Negacionista de IA ou emocionado? Eu meço pela entrega, não pelo token
De um lado a turma da bolha que vai estourar. Do outro, o CEO que quer trocar a equipe inteira por IA. Eu pago a folha e cuido da infraestrutura com a mão na massa, então conto o que eu fiz na minha empresa: equipe menor, entrega maior e produtividade medida por entrega.
🎧 PREFERE OUVIR? · 17 min · Podcast Em Produção
Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.
Gravei esses 17 minutos no canal @josimarjmv em 11 de junho de 2026, direto, com um corte no começo e um no fim. Assista e leia junto. Aqui embaixo eu conto a mesma coisa por escrito e ponho o que eu fui conferir depois: o número de demissões da Challenger, o orçamento de IA da Uber, o painel de tokens da Meta e o caso da Klarna.
nem um, nem outro. Mandar a equipe inteira embora é loucura, e negar o que está acontecendo é o caminho pra rodar. A IA já substitui gente, de verdade, com lucro e performance, mas o que ela substitui é processo repetitivo, não a pessoa que pensa o produto. Na minha empresa a equipe é muito menor do que já foi e entrega mais do que os 39 devs que eu já tive ao mesmo tempo. Eu meço entrega, nunca gasto de token, e ponho quem entende de negócio pra orientar a IA e fazer o QA.
A minha carteirada: eu pago a conta e cuido da infraestrutura
Vou falar com um pouco de autoridade sobre isso, e explico de onde ela vem. Eu sou CEO hands-on. Eu pago a conta. Então eu tenho a visão do dono, a mesma do maluco que mandou todo mundo embora e depois contratou de novo.
E eu tenho a visão técnica, porque eu cuido de infraestrutura pesada. Pessoalmente, eu cuido de um CDN de vídeo no Brasil e nos Estados Unidos. A arquitetura de infraestrutura inteira sou eu que cuido, junto com a minha equipe, e ainda coordeno dev, marketing e venda. Eu estou em empresa de tecnologia de verdade desde os 18 anos, quando fundei a minha.
Digo isso porque quase todo mundo que opina nesse assunto só enxerga um dos lados. O dev não vê o mundo de quem paga a conta. E quem paga a conta não vê o mundo do dev. Eu fico nos dois todo dia, e é desse lugar que eu olho pros dois tipos.
O emocionado: o CEO que manda todo mundo embora
Saiu, se eu não me engano no ano passado, a notícia do cara que mandou todo mundo embora e depois contratou de novo. Vou ser honesto contigo: a notícia era tão absurda que eu nem pesquisei. Eu não sei se foi verdade. Não conversei com o cara, as notícias eram todas abstratas, e a mesma notícia sai de um jeito em cada portal. Pode ser que ele tenha mandado uma parte da equipe embora e se arrependido. Não sei.
Mas uma coisa eu já cravo: mandar a equipe inteira embora é loucura. Isso é o extremo. Isso é um emocionado. E não é o Enzo emocionado. É o dono de empresa, o CEO emocionado.
Depois de gravar eu fui atrás de um caso com nome e data. O mais parecido que eu achei foi o da Klarna, e eu não sei dizer se era ela a notícia que eu tinha visto. Em 9 de maio de 2025 a Entrepreneur registrou a virada: a empresa, que em fevereiro de 2024 dizia que a IA fazia o trabalho de 700 atendentes, voltou a recrutar gente pro atendimento. O CEO disse que o chatbot saía mais barato que funcionário, mas entregava qualidade mais baixa. Repara que nem ali foi "todo mundo". Foi uma área.
A conta do emocionado eu conheço de cor: "minha folha de pagamento é 100 mil reais, eu corto metade, 50 mil, mando o serviço tudo pra aquele cara ali com IA e resolvo o problema". É burrice também. É o CEO, o CTO folha de bananeira. Ventou pra cá, ele viu a notícia e foi atrás. Não é assim. Você tem que testar as coisas e entender como funciona antes de tomar atitude.
Agora, eu posso falar como dono de empresa: eu sou quase um emocionado da IA. Só não sou maluco. Ela tem revolucionado a forma de fazer negócio, de fazer software e de lidar com os problemas do dia a dia, em todos os cenários que você pensar:
- Atendimento.
