Josimar JMV
Blog · Carreira e formação · 17·09·2026

Júnior em home office não aprende — e eu não contrato

Toda vez que eu publico vaga de estágio ou de júnior, alguém pergunta se é home office. Não é, e não vai ser. Não por implicância com trabalho remoto — é que ninguém vira profissional sozinho dentro de casa.

Resposta rápida: eu não contrato júnior nem estagiário pra home office, nem sob reza brava. Quem está começando aprende tomando o tempo de alguém mais experiente — sentado do lado, perguntando a besteira na hora, pegando as maldades do ofício. Depois de gravar eu fui atrás do dado e ele bate: sentar perto do time rende 18,3% mais feedback no código, e o ganho se concentra em quem tem menos tempo de casa; no remoto o sênior produz mais e o júnior recebe menos retorno. Junte a isso faculdade fraca, ensino médio que empurra com a barriga e uma geração que não segura um minuto na mesma tela, e você tem o cenário perfeito pro não aprendizado. Se você é júnior: faça questão de ir presencialmente e bote projeto seu em produção.

Gravei esses 9 minutos em 30 de julho de 2026, no canal @josimarjmv, respondendo uma pergunta que me fizeram: o home office emburrece o júnior, ou é o contrário? Assista e leia junto — aqui embaixo eu conto a mesma coisa por escrito, com os números que eu fui conferir um mês e meio depois (e com uma correção minha no meio do caminho).

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Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.

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A carteirada, antes de eu falar da carreira dos outros

Meu nome é Josimar, eu tenho CNPJ desde os 18 anos e sou CEO de uma empresa de tecnologia que faz live, transmissão e vídeo sob demanda pra rádio, comunicação e educação em 18 países. Ao longo da minha vida, quase 400 pessoas já trabalharam comigo nas minhas empresas — desenvolvimento, marketing e vendas.

Falo de contratação de júnior como quem paga a folha no quinto dia útil e como quem já treinou, promoveu e também demitiu. Não é papagaio digital repetindo manchete sobre "o futuro do trabalho": é o que eu vejo entrar pela porta da minha empresa.

Pra mim essa pergunta é autorrespondida

O home office emburrece o júnior? Eu inverto: o home office não ensina o júnior. E não é só desenvolvimento, é qualquer área. Quem está começando devia ter pavor de trabalhar de casa.

Porque como é que funciona uma empresa de verdade? Você é novo, está começando a carreira, e a empresa te coloca numa sala. A maioria não tem onboarding — aquele treinamento formal pra você sentar e aprender. O que acontece é o seguinte: você senta do lado de uma pessoa mais experiente e, ao longo do tempo, vai pegando o trabalho e pegando as maldades. Você toma o tempo dessa pessoa e aprende com ela. Funcionou assim, funciona assim, e continua funcionando assim até hoje.

Aí veio a pandemia, a galera ficou muito mal acostumada, e eu chego no absurdo de publicar vaga de júnior — e até de estágio — e a pessoa me perguntar se é home office. Ora bolas: como é que essa pessoa vai aprender alguma coisa em home office?

Não é só a minha cabeça: a proximidade rende 18,3% mais feedback

Eu falei isso no vídeo de cabeça, pela vivência. Pra escrever aqui eu fui conferir se tem gente medindo, e tem — e o resultado é melhor do que eu esperava pro meu lado do argumento.

Os economistas Natalia Emanuel, Emma Harrington e Amanda Pallais acompanharam engenheiros de software de uma empresa da Fortune 500 e mediram o efeito de sentar perto do time, aproveitando o fechamento dos escritórios em 2020 e as voltas ao presencial depois. O trabalho, publicado pelo NBER como The Power of Proximity to Coworkers (consultado por mim em 17/09/2026), achou o seguinte:

Leia essa última linha com calma, porque ela é a explicação da confusão toda. Home office é ótimo pra quem já sabe e caro pra quem está aprendendo. Como quem decide a política da empresa é quem já sabe, a conta do júnior some da planilha. E note uma coisa: o mecanismo que o estudo mede é exatamente o que eu descrevi — o júnior toma o tempo do sênior. O sênior produzir menos perto do time não é perda: é o preço do treinamento, que alguém tem que pagar.

