Fazer o site com inteligência artificial ficou fácil — fácil demais pra ser a parte importante. A decisão que define se ele vai te trazer cliente é anterior: o nome, o domínio e quem é o dono do endereço.
Resposta rápida: o seu site não é cartão de visita, é vitrine — cartão de visita você entrega pra quem já te conhece e o cara joga no primeiro lixo, vitrine existe pra quem ainda não te conhece passar na frente. E vitrine começa pelo endereço: escolha um nome que dê pra falar em voz alta, escrever de primeira e lembrar depois, registre no registro.br, que é o cartório do .br, e só então abra a ferramenta de IA pra montar a página. Se você inverter essa ordem, vai ter um site bonito num endereço que ninguém acha, preso numa plataforma que cobra mais quando você cresce e não te deixa disputar a busca. Eu já paguei pra aprender as duas pontas disso.
Gravei esses 25 minutos em 06/08/2026 no canal @josimarjmv, com duas câmeras e sem edição — um corte no começo, um corte no fim, e o que sai errado fica. Assista e leia junto: aqui embaixo eu conto a mesma coisa por escrito, com calma e com o número de cada coisa conferido na fonte.
🎧 PREFERE OUVIR? · 25 min
Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.
Eu tenho empresa de tecnologia desde os 18 anos de idade. Hoje, graças a Deus, tenho cliente em 18 países, e a minha empresa já foi uma software house — uma empresa que fazia site. Hoje a gente faz projetos especiais para os segmentos que atende: comunicação, mídia, entretenimento e educação. Tenho uma plataforma de vídeo e sou CEO. E eu boto a mão na massa.
Falo isso pra você saber de onde vem o que vem a seguir: é de quem paga a conta, não de mais um papagaio digital — que esse mundão aqui está cheio. Eu não vi um gringo falando e vim te repetir. É o que eu uso, batendo cabeça, perdendo e economizando dinheiro. Se você já leu por aqui o que eu penso de quem repete o que leu, sabe que eu tenho ojeriza a isso.
Um dia, num evento, ouvi alguém de marketing falar a frase: "o seu site é o seu cartão de visita na internet". Se você ouvir um negócio desse, faz o seguinte: vira as costas, pega a sua mochilinha, sai de cena e vai embora, porque você está perdendo o seu tempo.
Pensa no que é um cartão de visita de verdade. É um papelzinho no bolso que o cara vai jogar fora na primeira latinha de lixo que ele vê. E você entrega só pra quem já está na sua frente, já te conhece, já está conversando com você. Qual é a graça?
O seu site é a sua vitrine. É a loja pancadona na esquina do centro da sua cidade, bombando, com o povo todo passando e olhando. A pergunta que eu faço pro dono do negócio é essa: você quer um site escondidinho em algum lugar desse mundão, ou um site que seja encontrado e que gere valor e cliente? Porque o trabalho é transformar o seu site na principal avenida da sua cidade, onde tem alto fluxo de gente passando.
"Ah, Josimar, mas eu sou de uma cidade pequena, eu vendo site pra gente de cidade pequena." Tanto faz. Isso mudou de lugar quando a busca virou semântica — eu já escrevi por aqui, com os números, por que sem site a IA não recomenda a sua empresa. Hoje o cliente pergunta com as palavras dele, às vezes por áudio, e quem responde é uma máquina que precisa ler e entender o seu negócio em algum lugar. Não estou falando da busca semântica do Google de dez anos atrás. Estou falando da busca semântica das inteligências artificiais, que é o jogo de agora.
Tenho uma história engraçada sobre isso, e ela explica melhor do que qualquer teoria. A gente atende centenas de emissoras de rádio no país. Um dono de emissora do interior de Minas Gerais montou um site pra vender ingresso de evento — rádio faz muita promoção de festa na cidade, show, essas coisas. Ótima ideia, negócio real, dinheiro na mesa.
O endereço que ele escolheu foi 94toptickets.com.br. (Posso contar porque ele é meu parceiro até hoje.) Eu falei pra ele: "fecha o olho. Fecha o olho agora e me ouve falando." E fui lendo em voz alta, como se fosse a locução do spot:
"Compre seu ingresso agora pro show do Zezé di Camargo. Acesse 94toptickets.com.br."
Não dá. Não dá pra entender no áudio. O ouvinte está dirigindo, com a rádio ligada, e ele nunca vai escrever aquilo certo. Aí eu falei: "coloca aí, meu filho: ingresso94.com". Resolvido o problema.
Repara que eu não mudei o site dele. Não mudei o layout, não mudei o sistema de venda, não mudei nada do que dava trabalho. Eu mudei o endereço — e isso mudou o resultado, porque o canal de divulgação dele era o áudio.