- Folha de pagamento.
- Contas a pagar e contas a receber.
- Conciliação bancária.
É coisa real, pau quebrando no dia a dia, e eu nem falei de desenvolvimento ainda. O SaaS é o coração do meu negócio, mas tem um caminhão de coisa em volta dele. Uma empresa não é só o software.
O negacionista: a turma da bolha que vai estourar
Do outro lado está a galera da bolha. A bolha vai estourar. Vai haver o grande rollback. "Olha lá, o Uber gastou todo o dinheiro que tinha pra inteligência artificial em três meses, está arrependido, vai contratar os devs tudo de novo."
Sério? Você não vive o mundo que eu vivo. Pra mim isso é falta de gestão, ou é notícia pra dar hype. Seja a notícia do "mandei embora", seja a do "deu errado": as duas servem pra empresa aparecer. Não tem condição de uma Uber, com o que ela fatura, não ter lá dentro um CTO capaz de botar gente boa de serviço pra funcionar numa esteira de entrega, num pipeline de desenvolvimento, com um time enxuto e mais eficiente.
Fui conferir essa também. O orçamento estourou mesmo. Segundo a Exame, em 13 de junho de 2026, o diretor de tecnologia da Uber disse em abril que a verba de IA prevista pra 2026 já tinha sido toda usada, em quatro meses, e não nos três que eu falei de cabeça. Só que a segunda metade da história, a do arrependimento, não está lá. A empresa não largou a IA nem saiu recontratando: pôs um teto de US$ 1.500 por mês, por funcionário, pra cada ferramenta de programação. Ou seja, o que faltou foi gestão do gasto. Foi a minha leitura na hora.
Sobre o rollback em si eu já escrevi separado, com as pesquisas na mão: o erro não foi a IA, foi o CEO emocionado. E a conta da bolha, feita com um júnior de verdade, está em por que eu não acho que a bolha estourou.
Medir produtividade por gasto de token é burrice
Aí vem essa palhaçada de que agora as empresas estão medindo a produtividade do dev pelo gasto de token. Quer ver como isso não mede nada? O cara vai lá, mete um workflow no Claude Code e manda rodar cópia de site, manda fazer vistoria, manda fazer teste. Pronto, gastou token à beça.
"Ah, mas a empresa que está fazendo isso é muito maior que a sua." Eu sei. Continua sendo burrice, e se continuar pensando assim vai perder equipe. Os caras vão ficar zoando com isso e os chinelinhos vão aproveitar. É de uma burrice extrema querer medir produtividade de dev baseada em gasto de token. A gente mede a entrega.
O caso que mais circulou foi o da Meta. A Fortune contou em 9 de abril de 2026 que um funcionário criou um painel interno, o "Claudeonomics", com o ranking dos 250 maiores gastadores de token entre mais de 85 mil funcionários. Foram mais de 60 trilhões de tokens em 30 dias, com direito a título de "Token Legend". Saiu do ar dois dias depois de virar notícia. Pra mim só confirma: ranking de token não diz o que foi entregue.
Vamos ponderar: os dois lados precisam se enxergar
Olha eu falando em ponderar. Quem diria. Mas vamos ponderar.
Não é demitir todo mundo. E também não dá mais pra falar que a IA "vai" substituir pessoas, no futuro. A IA já substitui gente, muita gente, de verdade, trazendo lucro e trazendo performance. Hoje.
Não dá pra ter uma venda nos olhos, achar que tudo gira em torno do seu mundo e não ver o mundo de quem paga a conta. E não dá pra quem paga a conta não ver o mundo do dev, do tech lead, de quem está ali todo dia cuidando do coração do negócio. A gente precisa de gente com uma visão mais ampla, que saiba conversar sem fanatismo.
Isso é reflexo dos extremos em que a sociedade inteira está. Eu fiz um vídeo sobre o dev chinelinho, o preguiçoso que não gosta de trabalhar, e teve gente que foi me ofender pessoalmente. O cara nunca trabalhou comigo, nem me conhece. A gente não consegue mais sentar numa mesa e defender ponto de vista diferente sem alguém ficar dodói.
