Eu me senti enganado pela empresa que cuidava do telecom da minha operação — e por isso eu fui fazer certificação de roteamento, anúncio de prefixo e BGP pra cuidar do meu próprio CDN. Foi ali que eu entendi qual dos três caminhos dá dinheiro, qual dá canudo, e qual dos dois o mercado paga.
Resposta rápida: pra mim, certificação é curso técnico um pouquinho mais acima — e os dois batem a faculdade quando o objetivo é saber fazer. O fluxo que eu indico pra quem é jovem: curso técnico numa instituição, projeto pessoal em paralelo e, ao sair, certificações de quem detém a tecnologia (fabricante, plataforma, ou o órgão que coordena o assunto no país). Faculdade entra quando o destino exige: concurso, profissão regulamentada, validação formal. Antes de pagar, duas checagens: quem certifica sabe o que faz? e como é a grade curricular? — e desconfie de curso livre vendido como "reconhecido pelo MEC": em 08/09/2026 o próprio MEC disse que não regula curso livre e que esse anúncio é propaganda enganosa. Sobre dinheiro: o exame de fabricante grande custa US$ 100 a US$ 300 na tabela oficial da AWS; os "3 ou 4 mil dólares" que assustam são treinamento, não prova. E tem certificação séria de graça — o curso de sistemas autônomos do NIC.br é gratuito, e a do Google Ads sai na Skillshop com 80% de acerto.
Gravei esses 13 minutos no canal @josimarjmv e publiquei em 25 de setembro de 2026, direto, sem edição. Assista e leia junto: aqui embaixo eu abro o caso que me obrigou a estudar, refaço na calma a conta que eu fiz de cabeça na gravação — e ela ficou pior do que eu falei — e deixo o fluxo em ordem, do primeiro passo ao último.
🎧 PREFERE OUVIR? · 13 min
Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.
Vou dar a minha carteirada antes, porque formação é assunto que atrai muito vendedor de atalho. Eu tenho uma empresa de tecnologia: eu contrato, eu pago a conta e eu desenvolvo. Eu cuido de um CDN com infraestrutura de milhões de views por dia no Brasil e nos Estados Unidos, e de um data center próprio nosso. Nosso portfólio tem cliente em mais de 18 países — e eu faço questão de dizer que ainda são poucos clientes em cada um, que a gente está galgando o nosso lugar. Não é papagaio de pirata repetindo o que leu: é quem no quinto dia útil tem que pagar a conta.
Digo isso porque a minha resposta sobre faculdade, técnico e certificação não sai de estatística de LinkedIn. Sai de eu ter tido que aprender cada pedaço da minha própria empresa — comercial, venda, suporte, desenvolvimento, infraestrutura — porque, lá atrás, eu tinha equipe muito grande e alguns líderes de equipe não estavam no nível que eu precisava pra chegar onde eu queria. Em alguns mercados eu fiz curso. Em outros eu contratei consultor, e aí tive experiência boa e experiência ruim. E em alguns eu fui me especializar com curso certificado, porque eram mercados específicos demais pra sair testando.
O último mercado em que eu tive que entrar de cabeça foi telecom. E o motivo não foi curiosidade: eu me senti enganado pela empresa que fazia esse serviço pra mim. Como a gente tem data center próprio, quando eu desconfiei do que estavam me entregando, eu tinha duas opções — acreditar ou aprender. Eu fui aprender roteamento, anúncio, prefixo e BGP.
Um parêntese, porque essa palavra confunde todo mundo: quando eu falo anúncio, não é ads, não é propaganda. Anúncio é quando eu tenho um bloco de IP e preciso anunciá-lo ao mundo, pra que o mundo veja os meus IPs e a sua máquina comece a receber resposta de ping. É por aí. Quem já leu o que eu escrevi sobre a máfia do IPv4 e o meu bloco que veio da África sabe o tamanho da fila que existe antes disso — só que ter o bloco não é nada se você não sabe anunciar.