Antes de eu mexer em código, em inteligência artificial ou em qualquer coisa, eu penso no nome. As pessoas esquecem o nome, e o nome é o que tem que ser lembrado. Eu uso dois testes, e os dois são de graça:
.io, estão muito caros hoje — e aceitar um nome ruim porque o bonito é caro é o pior dos dois mundos.Escolhido o nome, registra. E registra no lugar certo: eu recomendo sempre o registro.br. Ele é igual o cartório da sua cidade: é lá que você faz a escritura do seu endereço, e depois disso ninguém mais toma o seu domínio de você — a não ser você mesmo, se um dia quiser vender pra alguém.
Essa é a parte que eu chamo de comprar o lote. Antes de a sua vitrine existir, você precisa ter o terreno na esquina. É o passo que quase ninguém dá com atenção e é o único que é definitivamente seu.
Checagem minha, hoje (15/09/2026): quem opera o .br e quanto custa esse lote. O registro.br é o serviço de registro de domínios .br do NIC.br, o braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil — ou seja, é a fonte oficial, não um revendedor. Sobre o preço eu vou ser honesto com você: o site deles carrega a tabela por JavaScript e eu não consegui puxar o valor de hoje pra te mostrar a fonte aqui. O que o próprio NIC.br já publicou, e eu cito com a data, é a ordem de grandeza: a partir de R$ 40 por ano, com até 10 anos pagos de uma vez saindo por R$ 364 (texto publicado no NIC.br em 04/01/2021 — confirme o valor atual no próprio registro.br antes de fechar). Compare essa ordem de grandeza com o que você paga por mês de builder ou de plataforma: é a diferença entre comprar o lote e alugar a vaga.
Agora o outro lado, que é o meu prejuízo, e eu conto porque isso é o tipo de coisa que ninguém conta. Eu estava empolgado com automação e inteligência artificial e registrei um nome. Cliquei rapidinho, domínio internacional, e paguei US$ 30 na primeira vez. Barato, certo?
Aí chegou a fatura da renovação: R$ 970. Quase sofri um troço. Um domínio que não me gerava R$ 1 de lucro, num negócio cuja visão eu já tinha mudado completamente. Eu não renovei. Já era, esquece.
Fui olhar esses dias por curiosidade e o domínio está sendo vendido por R$ 16 mil. "Devia ter comprado, né?" Talvez não. Se eu ficasse com ele 15 meses à toa, sem me gerar nada, seria prejuízo do mesmo jeito. Eu não vivo de vender domínio, não é o meu job. A lição não é "segure domínio por especulação" — é o contrário: o lote que você compra é o do negócio que você toca, não o do negócio que você imaginou numa noite empolgada.
Quando eu falo de nome, sempre vem a pergunta da marca. Registrar marca é extremamente importante, e as minhas estão registradas. Mas eu não vou ser irresponsável de dizer que essa é a primeira conta a pagar: você acha que o cara que não tem dinheiro pro boleto da escola do filho no fim do mês vai gastar quatro pau pra registrar uma marca? Não vai. O pequeno e o médio precisam vender primeiro, pagar as contas, comer — depois se preocupar com o resto. Começou a tomar uma relevância, o negócio deu certo? Divide em dez parcelas, tira três ou quatro contas de lá e registra.
Só que eu fui conferir o número, e ele é menor do que o folclore:
Checagem minha, hoje (15/09/2026): a taxa do INPI não é quatro mil reais. Na tabela de retribuições vigente (Portaria GM/MDIC nº 110/2025 e Portaria INPI/PR nº 10/2025, com apostila de 31/10/2025), o pedido de registro de marca com especificação pré-aprovada custa R$ 880 por classe — R$ 440 com o desconto, e o de livre preenchimento R$ 1.720 (R$ 860 com desconto). O desconto de 50% vale, entre outros, para pessoa física, MEI, microempresa e empresa de pequeno porte. E tem uma boa notícia que pouca gente sabe: o primeiro decênio de vigência está zerado (R$ 0,00) na tabela atual — antes essa etapa custava mais de mil reais. Fonte: tabela de retribuições de marcas do INPI e a página de custos e pagamento. Traduzindo: os quatro mil que circulam por aí são honorário de escritório, não taxa do governo. Pra um MEI, a taxa de entrada numa classe é R$ 440.
