Aos 18 anos eu fundei a minha empresa — o mesmo CNPJ que eu tenho hoje — e o que eu fazia era site. Com um notebook na mão e conhecimento de estrutura, dá pra faturar a partir de R$ 4 mil por mês com um negócio digital sério. A conta é simples. O que dá trabalho é não queimar o seu filme no caminho.
Resposta rápida: dá, mas a conta não fecha só vendendo site. Um site por semana a R$ 600 — o preço que o Yuri cobrou fazendo o site na frente do cliente numa feira de empreendedor — dá R$ 2.400 por mês. O que leva a partir de R$ 4 mil é o contrato mensal de R$ 100 a R$ 300 pra cuidar da presença do cliente no Google, no Google Meu Negócio e nas redes. E pra isso não virar incêndio no fim de semana, eu cobro três coisas de quem entra nesse negócio: compra barata (nada de bala de canhão pra matar formiga), pipeline pra gerir muitos sites e métrica pra mostrar ao cliente o que o site trouxe.
Onze minutos e meio que eu gravei com duas câmeras, sem corte no meio, e publiquei em 14/08/2026 no canal @josimarjmv — na véspera da primeira turma da imersão de sites. Aqui embaixo eu conto a mesma coisa por escrito, com a conta montada e com o que eu fui conferir sobre imposto, jornada de trabalho e busca com IA.
🎧 PREFERE OUVIR? · 12 min
Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.
Meu nome é Josimar e eu tenho uma empresa de tecnologia de verdade. Aos 18 anos eu fundei a minha empresa, e é o mesmo CNPJ que eu tenho até hoje. O que eu fazia no começo da minha carreira? Site. Isso mesmo. Depois eu desenvolvi pra plataforma de áudio, depois pra plataforma de vídeo.
Hoje eu tenho um CDN que entrega conteúdo pra milhões de usuários todos os dias, no Brasil e nos Estados Unidos. Então quando eu falo que dá pra ganhar dinheiro fazendo site, não é palpite de fora: foi por aí que eu comecei, e eu sei onde o negócio aperta.
Você não precisa de MacBook. Notebook Windows, Mac, Linux — qualquer um serve. Hoje, com inteligência artificial, você faz vários sites tendo só o notebook e conhecimento de estrutura:
É nessa última pergunta que muita gente técnica se enrola. E é aí que entra o primeiro segredo.
Se você é mais técnico, dá vontade de matar uma formiga com uma bala de canhão. Acontece. Eu entendo. Mas quando você precisa ganhar dinheiro e conquistar cliente, um dos maiores segredos de qualquer negócio chama compra. A compra tem que ser barata.
Quando você mata a formiga com a bala de canhão, você está fazendo uma dívida técnica gigantesca pro futuro. A operação fica difícil de cuidar, fica complexa. E aí aparece o problema que ninguém vê quando vende o primeiro site: gestão de muitos sites.
E tem o outro lado da VM: se você sobe servidor próprio sem saber cuidar e ele cai, quem fica fora do ar é o seu cliente — você assumiu uma coisa que não sabe fazer. Até que ponto vale pagar uma hospedagem compartilhada, e quando compensa trazer pra você, depende do seu perfil técnico. Eu já contei em outro contexto por que eu parei de pagar VM na nuvem pra automação; pra site de cliente, a régua é a mesma: custo baixo e operação que você dá conta.
Vou te dar um exemplo muito simples. O Yuri está comigo aqui no método de treinamento de desenvolvimento com inteligência artificial que a gente está montando — as coisas mudaram completamente pra nós, como empresa, na contratação e no desenvolvimento. E ele me trouxe essa situação:
Ele foi numa feira de empreendedor, sentou lá e fez um site na hora, na frente da pessoa. Tirou as fotos e mostrou pra ela. Vendeu por R$ 600.
Tíquete pequeno. Agora faz a conta: se você fizer um site por semana nesse preço — e com inteligência artificial isso não é nada — você fatura R$ 2.400 por mês.
É muito fácil hoje. É pra qualquer um? Não. Você precisa ter conhecimento de informática, facilidade com informática. Se você é uma pessoa que não gosta de ver tela, de ver sistema, não é pra você. Agora, pra quem tem curiosidade, tem facilidade com tecnologia e quer aprender, aí sim eu consigo te ajudar a montar esse negócio.