Existe exceção — só que eu não monto empresa apostando nela

Adendo importante, porque toda regra tem exceção. Dessas quase 400 pessoas que passaram por aqui, algumas eram gênios — os "geniozinhos", como a gente fala. Cara que aprende sozinho, no quarto, sem ninguém do lado, e entrega. Existe, eu conheço, já contratei.

Mas pra a maioria dos seres humanos comuns — e eu me incluo — você precisa de um apoio que não é só técnico: é emocional também, alguém do lado no dia a dia pra te ajudar a aprender e pra te dizer que aquele bug não significa que você é ruim. Montar o treinamento da empresa apostando que todo mundo vai ser exceção é o jeito mais rápido de perder gente boa.

Autodisciplina até os 25: a parte que ninguém quer ouvir

Em geral, as pessoas mais novas têm uma dificuldade de autodisciplina gigantesca. Isso aconteceu comigo, acontece com qualquer jovem, e é a maioria — autodisciplina alimentar, de estudo, de trabalho. Se a pessoa já tem dificuldade de manter aquilo que é da vida pessoal dela, imagina manter sozinha a rotina de trabalhar e estudar.

Agora pega um jovem nessa idade, coloca ele como júnior, aprendendo a trabalhar, fazendo faculdade e trabalhando em casa. É totalmente contraproducente. Esse cara não vai aprender.

E olha, isso aqui não é moralismo de quem esqueceu que já foi novo. Eu já escrevi sobre o que eu flagrei acontecendo com quem trabalhava de casa na minha empresa — dois casos reais, um freelancer talentoso que começou a patinar e um suporte noturno que custou uma licitação. O padrão nos dois era o mesmo: ninguém por perto.

ONDE O JÚNIOR APRENDE — E ONDE ELE SÓ ENTREGA TAREFA PRESENCIAL, DO LADO DE QUEM JÁ SABE · pergunta a besteira na hora em que a dúvida nasce · vê como o problema é resolvido, não só o resultado · pega as maldades do ofício (as não documentadas) · recebe correção antes do erro virar hábito · tem apoio emocional, não só técnico +18,3% de feedback no código efeito maior em quem tem menos tempo de casa custo: o sênior escreve menos código — é o preço do treinamento, e alguém tem que pagar HOME OFFICE, COMEÇANDO A CARREIRA · a dúvida espera a próxima reunião — ou morre · vê o resultado pronto, nunca o caminho · depende 100% da própria autodisciplina · faculdade + trabalho + casa, tudo na mesma tela · ninguém percebe quando ele trava a semana inteira MENOS RETORNO · MAIS PEDIDO DE DEMISSÃO o sênior produz mais sozinho — por isso a política da empresa é decidida por quem não paga a conta o júnior de hoje é o sênior que vai faltar amanhã REMOTO É ÓTIMO PRA QUEM JÁ SABE. CARO PRA QUEM ESTÁ APRENDENDO. Números: Emanuel, Harrington e Pallais, "The Power of Proximity to Coworkers" (NBER w31880), engenheiros de software de uma empresa Fortune 500. O resto é o que eu vejo na prática, treinando gente dentro da minha empresa. Checagem minha em 17/09/2026.
Desenhei esse quadro porque a discussão sobre home office quase sempre é feita por quem já é sênior — e pra esse a resposta realmente é "funciona bem". A coluna da direita é a que ninguém está olhando.

A faculdade não vai te salvar (e eu recebo esses currículos)

Vou ser cuidadoso com o tamanho da minha afirmação, porque eu não analisei todas. Digo do que passou pela minha mesa: as faculdades de tecnologia a distância de cujos candidatos eu recebi currículo e grade curricular são de dar vontade de chorar. Muito pobre, longe do que o mercado pede.

