Nove. Isso é comigo, ninguém me contou. Cinco pessoas em Minas Gerais, quatro em São Paulo, seis blogs pra manter. Hoje uma pessoa faz o mesmo em duas, três horas por dia — e cuidando de mais site do que a gente cuidava lá atrás.
Resposta rápida: eu tinha uma mini agência de marketing dentro da minha empresa — nove pessoas, cinco em Minas e quatro em São Paulo, com jornalista, publicitário e videomaker — pra cuidar de seis blogs, seis identidades visuais e seis frentes de tráfego. Hoje isso roda com uma pessoa, duas ou três horas por dia, com IA e uma esteira de automação que eu montei. O que foi substituído foi o braço operacional: o artigo do dia, a arte, o upload, o H1 esquecido, a imagem de 2 mega que derrubava a página no ranking. O que não foi substituído é o braço criativo — a ideia da campanha e a estratégia. E nada disso é conteúdo automático: é conteúdo de valor com auxílio de IA, que é coisa diferente de inundar a internet de lixo.
Dez minutos, sem edição — do canal @josimarjmv, gravado em 20/08/2026. Eu estava gripado nesse dia, dá pra ouvir. Aqui embaixo eu conto a mesma história por escrito, com mais calma e com o que eu fui conferir na fonte depois.
🎧 PREFERE OUVIR? · 10 min
Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.
Nove. Isso é comigo. Ninguém me contou.
Vou dar minha carteirada antes: eu sou CEO de uma empresa de tecnologia de verdade, não sou agência de marketing. Eu tenho produto — sistema de TV indoor, sistema de live stream, sistema de hospedagem de vídeo, essas coisas. E pra vender produto eu preciso do quê? De marketing. Então eu montei uma mini agência dentro de casa só pra atender os meus produtos. Você não está perdendo seu tempo com papagaio de pirata: eu vou te contar o que aconteceu comigo.
Eu cheguei a ter cinco pessoas em Minas Gerais e quatro em São Paulo. Nove no total, fazendo tráfego orgânico e tráfego pago dos nossos produtos. Dentro desses nove tinha dois ou três formados em jornalismo, tinha publicidade e propaganda, tinha videomaker. Era equipe de agência mesmo.
E o que eu fazia com essa turma: eu trouxe pro marketing a mesma lógica que eu já usava no desenvolvimento de sistema, que é sprint. Planejamento semanal, e naquela semana a gente focava num produto. Vinha a pesquisa, vinha a arte, vinha o vídeo, vinha o artigo do blog, vinha a campanha de tráfego, vinha a live. Tudo isso pra um catálogo que na época era até menor do que o que eu tenho hoje.
A conta era essa, e ela dói de olhar agora: seis blogs pra manter, seis campanhas de tráfego orgânico, seis logomarcas, seis identidades visuais, seis linhas de arte, seis linhas de vídeo. Seis tudo. Artigo todo dia, arte, vídeo, tutorial — porque eu sempre acreditei no modo passivo: no meu ramo, que é serviço técnico, conteúdo que ensina traz cliente sem eu precisar ficar em cima, incisivo e chato.
A gente juntava a galera, eu chegava com as ideias, debatia, pesquisava concorrente, e às vezes ia um dia inteiro numa reunião só pra definir o que a semana ia produzir. Um dia embora.
Enquanto eu tocava essa estrutura, o jogo virou. A Meta tomou conta de uma fatia enorme desse mercado e passou a faturar em publicidade num patamar de gigante. E, do outro lado, apareceu a busca semântica — a busca com IA. As pessoas passaram a pesquisar por voz, a fazer pergunta escrita como quem conversa.
Faz o teste agora: para de ler, joga sua dúvida no Google e olha o que acontece. A IA responde ali mesmo, e os links ficam embaixo, pra quem quiser clicar. O tráfego dos sites despencou por causa disso: o buscador adquiriu a informação, e agora ele entrega a informação. Sobrou pouca gente atravessando pro seu lado.