O site de R$ 600 é a porta. Agora imagina os adicionais. Você faz um contrato mensal com o cliente de R$ 100, R$ 200, R$ 300 por mês, por 3 meses, 4 meses, um ano, pra colocar ele nas primeiras páginas do Google: o site, o Google Meu Negócio, o Instagram, o Facebook.
"Ah, então eu vou abrir agência de marketing digital." Não. A ideia é outra: eu te dou técnica simples pra você passar pro seu cliente fazer, e você faz as outras partes, as que amarram o contrato mensal. É isso que fecha a casinha: com site vendido mais mensalidade, você fatura a partir de R$ 4 mil por mês, independente de ser um cara conhecido ou não na sua cidade, porque existe técnica e existe estratégia.
E o mínimo pra quem quer vender: conversar direito, chegar apresentável, cabelinho arrumado. Imagem manda. Se você quer ser empreendedor, isso é o básico.
Hoje é busca semântica. O ChatGPT responde por áudio, em tempo real, se você quiser. E ele recomenda as coisas. Você acha que ele aprendeu do nada? Não: ele busca. Pega o Gemini, pesquisa "comprar televisão na minha cidade". Ele vai te dar algumas empresas que ele conhece da cidade.
Quais empresas estão prontas pra aparecer nessa resposta? Esse é o ponto. É esse valor que você entrega: o seu cliente sendo referenciado pelo Google, pelo Gemini, pelo Perplexity, pelo Claude, pelo ChatGPT.
Checagem minha, hoje (11/09/2026): o que o Google pede pra aparecer nas respostas com IA. Fui na documentação oficial do Google Search Central, "AI features and your website". Ela diz, com essas palavras, que não há requisito adicional pra aparecer no AI Overviews ou no AI Mode, nem otimização especial, e que você não precisa criar arquivo de texto de IA nem marcação nova. Ou seja: quem te vender "arquivo mágico pra aparecer na IA" está vendendo vento. O que funciona é o básico bem feito — site indexável, rápido, com informação correta da empresa. É exatamente o serviço que sustenta o contrato mensal.
Quando você vende um site, é uma coisa. Quando vende dois, é outra. Três, outra. E quando você tem 10? Dez clientes mandando mensagem no seu telefone: "tava precisando de uma coisa assim, assim, assado", "oi, mas eu queria aquilo". Sem pipeline, você não coordena isso.
Vou te contar o que eu fiz num fim de semana desses. Eu estava em São Paulo, no data center, trocando umas pecinhas — eu adoro aquele ambiente. De lá eu lembrei que precisava fazer uma atualização num site nosso.
Eu na rua, baseado em áudio no meu telefone, de forma segura. Não é aquela conversa de "trabalho de qualquer lugar" que não para em pé: é negócio real, que eu faço. Agora pensa no valor que você gera pra um cliente trabalhando assim. Se você ainda trava na hora de mandar coisa pro ar, eu já contei como eu perdi o medo de subir em produção e o método que funcionou.
Responde aqui pra mim: quantas vezes você teve problema com eletricista? Você acha que o cara que vai te contratar não teve problema também com alguém que não cumpriu o que falou? E o cliente que já tentou fazer site — o site não deu retorno, ou a pessoa entregou atrasado?
Toda essa gestão depende de um pipeline bem feito, porque você tem que ter vida também. Cuidar de você, do seu corpo, da sua família. Não adianta só entregar site e queimar o seu filme, ou ficar trabalhando o fim de semana inteiro pra apagar fogo. Isso acontece — já aconteceu comigo. Eu aprendi ao longo de 20 anos como gerir isso, e hoje os meus sites são coordenados pelo meu telefone. E não é mágica: eu mesmo já contei como automatizei e passei a trabalhar mais, não menos — pipeline sem gestão só troca um incêndio por outro.
Quando você entrega um site pronto, igual o Yuri entregou, é uma coisa. Quando você faz um contrato mensal, é outra. E ali pode morar um prejuízo gigantesco: a diferença entre o que você promete, o que está no contrato e o que o cliente entendeu.