Tem instituição com a coragem de usar inteligência artificial pra aplicar prova e até corrigir prova — e não ter inteligência artificial na grade pro aluno aprender. Então é isso: você não aprende na faculdade. E não é opinião solta, o país inteiro mostra isso na avaliação internacional. No PISA 2022, divulgado pelo Inep, o Brasil ficou com 379 pontos em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências, abaixo da média da OCDE nas três — e 73% dos nossos estudantes não alcançaram nem o nível básico em matemática. Os resultados estão praticamente parados desde 2009.

Sobre diploma eu já falei no canal e já escrevi aqui: ele pesa em profissão regulamentada. Fora disso, o que decide é o que você sabe fazer — tanto que eu explico, com currículo na mesa, por que eu prefiro contratar quem fez curso técnico.

Correção minha: não existe lei proibindo reprovar

Aqui eu preciso me corrigir, e prefiro fazer isso na sua frente a deixar passar. Eu falei que "foi proibido reprovar no ensino médio". Fui atrás da lei pra escrever e não é bem assim.

O que existe é a progressão continuada, prevista no artigo 32, § 2º da LDB (Lei 9.394/1996): a escola pode adotar o regime, no ensino fundamental, conforme as normas do sistema de ensino de cada estado. Não é uma proibição federal de reprovar, e vale pro fundamental, não pro médio. Vários sistemas estaduais adotaram, e é daí que vem a sensação — correta, na prática — de que praticamente não se reprova mais.

Mas a minha reclamação continua de pé, e ela é sobre o efeito, não sobre o artigo da lei: quando a reprovação vira exceção rara, a pessoa vai passando, e chega no mercado sem a base que ela deveria ter repetido até aprender. Eu recebo essa pessoa na entrevista. Esse é o pedaço da história que eu vivo de perto.

A geração que scrolla — e o número que eu errei pra menos

A gente tem uma geração nova que scrolla e que não consegue segurar concentração por uma ou duas horas. A gente já tinha o problema das aulas de 50 minutos; hoje tem YouTube, tem TikTok — eu mesmo estou gravando pro TikTok também —, tem Netflix.

No vídeo eu falei que o máximo de atenção que estão conseguindo tirar é 20 minutos. Fui conferir e o número real é bem pior do que eu falei. A pesquisadora Gloria Mark, da Universidade da Califórnia em Irvine, mede isso há duas décadas: em 2004, o trabalhador ficava cerca de 2 minutos e meio numa mesma tela antes de trocar; nos estudos a partir de 2016, a média caiu pra 47 segundos, com metade dos períodos durando 40 segundos ou menos (resumo da própria Universidade da Califórnia, consultado em 17/09/2026).

Faço a ressalva honesta que a própria pesquisadora faz: isso mede tempo numa tela antes de trocar, não um limite biológico do cérebro — ninguém provou que o ser humano não consegue mais ler por meia hora. Só que, pro meu ponto, tanto faz: o hábito está em 47 segundos, e ninguém aprende ofício em blocos de 47 segundos, sozinho, no quarto.

Joga tudo no caldeirão — faculdade fraca, ensino médio que empurra, atenção de 47 segundos e trabalho sem ninguém do lado — e você tem o cenário perfeito pro não aprendizado.

O Yuri: meu último estagiário antes da inteligência artificial

Por isso eu não contrato estágio nem júnior em home office. De jeito nenhum, nem sob reza brava. Quem entra aqui passa pelo treinamento, vem pra empresa, fica com a minha equipe.

O Yuri é o meu último estagiário contratado antes da inteligência artificial, e a gente está fazendo uma experiência com ele pra descobrir como treinar gente daqui pra frente — porque isso mudou demais. E o que eu não canso de ouvir dele é: "se eu não estivesse aqui, eu estava parado no tempo. A minha faculdade não serve pra nada" — no sentido de conhecimento técnico. Como ele tem veia empreendedora, aprende aqui e aplica.

Eu já contei, sem passar a mão na minha própria cabeça, que eu também parei de contratar júnior por um tempo — e que a conta disso chega em forma de apagão de sênior lá na frente. Este texto aqui é o outro lado da mesma moeda: o que eu exijo de quem eu contrato, e o que eu acho que você deveria exigir de si mesmo.