Checagem minha, hoje (09/09/2026), com número. No vídeo eu falei "de cabeça" que o clique despencou. Fui atrás do dado: a Pew Research acompanhou 68.879 buscas de 900 americanos e achou o seguinte: quando aparece o resumo de IA no topo, o clique num resultado tradicional cai pra 8% — contra 15% nas buscas sem resumo. E o link de dentro do resumo é clicado em apenas 1% das visitas. Além disso, 58% das pessoas viram pelo menos um resumo de IA no período. Sobre a Meta: a projeção da eMarketer, noticiada em abril deste ano, é de que a Meta passe o Google em receita líquida global de anúncios em 2026, com US$ 243,46 bi contra US$ 239,54 bi. Preciso ser exato aqui: isso é publicidade. Em receita total a Alphabet continua bem maior. Eu falei certo no mérito, mas o recorte é esse.
A gente desenvolveu um método de automação. E eu faço questão de separar isso de uma coisa que está virando praga: eu não estou inundando a internet de lixo. Tem muita gente fazendo conteúdo por fazer. A gente não faz.
O nosso método é produzir conteúdo de valor com auxílio da inteligência artificial. Tem automação, óbvio — não tem uma pessoa mandando cada comando. Tem um pipeline, uma esteira de entrega dos artigos e uma esteira do tráfego pago. Eu sozinho consigo olhar como está o resultado das campanhas; se alguma coisa sair fora do combinado, o sistema me avisa aqui e eu vou olhar.
Checagem minha sobre "conteúdo de IA é penalizado". Muita gente repete isso e está errado pela metade. A política de spam do Google mira o que ele chama de abuso de conteúdo em escala: muitas páginas geradas com o propósito principal de manipular ranking, sem valor pro leitor. E o texto diz na cara que isso vale independentemente de o conteúdo ter sido feito por IA, por automação ou por humano. Não existe punição por usar ferramenta. Existe punição por publicar página vazia em escala. É exatamente a linha que eu tracei aqui dentro — e é por isso que a minha esteira tem gente decidindo o que entra.
Essa parte é pesada de falar, mas é o que eu vi: a automação passou a fazer o blog melhor do que os meninos faziam. E o motivo não é talento. É que o ser humano falha.
O ser humano esquece de formatar o H1. O ser humano põe uma imagem mais pesada do que devia. A gente tinha os gatilhos todos pra subir lá no WordPress — na época ainda era WordPress, e eu já contei aqui por que eu acho que ele está caindo — e mesmo assim falhava direto: caiu página no ranking porque alguém meteu uma imagem de 2 mega lá.
A IA não falha nisso. Você faz a skill, você programa ela pra fazer exatamente aquilo que você quer. Você vai ter um trabalho maior pra montar — mas depois de montado ela não esquece. Esses processos chatos, repetitivos, de checklist: ela não erra. Isso é impressionante e é o núcleo da história.
Com isso eu eliminei totalmente a operação de tráfego orgânico. Eu não precisava mais dela — porque a parte que importa no tráfego orgânico é estratégica, e quem mexeu com isso a vida inteira aqui fui eu. O tráfego pago é outro bicho: exige criativo, criatividade, maldade, exige fazer a arte e fazer o vídeo. Esse precisa do cabeça. Mas como a gente trabalha no modo passivo, eu automatizei uma esteira grande do pago também — hoje eu subo campanha em uns dez minutos com o agente.
Resultado: hoje a empresa produz tráfego orgânico e pago pra mais de seis sites ao mesmo tempo, com uma pessoa, duas ou três horas por dia. Uma pessoa mais IA no lugar de nove. É assustador, e eu não vou fingir que não é.
Aqui eu preciso ser justo, porque essa conversa vira injustiça rápido. Eu não estou tirando o mérito do cara de marketing. O head de marketing, o que tem a genialidade da campanha, o que banca a ideia — esse cara está sendo catapultado. Ele passou a vida com dificuldade de braço pra tirar as ideias dele do papel: faltava gente pra fazer o vídeo, faltava gente pra fazer a arte. Agora ele está na Disney. Ele faz o que ele quiser. Esse cara é cada vez mais essencial nas empresas.
Os nove que saíram eram braços operacionais, não braços criativos. É isso que explica por que aconteceu comigo e vai acontecer com você. O braço operacional foi totalmente substituído. O braço criativo nunca vai ser.