E história de gente que perdeu a marca por não registrar é mato. Tem um caso famoso acontecendo agora mesmo, com um canal gigante de esporte, pra você ver que isso não é problema só de pequeno:
Checagem minha, hoje (15/09/2026): o caso da CazéTV. O pedido de registro da marca CazéTV, protocolado pela CazéTV Produções Ltda. em 05/01/2023, teve o indeferimento publicado em 28/01/2026. O INPI barrou na classe 41 (entretenimento, produção audiovisual, TV e jornalismo) por colidência com registros anteriores do mesmo setor grafados "Casé" — mesma pronúncia, mesmo mercado, risco de associação indevida. Cabe recurso e o canal continua operando, mas a lição é dura: notoriedade não é registro. Fonte: NSC Total. Ou seja: audiência de milhões não garante o nome. Uma busca de anterioridade antes de escolher custa quase nada — trocar o nome depois custa o negócio.
Você pode estar pensando: "mas o assunto não era criar site com IA?" É aqui. Essa é a parte fácil, e é por isso que ela vem depois.
Pra você que é empreendedor e não quer dor de cabeça nenhuma — não quer instalar ferramenta de linha de comando, não quer montar ambiente — hoje a maneira mais fácil de ter um site no ar é usar as ferramentas prontas de inteligência artificial que criam e publicam a página, ou o builder que a própria empresa de hospedagem já te dá junto: você arrasta, solta ou escreve um prompt e ela monta. Eu não estou fazendo jabá de nenhuma, nem pró nem contra — pesquisa e vê qual te ajuda mais. O que eu vou te dar é a conta que ninguém coloca na mesa.
São dois problemas, e o segundo é o que me faz não gostar dessas ferramentas pra negócio sério.
O primeiro é o preço a médio e longo prazo. Quando o seu site não tem visita nenhuma, é uma coisa. Quando o site começa a ter visita, começa a contar requisição na nuvem — e eles passam a te cobrar mais caro. Você é cobrado justamente por estar dando certo. Repara na perversidade: no lote, crescer não muda o valor da escritura.
O segundo é a busca. É a história do cartão de visita outra vez, só que agora com a máquina no meio. Hoje tem LLM respondendo pro seu cliente, e a pergunta chega em linguagem natural — o que no jargão antigo de SEO a gente chamava de long tail, e hoje é busca semântica de verdade. Se a ferramenta não te dá controle do que a máquina lê da sua página, você não está disputando essa resposta. E aí não importa se a vitrine ficou bonita: ninguém passa na frente dela.
Uma honestidade minha sobre builder e SEO. Na gravação eu lembro que o SEO de um builder muito conhecido foi barrado no Google há muitos anos — não indexava. Eu falo isso de memória e não vou afirmar aqui como está hoje, porque eu não testei essa plataforma recentemente e a minha regra é não falar o que eu não conferi. O que continua valendo é o princípio, e esse eu assino: antes de escolher a ferramenta, teste se ela deixa você mexer no que a máquina lê — título, descrição, texto, endereço das páginas, robots.txt, sitemap. Se não deixa, você alugou vitrine com a porta fechada.
O que eu busco quando faço um site não é "ter site". É o que eu chamo de search domination: dominar os mecanismos de busca na sua região. E pra isso não tem atalho — tem três coisas: técnica (entender como isso funciona), constância (é trabalho rotineiro, não campanha) e pipeline (um jeito repetível de produzir e publicar).
Hoje, quando a minha equipe faz um site, ele não nasce só orientado a SEO. Ele nasce orientado a busca semântica de inteligência artificial — do mesmo jeito que em software a gente escreve orientado a teste. O jogo do SEO mudou de verdade: eu mesmo perdi primeira página em alguns termos técnicos dos produtos que eu vendo, e ranqueei melhor em outros. Mudou muito.
E eu não brinco de adivinhar se funciona: eu fiz o teste ao vivo, na gravação, sem ensaio e sem o Yuri saber — peguei o telefone, perguntei pro ChatGPT onde hospedar videoaula sem cobrança de tráfego, e ele me devolveu uma empresa minha na resposta. Eu tinha certeza de que não ia passar vergonha porque eu trabalho isso todo dia.
Do lado da produção, é o mesmo raciocínio pelo qual eu matei o WordPress aqui dentro e não aceito mais vendor lock-in — ficar preso a uma tecnologia, a um modelo, a um fornecedor. Se amanhã um modelo de IA sair do ar e eu quiser rodar um local, eu rodo. Já contei por escrito por que o modelo de site que dominou a última década está caindo. E eu controlo os meus sites por áudio: tenho uma ideia de artigo, mando por voz, a alteração é feita, chega no meu telefone pra eu conferir e, se estiver OK, vai pra produção — tudo com SEO, tudo indexado e tudo de forma segura.
Essa é a parte em que eu não estou teorizando, estou sangrando. Já invadiram a conta do YouTube da minha empresa. Eu tive que entrar na justiça, fiquei um mês e meio sem a conta, e aquilo arrebentou os meus leads. Atrapalhou até o meu tráfego pago — olha que doideira. A sorte é que eu tinha outras fontes de tráfego. Quem depende de uma só, nessa situação, para de faturar.
