Não é lançamento, não é ebook e não é R$ 50 mil no primeiro mês. São quatro caminhos reais — e eu já toquei três deles com o meu próprio CNPJ.
Resposta rápida: se eu tivesse que começar tudo de novo hoje, eu montaria um destes quatro: site para pequena e média empresa da minha região (o mais fácil de começar, e foi por onde eu comecei), chatbot de atendimento de verdade, rastreamento veicular (o mais pesado, porque tem capex) ou SaaS regional, resolvendo o problema específico de um setor forte na sua cidade. O que eu não faria é começar por um produto que só vive de tráfego pago: o meu clique saiu de R$ 0,80 para R$ 15, e eu preciso de 30 a 40 cliques pra converter uma pessoa. E nada disso é pra quem quer apertar um botão e ver dinheiro cair.
Gravei esses 16 minutos em 05/08/2026 no canal @josimarjmv, com duas câmeras e sem edição — um corte no começo, um corte no fim, e o que sai errado fica. Assista e leia junto: aqui embaixo eu conto a mesma coisa por escrito, com calma, com os números de mercado conferidos na fonte e com uma frase minha que eu tive que corrigir depois de ir conferir.
🎧 PREFERE OUVIR? · 16 min
Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.
Eu sou CEO de uma empresa de tecnologia de verdade. Tenho esse mesmo CNPJ desde os meus 18 anos de idade. O meu negócio é plataforma de vídeo e a gente cuida de milhões de views por dia — quer saber o que eu faço? Pergunta no GPT como hospedar aula ou videoaula sem cobrança de tráfego, que ele vai te responder sobre a minha empresa.
E eu sou o que a gente chama de hands-on: além de cuidar de marketing, venda, suporte e desenvolvimento, eu também toco uma infraestrutura bem pesada. Falo isso porque o que vem a seguir não é palpite de quem leu um case e veio repetir. É de quem paga a conta no quinto dia útil e já montou negócio digital mais de uma vez — inclusive errando. Se você já leu por aqui o que eu penso de papagaio digital, sabe de onde eu venho.
Eu vejo muita gente falando de negócio digital por aí. O pessoal faz lançamento prometendo que você vai ficar rico do dia para a noite, faturar R$ 50 mil, R$ 60 mil por mês com inteligência artificial, não sei o quê. Eu realmente fico sem palavras quando vejo esse tipo de marketing. É uma coisa absurda e irresponsável, e não funciona dessa forma — nunca funcionou, nem ontem, nem hoje, nem amanhã.
Existe gente ganhando dinheiro com o que o pessoal chama de segmento dark: maneiras não muito ortodoxas, promessa falsa de ebook, medicamento encapsulado que não serve pra nada, só me engana que eu gosto. Dinheiro a qualquer custo. Esse não é o mercado em que eu atuo e não é esse tipo de travesseiro em que eu quero deitar e dormir. Não é pra esse público que eu escrevo.
Eu escrevo pra quem quer montar um negócio digital de verdade em 2026 e tem aptidão pra mexer com tecnologia. Essa é a primeira peneira, e ela é honesta: não é pra quem quer apertar o play e dar um clique.
Então vamos na prática. Quais são os negócios que eu vejo hoje, se eu tivesse começado do zero? São estes quatro, na ordem em que eu mesmo entraria:
Esse é o primeiro que eu montaria — e eu falo com conhecimento de causa, porque foi exatamente o que eu fiz antes de ter plataforma de vídeo própria e CDN no Brasil e nos Estados Unidos. Sim, site. Desenvolvimento de site para pequenas e médias empresas na sua cidade, na sua região.
Pra mim esse é o primeiro grande pulo do gato que a inteligência artificial trouxe: fazer site ficou muito fácil. E a lógica do negócio cai de maduro. Se você faz rápido, você baixa o custo. Baixando o custo, você baixa o preço de venda. Baixando o preço de venda, você vende em larga escala. É essa conta, e não milagre.