E olha que curioso: eu vivi o outro lado dessa mesma moeda quando a automação não me deu tempo livre, me deu capacidade. Capacidade sobrando não vira folga, vira mais projeto. Não é que sumiu trabalho — é que o trabalho subiu de andar. Quem entendeu isso primeiro, como eu já discuti no caso das demissões em tecnologia, ficou de pé.
Existe muito jornalista hoje, em 2026, virando a cara pra IA porque a IA substituiu o colega. Ele não quer nem mexer. Eu entendo a raiva, mas é o caminho contrário do que eu faria.
A manha do negócio é você se especializar em orquestração de agentes e em produção de conteúdo relevante com ajuda da IA. Em vez de entregar uma matéria, entender o workflow pra entregar vinte matérias com qualidade — vinte com qualidade, não copia e cola vinte vezes. É outra profissão? É. Mas é uma profissão que existe, e a antiga está encolhendo enquanto você decide.
Se eu estivesse começando de novo hoje, era isso que eu ia treinar, nessa ordem:
Hoje tem IA fazendo até vídeo sem você ficar em cima o tempo todo. Só que ela não faz do nada. Precisa do cabeça: organizar, definir o que você quer, escrever a skill. É aí que mora o trabalho — e é aí que mora o seu emprego novo.
Uma skill bem feita, se você ficar em cima dela pra deixar certinha, leva uns três a quatro dias pra azeitar e ir pra produção. Testa, vai, faz, organiza, testa de novo.
"Ah, mas isso é só copiar e colar, porque um cara me vendeu um pacote de dez mil skills por vinte reais." Isso não existe. É o mesmo tipo de promessa do microsaas pronto em dois dias: vende a casca e some. A skill perfeita pro seu negócio é feita dentro do seu negócio, com as suas regras, o seu padrão, os seus erros já mapeados. Não tem atalho, e quem te vende atalho está vendendo o atalho, não o resultado.
E tem uma camada embaixo de tudo isso que quase ninguém comenta: nada dessa esteira anda se você não tiver onde rodar. É a velha história de que infraestrutura virou o superpoder da era da IA — a ferramenta todo mundo assina; o que separa é quem sabe montar a operação em cima dela.
Nota de cronologia. Esse relato é do vídeo que eu gravei em 20/08/2026. As checagens externas que estão nas caixas acima eu fiz agora, em 09/09/2026, e elas são minhas — não estavam no vídeo. A operação continua como eu descrevi: uma pessoa, duas ou três horas por dia, mais de seis sites.
Muita gente me pergunta como é a esteira. Eu mostro isso na imersão presencial de SaaS em São Paulo: três dias pra botar um SaaS em produção de verdade, e dentro dela entra o pipeline de desenvolvimento e automação que eu uso aqui — como eu faço, como funciona, como você monta o seu. Investimento de R$ 3.700, no Pix ou dividido no cartão. Ainda não tem data: eu preciso de um número mínimo de gente pra valer a pena eu sair de Minas e ficar três dias em São Paulo. Por isso o botão é de pré-inscrição. As quatro imersões estão em todas as imersões.
TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO
Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.
Baseado no vídeo do canal @josimarjmv publicado em 20/08/2026 (10min13), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo. Números de equipe, prazo, custo e operação são da minha experiência tocando a JMV Technology. Conferido por mim em 09/09/2026 nas fontes primárias: o estudo da Pew Research Center sobre cliques quando aparece resumo de IA no Google (22/07/2025; 68.879 buscas de 900 adultos americanos; 8% contra 15% de clique e 1% de clique no link do resumo); as políticas de spam da Busca do Google, que definem abuso de conteúdo em escala e afirmam que a regra vale independentemente de o conteúdo ter sido produzido por IA, automação ou humano; e a projeção da eMarketer de que a Meta ultrapasse o Google em receita líquida global de anúncios em 2026 (US$ 243,46 bi contra US$ 239,54 bi), noticiada em 13/04/2026 — comparação de publicidade, não de receita total. Valor, formato e condição da imersão de SaaS são os que estão na página da imersão.