Então eu pesquisei curso sobre isso. Existe curso certificado nos equipamentos: Huawei, Juniper, Cisco, Mikrotik. Eu fui me especializar nos meus equipamentos — e essa é a primeira dica prática deste texto: certificação boa é a do que você tem na mão, não a que está na moda. E fiz também o curso do NIC.br, de boas práticas operacionais para sistemas autônomos. O NIC.br é o órgão que coordena a internet no Brasil, e essa é uma certificação importante pra quem faz esse negócio. Eu te falo porque eu fui lá e eu fiz — e é algo realmente importante. Tenho outra pra fazer em breve, também na linha de infraestrutura e redes de telecom, pra otimizar o meu CDN num nível bem profundo.
Agora a parte honesta, porque certificação não é bala de prata. Quando eu fui fazer os meus anúncios de prefixo em Miami, que é onde fica o nosso POP de distribuição do CDN nos Estados Unidos, o pessoal do NIC.br, na época do curso, não soube me orientar direito. A reação foi mais ou menos: "ué, mas você vai anunciar um prefixo brasileiro nos Estados Unidos? Aí tem que ver…". Não me deram o caminho.
Eu fui estudar, descobri como fazer, e hoje a gente tem anúncio de prefixo de bloco brasileiro no Brasil e nos Estados Unidos — sem rolo, sem treta, de forma legalizada, de acordo com as políticas do registro. Guarde a lição, que vale pra qualquer curso que você for pagar: a certificação te dá o mapa, não o território. Quem vai até a ponta é você. E é justamente por isso que só inteligência artificial não me dá segurança nenhuma pra mexer com um mercado desse: eu não vou aprender roteamento por tentativa e erro num equipamento que, se eu errar o anúncio, deixa a minha rede invisível pro mundo. Essa é a diferença entre brincar e ter infraestrutura como superpoder na era da IA: o risco tem CNPJ, e é o meu.
Fechado o caso, vem a comparação que eu prometi. Pra mim, a certificação é muito parelha com o curso técnico, só um pouquinho mais acima. Os dois têm a mesma virtude, que é a virtude que o mercado paga: ensinam a botar a mão na massa.
O curso técnico te ensina a fazer — coisa que a faculdade não dá, porque a faculdade passa por cima de tudo. Um curso certificado num equipamento ou numa tecnologia também te ensina alguma coisa decente, e ainda te dá uma coisa que o técnico não dá: uma empresa atestando que você entende aquele produto. Quando você é certificado AWS, ou certificado Google Ads — que eu fiz lá atrás, quando eu mexi com Google Ads —, quem está assinando embaixo é a detentora da tecnologia. Não é um papel qualquer: é o dono da ferramenta dizendo que você sabe usar a ferramenta dele.
E é isso que fecha a conta: o mercado quer quem sabe fazer. O mercado não quer quem tem ideia de tudo e não sabe fazer nada. Eu já expliquei do outro lado do balcão por que, com dois currículos iguais na mesa, eu fico com o do curso técnico — este texto aqui é a mesma conta vista de quem vai estudar, não de quem vai contratar.
Aqui eu preciso levantar uma bandeira, porque eu vejo um monte de cursinho digital hoje se apresentando como reconhecido, e eu não sei qual é a porta de entrada deles pra conseguir isso. A minha desconfiança na gravação foi essa: parece que existe uma lateralidade pra dizer que o curso é reconhecido pelo MEC — e eu já vi muito curso ruim com esse selo.
Checagem minha, feita em 26/09/2026: a minha desconfiança tem respaldo no próprio Ministério. Em 08 de setembro de 2026 o MEC publicou nota dizendo que a regulação e a supervisão dele não se aplicam a cursos livres, que são educação não formal, amparada pela LDB (Lei 9.394/96) e pelo Decreto 5.154/2004. O que o MEC regula é a educação formal: fundamental, médio, técnico, graduação e pós. E, segundo a mesma nota, noticiada pelo Correio Braziliense, nenhum curso livre precisa de autorização ou reconhecimento pra funcionar — e anunciar que tem configura propaganda enganosa, pelo Código de Defesa do Consumidor.
Inverte tudo, percebe? Selo de "reconhecido pelo MEC" em curso livre não é prova de qualidade: é sinal de alerta. Curso livre é ótimo — eu fiz vários, é assim que se aprende depois de formado. Só que o que garante o curso livre é quem assina, não um selo de órgão que nem regula aquilo.