Quando o remoto passa a fazer sentido pra você

Não me entenda mal: o problema não é trabalho remoto, é remoto pra quem ainda não tem o que transferir. Então, se você está entrando no mercado, não caia na ilusão do "quero home office". Se você achar uma empresa que ofereça — e eu acho difícil, porque vaga de júnior e de estágio está em queda —, faça questão de ir presencialmente.

É assim que você alavanca a cabeça e o conhecimento. Depois, quando você virar pleno e sênior, aí sim você pede o upgrade de carreira — na empresa em que estiver ou na próxima. Por quê? Porque aí você já está maduro: tem autodisciplina, tem conhecimento técnico pra trabalhar sozinho e já aprendeu o que precisava aprender perto de gente.

E tem o outro lado da conta, que é o que está ficando sério: o sênior também não quer mais trabalhar presencial pra ensinar o júnior. A gente está passando por uma mudança dramática nos nossos sistemas de treinamento, e isso aí é papo pra outro vídeo — mas anote, porque é o gargalo dos próximos anos.

A dica que vale o texto inteiro: bote projeto em produção

Última dica pra quem é júnior, e é a mais prática que eu tenho: faça projetos e coloque em produção.

"Ah, mas eu não sei." Aprenda. Pega YouTube, pega cursinho, pega inteligência artificial — e coloca projeto em produção: site, sistema de padaria, sistema pra sua faculdade. Assim você encara os desafios reais de um ambiente de produção e chega na entrevista mostrando que sabe de verdade. Porque, de novo: canudo não serve pra nada fora da profissão regulamentada.

E se você está sem colocação agora, sem achar a vaga, leia também o não que eu levei numa entrevista aos 22 anos. Foi ele que mudou a minha carreira.

Nota de cronologia (importante)

Essa gravação é de 30 de julho de 2026. O que eu digo ali sobre vagas, sobre o treinamento que eu estou refazendo com o Yuri e sobre a queda de vaga de júnior é daquele dia. Os números que aparecem por escrito aqui — os 18,3% do estudo do NBER, o PISA 2022 e os 47 segundos da pesquisa de Gloria Mark — são checagem minha, feita em 17/09/2026, e não foram ditos no vídeo. A frase "proibiram reprovar" eu corrigi no meio do texto: não existe lei federal proibindo, existe progressão continuada no ensino fundamental.

Se ninguém vai te treinar, treine-se do jeito certo: o que eu faço nas imersões é justamente o contrário do vídeo tutorial — é eu do lado, mostrando como se faz de verdade, com os meus erros e a operação real da minha empresa na mesa. Se o caminho é fazer e vender site, é a Imersão de Sites; se é tirar um SaaS do papel, a Imersão de SaaS; se é infraestrutura própria, a Imersão de Infraestrutura; se é chatbot, a Imersão de Chatbot. Data, preço e condição são os que estão em todas as imersões.

TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO

Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.