O tamanho do buraco no mercado é público: na TIC Empresas 2023 do Cetic.br, só 52% das pequenas empresas brasileiras tinham website próprio, contra 77% das médias e 85% das grandes. Quase metade do seu mercado local não tem nada que uma máquina consiga ler e citar. Eu já escrevi por aqui, com os números, por que sem site a IA não recomenda a sua empresa.
E aqui entra o segundo pulo do gato, que é o que separa quem entrega página de quem entrega cliente. A LLM usa busca semântica. Não é mais a palavra-chave curtinha que a gente que é técnico tem o vício de digitar — as pessoas estão usando áudio e fazendo busca de cauda longa: "como eu faço pra trocar o pneu do meu carro". Quando você faz um site bem feito e integra com YouTube, com as redes sociais e com o Google Meu Negócio, você constrói o que chamam de search domination, e as buscas com inteligência artificial começam a recomendar a empresa do seu cliente.
O fundamento de ter um site não é ter um site. É fazer clientes com ele. E pra isso você não precisa brigar no oceano vermelho do tráfego pago, com todo mundo debulhando anúncio pra todo lado. Se você quer ver a conta desse negócio com preço por projeto, eu já publiquei: fazer sites e faturar R$ 4 mil por mês. E se você vai fazer isso pra cliente, comece pelo endereço — o nome e o domínio vêm antes do site.
Pergunta pra você: quantas empresas na sua cidade têm chatbot de atendimento de verdade? E eu não estou falando daquele negócio "tecle um para isso, tecle dois para aquilo". Estou falando de atendimento em linguagem natural, que reconhece imagem, reconhece áudio, reconhece texto, que faz busca do que a empresa realmente vende, sabe preço e valor, responde certinho, transfere pra uma pessoa se precisar, e atende dentro do Instagram, do Facebook, do WhatsApp e do site — o que a gente chama de omnichannel.
Com inteligência artificial você sobe um sistema desses de forma relativamente rápida hoje, e consegue vender isso na sua cidade em larga escala por um valor extremamente competitivo. E não é teoria: esse é o mesmo sistema que eu uso na minha empresa. Com ele eu atendi e qualifiquei mais de 2.500 pessoas numa única semana. Um negócio assustador de olhar.
O tamanho da oportunidade também é dado público, e ele ficou mais claro depois que eu gravei. Na TIC Empresas 2025, divulgada pelo Cetic.br em 12/06/2026: 79% das empresas brasileiras usam WhatsApp ou Telegram (eram 74% em 2024), mas o uso de inteligência artificial chegou a só 17% das empresas — e, entre as pequenas, a 15% (contra 50% das grandes). Leia os dois números juntos: quase todo mundo já atende pelo WhatsApp, e quase ninguém pequeno atende com IA. Esse buraco é o seu negócio.
"Como assim, Josimar?" É, eu tenho uma empresa de sistema de rastreamento veicular também. Então eu falo de dentro, não de fora.
É um negócio que dá pra começar, mas é um pouquinho mais complexo e envolve o mundo físico. Precisa de um capex maior — investimento em GPS e monitoramento — e precisa entender como funciona uma plataforma que fica 24 horas no ar, com redundância, backup e todo o pipeline de desenvolvimento certinho. É aqui que a conversa deixa de ser sobre fazer bonito e passa a ser sobre infraestrutura, que é o que eu venho falando há tempos.
O que mudou a favor de quem está começando são as várias cooperativas do setor que existem hoje: dá pra chegar com preço agressivo e vender o seu sistema de rastreamento na sua região sem ter que erguer tudo do zero.
Aqui está o que eu mais acredito pra 2026: SaaS pra resolver negócio local. E ele nasce de uma pergunta boba: sua cidade é forte em quê? Ah, minha cidade é forte em moda. Então pega um cara, faz de graça pra ele, começa a construir o software junto, deixa ele usar. Deu certo? Vai pro segundo, pro terceiro, pro quarto.