Por isso as minhas duas checagens antes de pagar qualquer coisa são simples e não falham: (1) quem certifica sabe o que faz? Tem que ser uma pessoa que comprovadamente faz aquilo há muitos anos, ou uma instituição de verdade — o fabricante do equipamento, a plataforma, o órgão que coordena aquele assunto no país. (2) Como é a grade curricular? Pega a grade e dá uma olhada item por item no que vai ter ali. É o mesmo hábito que eu uso pra avaliar candidato: eu não contrato pelo diploma, eu leio a grade curricular. Grade vaga, curso vago. Cuidado com os papagaios digitais.
Na gravação eu joguei uma conta rápida: uma certificação de 3 mil ou 4 mil dólares dá uns 20 mil reais, que é quase o preço de uma faculdade EAD inteira no Brasil. Sentei pra conferir e a minha própria conta estava sendo generosa com a certificação. Vamos por partes, porque tem duas coisas misturadas ali.
Primeira: exame e treinamento são coisas diferentes, e a diferença é brutal. Checagem minha, em 26/09/2026, na tabela oficial: a política de exames da AWS lista US$ 100 para os níveis Business e Foundational, US$ 150 para Associate e US$ 300 para Professional e Specialty. Ou seja: a prova que te certifica custa centenas de dólares, não milhares. Os 3 mil ou 4 mil dólares que assustam são bootcamp, treinamento oficial e curso preparatório — que às vezes valem, e às vezes são exatamente o papagaio digital que eu mandei você evitar.
Segunda: a faculdade EAD custa menos do que eu supus. A pesquisa de precificação da graduação da Hoper Educação com a ABMES, divulgada em 22/05/2026 pela Agência Brasil, aponta mediana de R$ 214 por mês no EAD — contra R$ 835 no presencial. Quatro anos na mediana do EAD dão, em mensalidade, algo perto de R$ 10 mil, não 20 mil. Então a comparação certa é mais dura do que eu falei: uma certificação de 20 mil reais custa umas duas faculdades EAD.
E isso não derruba o meu argumento — aperta. Se você vai gastar 20 mil reais numa certificação, ela tem que ser a do equipamento que você opera, do produto que você vende, do mercado em que você já ganha dinheiro. Foi assim que eu escolhi as minhas: eu não fui atrás de certificado bonito, eu fui atrás de quem é o ápice do conhecimento técnico de tráfego de internet no Brasil, porque eu tinha um CDN pra cuidar. Certificação sem operação atrás é decoração caríssima.
Antes de qualquer um pensar que esse caminho é pra quem tem 20 mil reais sobrando: tem muita certificação gratuita, de empresa grande e séria. É literalmente onde eu mando você começar.
Olha o detalhe da validade de um ano, porque ele diz muito: certificação de tecnologia expira, e isso é uma virtude, não um defeito. Ela te obriga a voltar. Diploma não expira nunca — e é por isso que ele diz tão pouco sobre o que você sabe hoje.
Tem um contexto que muda a sua escolha e quase ninguém coloca na conta: a mão de obra está escassa em todos os setores. Antigamente faltava desenvolvedor. Hoje falta eletricista, pedreiro, manobrista, garçom, operador de máquina — falta tudo. Quem sabe executar qualquer ofício tem fila.
Na gravação eu citei o número que eu tinha na cabeça: nove estados brasileiros com mais Bolsa Família do que trabalhador formal em CLT. Checagem minha, em 26/09/2026, com a correção da unidade: o Poder360 cruzou dados do Ministério do Desenvolvimento Social com o Caged e achou, com referência em fevereiro de 2026, exatamente nove estados nessa situação: Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá. O número certo compara famílias beneficiárias com postos de trabalho formal — no Brasil inteiro, 48,8 milhões de pessoas com emprego formal contra 18,8 milhões de famílias no programa. Eu falei "pessoas"; o dado é "famílias". Fica registrado.
Eu tenho a minha leitura sobre por que isso acontece, e ela é política — e política não é o assunto daqui. O que interessa pra sua carreira é a consequência, e ela é boa pra você: num país com essa escassez, quem sabe fazer não fica sem trabalho. Isso vale pro técnico em redes e vale pro eletricista. O que não tem mercado é o canudo sem competência atrás.