Vale pro colaborador que chama de tóxica a empresa que cobra o combinado. Você fez errado, o pipeline não era desse jeito, a reunião está gravada. Cobrar isso não é toxicidade. Para de usar o CNPJ de playground. E eu sei que quem faz isso é a minoria.
E vale igualzinho pro CEO que resolve cortar todo mundo porque leu uma manchete.
O que eu fiz na minha empresa: menos gente, mais entrega
Eu realmente tenho hoje uma equipe muito menor do que eu tinha antes. É uma equipe que usa inteligência artificial no dia a dia. Nós somos AI first: atendimento, suporte, venda e desenvolvimento, o tempo inteiro.
Essa equipe entrega hoje muito mais, e com muito mais qualidade, do que os 39 devs que eu já tive trabalhando ao mesmo tempo. É lógico que naquela época o cara levava um, dois anos estudando pra entender o código. Hoje o negócio mudou.
Mas entende a diferença pro emocionado: eu consegui fazer isso porque eu sei fazer isso. Eu boto a mão na massa. Não dá pra ser cego, nem como CEO, nem como CTO, nem como colaborador.
A mudança é silenciosa: 123 mil empregos e quase ninguém viu
Que hoje se abre menos vaga, isso é estatística. Eu gravei em junho de 2026 e a tendência é aumentar. Na hora eu nem tinha o número fechado na cabeça, falei em 100 mil, talvez 140 mil. Aí puseram na tela pra mim a manchete: o setor de tecnologia perdeu 123.000 empregos este ano, e a inteligência artificial é o motivo mais citado nas demissões.
O número bate com o relatório de maio de 2026 da Challenger, Gray & Christmas, publicado em 4 de junho, uma semana antes de eu gravar. São cortes anunciados por empresas nos Estados Unidos: 123.653 em tecnologia de janeiro a maio, 66% acima dos 74.716 do mesmo período de 2025. A IA foi o motivo mais citado pelo terceiro mês seguido, com 38.579 cortes só em maio, 40% do mês. No acumulado do ano ela aparece em 87.714 cortes, 22% do total.
"Ah, mas isso o povo fala pra jogar pros acionistas." Acredite, tem gente que faz isso mesmo. É o senhor emocionado, ou o que quer mostrar resultado pro investidor. Mas tem muita gente rodando por causa de IA, sim.
Por isso eu digo pra você memorizar: a gente está vivendo uma mudança dos tempos. E é uma mudança silenciosa. Eu acho que 95% da população não faz ideia do que a gente que mexe com desenvolvimento e infraestrutura está fazendo. Esse 95% é sensação minha, não é pesquisa. Conversa com quem está fora desse mercado e conta quantos usam IA além de mandar áudio. A minha mulher tem um negócio completamente diferente do meu e começou a usar depois de um ano.
Quem vai rodar primeiro eu já falei: quem só faz código, não estuda, não entrega e não tem visão de produto. O que eu faria pra não estar nessa lista está em 184 mil demissões em tech: o que eu faria pra não rodar.
O que eu automatizo e o que eu não automatizo
Pega o marketing operacional. É o social media: o cara que analisa hashtag, busca o que tem de trend, pega a descrição do meu short, monta a postagem. Isso tudo é automatizável hoje.
O que não é automatizável é a criatividade do marketing na essência. O cara que é bom, que é criativo, está igual a mim: nadando de braçada e achando o trem mais sensacional do mundo.
Um exemplo da gravação. Uma peça que, com o meu videomaker antigo, ia me custar no mínimo uns R$ 800. Perguntei pro Yuri, ali na hora, quanto tempo aquilo levava: uns três dias. E quanto ele gastou dessa vez: cinco minutos.
A IA potencializa aquilo que a gente é. Se o cara é criativo e é bom de marketing, ele vai nadar de braçada.
No resto da empresa a régua é o processo. Todo curso de gestão gira em cima da mesma coisa, e processo é isto: a pessoa chega às 8 da manhã, abre a empresa, confere se tem café e açúcar no armário, manda comprar se não tiver, lava isso, cuida daquilo, fecha. É o dia do colaborador descrito do início ao fim. Tem colaborador que funciona assim e tem colaborador de quem você quer o criativo e deixa mais livre.
