caso do estagiário que perdeu a proposta) — está no texto com essa etiqueta; o caso do candidato pego com o óculos Ray-Ban Meta em entrevista de emprego também não foi confirmado, e o que existe registrado é o mesmo truque em prova (dois estudantes flagrados no TOEIC, resultado anulado e 4 anos de banimento, e a proibição de smart glasses no SAT a partir de março de 2026); o aluguel de coworking por empresa 100% remota é leitura minha do movimento, sem documento nominal, e por isso aparece junto dos casos de Nominal e Somos, que são os registrados; e o número de 10 milhões de views que eu citei para uma regra de monetização do YouTube não foi confirmado e não é repetido aqui. Eu cito as minhas imersões na gravação: como preço, data e condição são finais e mudam a cada turma, aqui eu não repito nenhum desses números e mando pra página de cada imersão.