Se você é jovem e está decidindo agora, é isso que eu faria:
E uma coisa sobre o desenho da sua especialização, porque "especialista" virou palavra torta: na era da inteligência artificial, todo mundo vai ter que ser multidisciplinar. Muito bom em uma, duas, três coisas — e médio nas outras, desde que complementares, dentro do mesmo mundo semântico. Especializar não é ficar só naquilo. E repare que o que fica em volta é normalmente aquilo que a gente procrastinava porque não gostava de fazer — é exatamente ali que está o seu diferencial hoje, porque quase ninguém faz. Eu já escrevi por que eu só contrato full stack: é a mesma lógica, do lado de quem assina a carteira.
A minha aposta: empresa exigir canudo de faculdade vai cair em desuso, inclusive em multinacional. A empresa pode até pedir pra uma validação formal, mas não vai ser requisito de desclassificação. Requisito de desclassificação é não saber fazer aquilo que está no seu currículo. Só isso.
Por que eu acho isso? Porque com inteligência artificial qualquer pessoa tira um canudo, principalmente em EAD. Algumas faculdades reagiram exigindo formato híbrido, com prova presencial — mas tem muita que não faz isso, e no polo presencial o sujeito pode fazer a prova de óculos inteligente, porque não é vestibular, não tem vistoria de nada. Obviamente não são todas. Eu já escrevi com mais calma sobre essa engrenagem em educação do fingimento, quando eu contei por que montei uma faculdade dentro da minha empresa.
E vou repetir um incômodo que é meu e que eu não escondo: o discurso de que "o pobre vai ter um diploma" me irrita porque diploma sem saber o que aprendeu não serve pra nada — é igual passar de ano uma pessoa que não sabe ler. Serve pra número em propaganda. Não serve pro trabalho e não serve pra empresa. São coisas diferentes, e misturar as duas é o que sacrifica uma geração.
Honestidade: eu estou olhando do lugar de quem contrata técnico e infraestrutura no Brasil. Duas coisas podem me desmentir. A primeira: se a sua área for regulamentada — medicina, direito, engenharia com atribuição de conselho — nada do que eu falei sobre diploma se aplica, e o canudo continua sendo obrigatório por lei, não preferência de empresa. A segunda: se o seu alvo é pesquisa, academia ou concurso, o diploma segue sendo a porta, e certificação de fabricante não abre porta nenhuma ali.
E tem um risco no caminho que eu indico: certificação amarra você a um fornecedor. Certificado em equipamento X vale muito enquanto o mercado usa X. É por isso que eu insisto no curso técnico como base — base é o que sobra quando a tecnologia troca.
Gravei em 25/09/2026 e escrevi isto em 26/09/2026, no dia seguinte. Nada mudou no mundo nesse intervalo — o que mudou foi que eu fui conferir na calma o que eu falei de cabeça. Duas correções minhas, que estão no texto: a conta da certificação contra a faculdade EAD está mais dura do que eu disse (o exame custa centenas de dólares, não milhares; e a mediana do EAD é R$ 214/mês), e o dado dos nove estados compara famílias com postos de trabalho, não pessoas com pessoas. O resto — o caso do telecom, a certificação do NIC.br, o prefixo em Miami e o fluxo que eu indico — é vivência minha e continua igual.
TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO
Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.
Resumo do que eu faria no seu lugar: técnico pra aprender a fazer, projeto pessoal pra provar que faz, certificação de quem detém a tecnologia pra alguém assinar embaixo — e faculdade só se o destino pedir. O intuito final nunca é o papel: é aprender e ser bom naquilo que você faz. Se o seu caminho é construir e vender tecnologia — site, chatbot, infraestrutura, SaaS —, é disso que eu trato nas minhas imersões, e valor, data e condição de cada uma ficam na página dela, que é onde essa informação fica atualizada. Espero que isso ajude quem está indeciso e começando a vida agora. Um grande abraço, e até a próxima.
Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 25/09/2026 (13min19), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. São da minha vivência e foram ditos na gravação: ter empresa de tecnologia, contratar, pagar a conta e desenvolver; cuidar de CDN com infraestrutura de milhões de views por dia no Brasil e nos Estados Unidos e de data center próprio; ter clientes em mais de 18 países, ainda em número pequeno por país; gravar sem edição para não ser papagaio de pirata; ter tido que percorrer comercial, venda, suporte, desenvolvimento e infraestrutura porque alguns líderes de equipe não estavam no nível necessário, fazendo curso em alguns mercados, contratando consultores com experiências boas e ruins em outros e buscando curso certificado nos mercados mais específicos; ter me sentido enganado pela empresa que fazia o serviço de telecom e por isso ter aprendido roteamento, anúncio, prefixo e BGP; a explicação de que anúncio de prefixo não é anúncio publicitário, e sim tornar o bloco de IP visível ao mundo; ter pesquisado e feito curso certificado nos meus próprios equipamentos, entre Huawei, Juniper, Cisco e Mikrotik; ter feito o curso do NIC.br de boas práticas operacionais para sistemas autônomos e considerá-lo realmente importante, com outra certificação de infraestrutura e redes de telecom a caminho para otimizar o CDN; o episódio do POP de Miami, em que o pessoal do NIC.br, na época do curso, não soube me orientar sobre anunciar prefixo brasileiro nos Estados Unidos, e a solução que eu descobri estudando, hoje em operação de forma legalizada e de acordo com as políticas do registro; a posição de que certificação é muito parelha com curso técnico, um pouquinho mais acima, e de que o curso técnico ensina a botar a mão na massa enquanto a faculdade passa por cima; a leitura de que a certificação vale porque a detentora da tecnologia atesta que você entende o produto, com Google Ads como exemplo que eu mesmo fiz; a desconfiança com cursinho digital anunciado como reconhecido pelo MEC e com curso ruim que ostenta esse selo; as duas checagens antes de pagar, sobre quem certifica e sobre a grade curricular; a conta de cabeça de 3 mil a 4 mil dólares equivalendo a cerca de 20 mil reais, próximo ao valor de uma faculdade EAD; a existência de certificação gratuita de empresas grandes e sérias; a escassez de mão de obra em todos os setores, de eletricista a operador de máquina; a tese de que todos precisarão ser multidisciplinares, muito bons em uma a três coisas e médios nas complementares, em geral naquilo que a gente procrastinava; o fluxo recomendado de curso técnico com projeto pessoal em paralelo e certificações na sequência; a aposta de que exigência de diploma perde força como requisito de desclassificação, ficando eventualmente como validação formal, porque com IA qualquer pessoa tira canudo, sobretudo em EAD, e porque prova em polo presencial não tem a vistoria de um vestibular; e o incômodo com o discurso do diploma sem aprendizado. É apuração minha, feita em 26/09/2026, e não estava na gravação: a nota do MEC de 08/09/2026 segundo a qual a regulação e a supervisão do Ministério não se aplicam a cursos livres, que são educação não formal amparada pela LDB e pelo Decreto 5.154/2004, e que anunciá-los como autorizados ou reconhecidos configura propaganda enganosa pelo Código de Defesa do Consumidor — o portal do MEC responde a acesso automatizado com desafio de verificação, então eu confirmei o teor da nota pela reportagem do Correio Braziliense e mantenho o link da fonte primária; a tabela oficial de preços de exame da AWS, com 100 dólares em Business e Foundational, 150 em Associate e 300 em Professional e Specialty, que separa o custo da prova do custo do treinamento; a mediana de mensalidade da graduação em 2026, de R$ 214 no EAD e R$ 835 no presencial, da pesquisa da Hoper Educação com a ABMES, divulgada pela Agência Brasil em 22/05/2026 — a estimativa de cerca de R$ 10 mil em quatro anos é minha, feita a partir dessa mediana, e considera apenas mensalidade; a informação de que o curso do NIC.br é gratuito, nas modalidades presencial e online; os requisitos da certificação do Google Ads na Skillshop, com 80% de pontuação mínima e validade de um ano; e o dado dos nove estados — Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá —, com referência em fevereiro de 2026, do cruzamento do Poder360 entre dados do Ministério do Desenvolvimento Social e do Caged, que compara famílias beneficiárias com postos de trabalho formal, e não pessoas com pessoas, além dos 48,8 milhões de empregos formais contra 18,8 milhões de famílias no programa em todo o país. Eu cito as minhas imersões ao final: como preço, data e condição são finais e mudam a cada turma, aqui eu não repito nenhum desses números e mando para a página de cada imersão.