O detalhe que quase todo mundo ignora é com quem você conversa. Muitas vezes o dono compra o software, bota lá, e quem usa é o funcionário — o dono nem abriu. Vai lá e conversa com o atendente: "nossa, podia ter um botão aqui pra fazer tal função, ia me ajudar tanto". Com esse feedback simples você começa a dar na garganta dos grandões, porque hoje uma feature inteira você desenvolve e sobe no ar em um dia. O cliente pediu de manhã e testa no dia seguinte. Esse nível de agilidade pro cliente não tem preço.
E tem um alívio técnico real nesse modelo: software de uso interno não carrega a mesma preocupação de escala e de exposição de um produto que você coloca pra vender na nuvem. Lógico que envolve segurança de credencial e de usuário, mas quando você põe algo no ar pra vender, a preocupação com vazamento de dados e LGPD tem que ser extrema. Fazer pra você mesmo, ou pra uma empresa local, muda bastante o jogo.
Eu vivo isso na prática: eu já tive 12 assinaturas de 12 softwares diferentes aqui dentro — um pra venda, um pra marketing, um pra SEO, WordPress com plugin e blá blá blá. Hoje eu desenvolvo rápido o que é interno. Escrevi a régua que eu uso pra decidir isso caso a caso em contratar SaaS ou fazer o meu software com IA. E, antes que alguém confunda velocidade com mágica, eu também já expliquei por que MicroSaaS em dois dias não existe.
Pode dar certo você criar um SaaS pra um nicho que você conhece e vender naturalmente — foi assim que eu comecei a vender as minhas plataformas, a partir do interior de Minas. Sim, você consegue. Mas eu preciso te mostrar a conta que mudou.
Quando eu vendi daquele jeito, o meu clique custava R$ 0,80, custava R$ 1 lá no Google. Hoje o meu clique custa R$ 15. Quinze reais o clique. E eu preciso de 30, 40 cliques pra converter uma pessoa. Faz a conta: muitas vezes não vale a pena. O tráfego está cada vez mais caro, e aí a pergunta deixa de ser "qual o meu produto" e passa a ser "como eu faço marketing com retorno do que eu investi".
A saída que as empresas grandes usam é receber aporte financeiro pra torrar dinheiro, crescer e dar lucro depois. Você, começando do zero, não tem esse colchão. Por isso os quatro caminhos que eu listei aqui têm uma coisa em comum: todos começam por venda direta e por região, não por leilão de clique.
Na gravação eu falei pra você parar o vídeo e pesquisar o prejuízo gigantesco que empresas como Salesforce e HubSpot estariam tendo, por conta da facilidade de desenvolver software. Eu fui conferir antes de repetir isso por escrito, e preciso corrigir a minha própria frase — porque aqui a gente não publica número que não bate.
A HubSpot fechou 2025 com receita de US$ 3,13 bilhões, 19% acima de 2024, e lucro líquido contábil de US$ 45,9 milhões — ela até saiu de um prejuízo operacional de US$ 67,6 milhões em 2024 para um resultado operacional positivo de US$ 7,4 milhões (divulgação da própria empresa, 11/02/2026). A Salesforce fechou o ano fiscal encerrado em 31/01/2026 com US$ 41,5 bilhões de receita, alta de 10%, e margem operacional contábil de 20,1% (resultado publicado em 25/02/2026). Prejuízo gigantesco elas não estão tendo. Foi força de expressão minha, e eu não vou deixar passar só porque soa bem no argumento.
Agora, o que os mesmos números mostram sustenta o que eu quis dizer: uma empresa do tamanho da Salesforce crescendo 10% ao ano, e uma HubSpot que só agora encostou no azul contábil depois de anos operando no vermelho, não são o retrato do SaaS que crescia 30% sem pensar. A régua mudou. Eu, cliente, saí de 12 assinaturas pra desenvolver o que é meu — e é essa decisão, repetida em milhares de empresas, que abre a porta pro seu SaaS regional. Escrevi mais sobre esse movimento em SaaS virou commodity.