E não é só invasão. Rede grande sai do ar por caneta de juiz, banem conta, mudam regra. Quem garante que o Instagram, o Facebook ou o WhatsApp não vão ficar fora amanhã? Se roubarem a sua conta com um milhão de seguidores, você vai fazer o quê? Entrar na justiça e esperar.
Checagem minha, hoje (15/09/2026): os dois casos que eu cito, com fonte. (1) O X (ex-Twitter) foi suspenso em todo o território nacional por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 30/08/2024 (notícia oficial do STF); o serviço só voltou em 08/10/2024, depois de a empresa cumprir as ordens e pagar multa — foram cerca de 39 dias em que quem dependia daquele canal simplesmente não tinha canal. (2) No WhatsApp, a cobrança mudou de forma: desde 1º/07/2025 a plataforma de negócios da Meta cobra por mensagem entregue, e não mais por conversa de 24 horas — modelos de template são tarifados por categoria e por código de país (documentação de preços da Meta for Developers). Não é opinião minha nem teoria da conspiração: é o preço do canal alugado subindo enquanto você depende dele.
É por isso que eu insisto no que parece antiquado: educa o seu cliente a te procurar no seu site. E se o que funciona pra ele é conversar como no WhatsApp, põe um chat no seu site igualzinho — a pessoa manda áudio, manda texto, e alguém atende do outro lado. Você tira a dependência sem piorar a experiência.
Já falando de experiência: experiência ruim é o que acontece quando ninguém pensa em UX. É mandar fazer um site e o cara botar um formulário com 500 campos pra pessoa preencher só pra falar com você. Isso não é site, é portão trancado com vitrine atrás.
Tem uma parte que é pro empreendedor que quer o site dele, e tem outra que é pra quem quer viver de entregar site pra cliente. São coisas diferentes. No segundo caso, o nome e o domínio deixam de ser detalhe e passam a ser a primeira conversa da reunião de alinhamento — porque é a decisão mais difícil de desfazer depois. Eu já escrevi por aqui a conta de faturar R$ 4 mil por mês fazendo site, com o preço por projeto e o contrato mensal.
E eu preciso te desanimar de propósito, do mesmo jeito que eu faço no ar: se você quer só facilidade, terceirizar tudo e dinheiro fácil em três cliques, não é pra isso. Eu não vou ter a irresponsabilidade de vender o que você não consegue fazer. Agora, com curiosidade, esforço e resiliência, é relativamente simples — e é sobre isso que eu falo há mais de 20 anos.
Se você quer aprender a fazer isso com as próprias mãos: o caminho do pipeline (ambiente de desenvolvimento, sandbox, staging, produção, versionamento, backup, rollback) junto com a parte de indexação e busca semântica é o que eu ensino na Imersão de Sites. Tenho outras três: chatbot, SaaS e infraestrutura. Condição, data, preço e formato de cada uma estão em todas as imersões — é a página que vale, não o que eu falei numa gravação antiga.
Nota de cronologia (importante). Esse relato é da gravação que eu publiquei em 06/08/2026. Naquele dia eu falo do aulão ao vivo da primeira turma da Imersão de Sites, marcado pra 15/08/2026, do carrinho que abriria em 07/08, dos bônus dos primeiros compradores e das faixas de pagamento — isso já passou. Não olhe data, preço nem condição por aqui nem pela gravação: olhe a página das imersões, que é a que está valendo hoje. O argumento sobre nome, domínio e dependência de plataforma, esse não envelheceu — e as duas checagens que eu fiz depois (taxa do INPI e cobrança por mensagem do WhatsApp) só reforçam o que eu falei ali.
TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO
Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.
Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 06/08/2026 (24min55), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. A empresa desde os 18 anos, os clientes em 18 países, o caso do parceiro dono de emissora no interior de Minas com o 94toptickets.com.br, o domínio internacional de US$ 30 que renovou por R$ 970, a invasão da conta do YouTube da empresa e o teste ao vivo com a recomendação por LLM são da minha vivência tocando a JMV Technology. Conferido por mim em 15/09/2026: quem opera o registro.br e a ordem de grandeza do custo anual de domínio .br publicada pelo NIC.br em 04/01/2021; as taxas de marca na tabela de retribuições vigente do INPI e na página de custos e pagamento; o indeferimento da marca CazéTV, conforme a NSC Total; a suspensão do X em decisão noticiada pelo STF; e a mudança pra cobrança por mensagem na documentação de preços do WhatsApp Business Platform. Condição, data e preço de cada imersão é a que está em todas as imersões.