Comunicação é um desafio. E o objetivo é o cliente ficar satisfeito e você também, porque empreender é um negócio de ganha-ganha: tem que ser bom pro cliente e bom pra você.
Ainda mais agora, em 2026, com as margens cada vez mais apertadas. A gente está num problema fiscal gigantesco, com falta de mão de obra gigantesca. Tem o negócio do split payment que o governo está colocando, e isso vai complicar. Tem o fim da escala 6x1: a carga horária da pessoa diminui e o custo aumenta. Quem vai sofrer mais? O pequeno e o médio, pra quem já custa pagar alguém pra ajudar, principalmente no começo.
Checagem minha, hoje (11/09/2026): em que pé estão o split payment e a escala 6x1. Split payment: a reforma tributária está em fase de teste em 2026, com CBS de 0,9% e IBS de 0,1%, e a Agência Brasil registra que o valor pago no teste não representa aumento efetivo de carga; a partir de 2027 os tributos antigos sobre consumo começam a ser extintos, e o split payment — o imposto separado na hora do pagamento — é obrigatório só a partir de 2027. Escala 6x1: a Câmara aprovou a PEC 221/2019 em 27/05/2026 (461 a 19 no segundo turno), com a jornada caindo de 44 pra 42 horas e, doze meses depois, pra 40 horas. No Senado, a CCJ aprovou em 02/09/2026 e ainda falta o plenário, em dois turnos. Quando eu conferi, nenhuma das duas mudanças estava valendo por inteiro — mas as duas já estão no calendário de quem tem pequeno negócio.
Então um site bem feito, que a inteligência artificial e o Google referenciam, é extremamente importante pra ajudar o pequeno a bater com o grande. Olha a estratégia de venda que eu já estou te dando de graça — olha a headline: "vamos enfrentar o grandão". De uma forma relativamente simples: fazendo o site, integrando com as redes sociais e integrando com as LLMs, pra que o cliente consiga ver valor no seu serviço.
Fiz o site, entreguei. E agora? Eu preciso gerar valor. Como eu gero valor? Métrica. Quantas pessoas eu levei pro negócio do cara. Quando começa a chegar cliente lá, quando ele começa a receber ligação, a gente tem que matar a cobra e mostrar o pau.
Quando você começa a levar um cliente, dois, três, quatro, dez clientes pra ele — o que você pode fazer com a mensalidade que você cobra? Fala pra mim. Ele ganha dinheiro e você ganha dinheiro. Todo mundo ganha. Até arrepiei aqui gravando: só cresce quando o negócio é ganha-ganha. Ele vai ganhar mais dinheiro e vai te pagar mais por isso.
É isso que eu ensino: na parte da manhã, pipeline, gestão, onde hospedar e quando compensa cada tipo de hospedagem, pra diferentes perfis técnicos; na parte da tarde, a maldade — workflow, contrato e como não ter prejuízo com o que você promete. Está tudo na página da imersão de sites, e as outras imersões estão em todas as imersões.
Nota de cronologia. Esse relato é do vídeo que eu publiquei em 14/08/2026, quando eu convidava pra turma ao vivo do dia seguinte. A primeira turma da imersão de sites aconteceu em 15/08/2026, das 8h às 18h; o que existe hoje — gravação e fila da próxima turma — está na página da imersão, e é ela que vale. O exemplo do Yuri, a conta de R$ 600 por site e o contrato de R$ 100 a R$ 300 são da gravação. A conferência sobre o Google, o split payment e a escala 6x1 eu fiz em 11/09/2026 e é minha — não estava no vídeo.
TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO
Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.
Baseado no vídeo do canal @josimarjmv publicado em 14/08/2026 (11min30), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. A fundação da empresa aos 18 anos, o site de R$ 600 vendido pelo Yuri na feira, a conta de um site por semana, o contrato mensal de R$ 100 a R$ 300, a atualização de site por áudio feita do data center e a gestão de clientes são da minha experiência tocando a JMV Technology. A conta de oito contratos a R$ 200 é um exemplo montado com esses números. Conferido por mim em 11/09/2026: recursos de IA na documentação do Google Search Central, fase de teste da reforma tributária na Agência Brasil, votação da PEC 221/2019 na Câmara e na CCJ do Senado. Condição da gravação e da próxima turma é a que está na página da imersão.