Ver as lives no canal @josimarjmv →

Perguntas frequentes

Por que júnior e estagiário não deveriam trabalhar em home office?
Porque quem está começando aprende tomando o tempo de alguém mais experiente. Você senta do lado de uma pessoa que já sabe, vê como ela resolve, pergunta a besteira na hora em que a dúvida aparece e vai pegando as maldades do ofício. Sozinho dentro de casa não existe esse atrito. E isso não é implicância minha com trabalho remoto: eu tenho gente sênior trabalhando remoto sem problema nenhum. O problema é remoto para quem ainda não tem o que transferir.
Tem dado que comprove que trabalhar perto do time ajuda quem está começando?
Tem, e eu fui conferir depois de gravar. Um estudo de Natalia Emanuel, Emma Harrington e Amanda Pallais publicado pelo NBER acompanhou engenheiros de software de uma empresa da Fortune 500 e mediu: sentar perto dos colegas aumenta em 18,3% o feedback recebido no código, e o ganho se concentra em quem tem menos tempo de casa e menos idade. No remoto, o sênior produz mais código, o júnior recebe menos retorno e a chance de ele pedir as contas sobe. Ou seja: o remoto é ótimo para quem já sabe e caro para quem está aprendendo.
Isso não é preconceito com a nova geração?
Não, é estatística e é o que eu vejo na prática. A maior parte das pessoas até uns 24, 25 anos ainda está construindo autodisciplina, de estudo, de alimentação, de trabalho. Aconteceu comigo também. Existe exceção, claro: quase 400 pessoas já trabalharam comigo e teve gênio no meio. Só que eu não posso montar o treinamento da empresa apostando que todo mundo vai ser exceção.
A faculdade não resolve isso?
As faculdades de tecnologia a distância de cujos candidatos eu recebi currículo tinham grade curricular de dar vontade de chorar: muito pobre e longe do que o mercado pede. Tem instituição usando inteligência artificial para aplicar e corrigir prova sem ter inteligência artificial na grade do aluno. E o país inteiro vai mal no PISA: 379 pontos em matemática em 2022, com 73% dos estudantes abaixo do nível básico. Diploma abre porta em profissão regulamentada; fora disso, o que conta é o que você sabe fazer.
E se eu só encontrar vaga de home office?
Faça questão de ir presencialmente, mesmo que a empresa ofereça remoto. Peça para estar junto do time nos primeiros meses, nem que seja parte da semana. Você está trocando conforto por anos de carreira: no presencial você absorve o jeito de trabalhar de gente que já errou muito, e isso não vem em curso nenhum. Se não tiver jeito, force o contato: câmera aberta, pergunta feita, revisão de código pedida toda semana.
Quando passa a fazer sentido trabalhar remoto?
Quando você já é pleno ou sênior. Aí você tem autodisciplina, tem conhecimento técnico para trabalhar sozinho e já sabe o que fazer quando o problema aparece às três da manhã. É aí que você pede o upgrade de carreira, na sua empresa ou na próxima. O que está ficando sério hoje é o outro lado da conta: o sênior também não quer mais trabalhar presencial para ensinar o júnior, e é isso que está quebrando a formação dentro das empresas.
Como eu entro no mercado se ninguém contrata júnior?
Faça projetos e coloque em produção. Não é projeto de curso nem repositório bonito: é site no ar, sistema da padaria da esquina, sistema da sua faculdade, com domínio, deploy, backup e alguém usando de verdade. Aprenda onde der, YouTube, cursinho, inteligência artificial, mas termine colocando no ar. Assim você encara os problemas reais de um ambiente de produção e chega na entrevista mostrando o que você sabe, em vez de mostrar canudo.
Você não contrata mais júnior de jeito nenhum, então?
Eu contrato, mas presencial e com o treinamento sendo reescrito. O Yuri, meu último estagiário contratado antes da inteligência artificial, é a experiência que está me mostrando como treinar gente daqui para a frente, porque a forma antiga não serve mais. O que eu não faço é contratar quem está começando para ficar sozinho em casa. Isso não é dar oportunidade, é entregar a pessoa para a própria sorte.

Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 30/07/2026 (9min32), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. São da minha vivência: as quase 400 pessoas que já trabalharam comigo, os candidatos perguntando se a vaga de estágio é remota, as grades curriculares que passaram pela minha mesa, o CNPJ desde os 18 anos, os 18 países e o caso do Yuri. São checagem minha, feita em 17/09/2026, e não foram ditos na gravação: os 18,3% de aumento de feedback por proximidade, de Emanuel, Harrington e Pallais, "The Power of Proximity to Coworkers" (NBER w31880); os resultados do PISA 2022 divulgados pelo Inep (379 em matemática, 410 em leitura, 403 em ciências; 73% abaixo do nível básico em matemática); os 47 segundos de atenção por tela da pesquisa de Gloria Mark, da Universidade da Califórnia em Irvine; e a redação do artigo 32, § 2º da LDB, que corrige a minha frase sobre "proibiram reprovar". Data, preço e condição de cada imersão são as que estão em todas as imersões.