Vou ser o mais honesto que eu consigo, do mesmo jeito que eu sou no ar. Isso não é pra quem quer apertar um botão e deixar rodar. É pra quem já conhece um pouco de tecnologia, ou está muito a fim de aprender e bater cabeça até entender.
E olha só o tamanho da minha honestidade: se você pesquisar sobre os segmentos que eu listei aqui, você consegue fazer sozinho. Tem muito material gratuito na internet, e no meu próprio canal tem pipeline de site, como criar site, esse tipo de coisa. Vai bater cabeça, vai gastar uns anos de aprendizagem, mas consegue. Eu não tenho interesse nenhum em esconder isso de você.
O que eu faço hoje, e que talvez seja a parte mais difícil de explicar pra quem está de fora: eu toco sete, oito projetos simultâneos direto do meu telefone. Antes, uma melhoria minha virava um card no Git, o responsável do setor destrinchava e o projeto desenvolvia. Hoje eu mando o ajuste por áudio pro meu ambiente de desenvolvimento — "desenvolve, faz o merge no sandbox, roda o teste ponta a ponta, se passar manda pra staging e me avisa pra testar". Isso é doideira. Eu acho o negócio mais sensacional do mundo, e mudou até como eu organizo o trabalho da equipe.
Então, se você quiser montar um negócio digital em 2026, o que você precisa é de paciência, resiliência e trabalho num desses caminhos. E precisa aprender a parte que ninguém gosta: se posicionar, fazer marketing sem jogar dinheiro fora — eu já joguei muito —, entender SEO, entender de contrato, e saber como apresentar e como fechar um projeto com um cliente.
Se você quer aprender a fazer isso com as próprias mãos: o fluxo inteiro do primeiro desses negócios — a parte contábil, a jurídica, o marketing e a técnica, incluindo o pipeline que eu uso pra desenvolver e entregar site com IA — é o que eu ensino na Imersão de Sites. Os outros três caminhos deste artigo também viraram imersão: chatbot, SaaS e infraestrutura. Condição, data, preço e formato de cada uma estão em todas as imersões — é a página que vale, não o que eu falei numa gravação antiga.
Nota de cronologia (importante). Esse relato é da gravação que eu publiquei em 05/08/2026. Naquele dia eu anuncio a primeira turma da Imersão de Sites como coisa futura — o aulão ao vivo marcado pra 15/08/2026, o carrinho abrindo na sexta seguinte, os bônus dos primeiros, o preço de R$ 970 e as faixas de pagamento. Isso já passou: a turma aconteceu. Não olhe data, preço nem condição por aqui nem pela gravação — olhe a página das imersões, que é a que está valendo hoje. E tem uma coisa dali que eu faço questão de repetir, porque não envelheceu: quando eu disse que aquele preço era simbólico, era porque o que eu conto ali eu gastei milhões de reais pra aprender. Literalmente.
TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO
Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.
Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 05/08/2026 (16min22), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. O CNPJ desde os 18 anos, os milhões de views por dia, ter começado por desenvolvimento de site antes da plataforma própria, os mais de 2.500 leads qualificados numa semana com o meu chatbot, a empresa de rastreamento veicular, as 12 assinaturas de software que eu tinha, o clique que saiu de R$ 0,80 pra R$ 15 e os sete a oito projetos que eu toco pelo telefone são da minha vivência tocando a JMV Technology. Conferido por mim em 15/09/2026: o website próprio em 52% das pequenas empresas na TIC Empresas 2023 do Cetic.br/CGI.br (14/05/2024); o WhatsApp/Telegram em 79% das empresas e a inteligência artificial em 17% no geral e 15% nas pequenas na TIC Empresas 2025 (12/06/2026); o resultado de 2025 da HubSpot e o do ano fiscal de 2026 da Salesforce, que me obrigaram a corrigir a minha frase sobre prejuízo. Condição, data e preço de cada imersão é a que está em todas as imersões.