Recado pro dev e pro infra: pare de ser escritor de código
Amigo dev, amigo infra: se você estiver na parte negacionista, rindo da IA e esperando a bolha, você vai rodar. Pega isso, absorve, estuda as ferramentas e tenha visão de produto.
Se você vier trabalhar comigo e eu tiver que ficar te orientando o tempo todo sobre o que fazer no sistema, você está fora. Pra isso eu oriento a IA.
Agora, se eu te passar o que eu quero e o que eu espero do produto, e você usar a IA pra pesquisar, montar tudo certinho e me entregar o negócio uns 80% no jeito depois da reunião de produto, você está dentro. Pode virar sócio do negócio, pode crescer absurdamente. É a minha opinião, de quem paga a conta.
E a conta de gente mudou. Eu preciso daqueles 39 devs pra fazer o que eu faço hoje? De jeito nenhum. Preciso, sinceramente, de um em cada plataforma, mesmo em plataforma que tem 40, 50 serviços. Um que entenda de negócio e de produto. Porque depois ele vai mandar a IA fazer, vai conferir e vai ser o QA.
A era do QA voltou. Hoje o meu desgaste mental é pensando no produto e fazendo QA. Eu também estou desenvolvendo ferramentas sozinho, sem a equipe, pra testar as coisas e depois levar pra eles o que deu certo e o que não deu.
Recado pro CEO: cuidado com quem te vende empresa agêntica
Amigo CEO emocionado, cuidado. Você está vendo muito papagaio de pirata, que nunca teve uma empresa, te vendendo empresa agêntica. Bonequinho do marketing andando na tela e conversando com o bonequinho do CEO. O dia em que eu vi isso eu tive uma crise de riso.
Aí você abre o perfil do cara e ele nunca teve uma empresa na vida. Ele sabe o que é folha de pagamento? Quinto dia útil? Contabilidade? Processo jurídico se fizer errado, Procon, Reclame Aqui? Não sabe. Está brincando de casinha e buscando like. Tudo bem, cada um ganha o seu. Mas você, que é CEO, CTO, empreendedor, não seja emocionado.
Não dá pra substituir todo mundo do dia pra noite. Mas dá pra substituir.
E tem um motivo a mais pra começar agora. O fim da escala 6x1 estava sendo aprovado quando eu gravei: a Câmara tinha aprovado a PEC em primeiro turno em 27 de maio de 2026, por 472 votos a 22, com jornada de 44 pra 40 horas semanais e duas folgas por semana. O custo do empreendedor vai aumentar, principalmente de quem tem margem pequena e depende muito de mão de obra. Entender de automação virou obrigação.
Então é isso. Se estamos perdendo milhares de vagas por IA, não é só onda e não é só bolha. Quem mede por token está medindo errado. E CEO que mandou todo mundo embora pra trocar tudo, se isso for verdade, é louco. Eu espero que você não seja negacionista nem emocionado. Se o seu caminho é aprender a construir e vender tecnologia com esse pé no chão, as quatro imersões são onde eu mostro isso com a mão na massa.
Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.
Ver as lives no canal @josimarjmv →Perguntas frequentes
O que é ser negacionista de IA?
É a turma da bolha: quem repete que a bolha vai estourar, que vai haver o grande rollback e que as empresas vão contratar os devs todos de novo. Eu não vivo esse mundo. Na minha empresa a IA já mudou atendimento, folha de pagamento, contas a pagar, contas a receber, conciliação bancária e desenvolvimento. Quem fica nessa posição e não estuda as ferramentas vai rodar.
E o que é o CEO emocionado com IA?
É o dono de empresa que viu a notícia, o vento soprou pra aquele lado e ele decidiu cortar a equipe. A conta que ele faz é: minha folha é 100 mil, eu corto metade e mando o serviço todo pra um cara só com IA. Isso é burrice também. Não dá pra substituir todo mundo do dia pra noite. Tem que testar e entender como funciona antes de tomar atitude.
Mandar a equipe inteira embora e trocar por IA funciona?
Não. Mandar a equipe inteira embora é loucura, é o extremo. Eu tenho hoje uma equipe muito menor do que já tive e ela entrega mais, mas eu cheguei nisso porque eu sei fazer, eu boto a mão na massa e testei antes. O que dá pra substituir hoje é o processo repetitivo. Quem pensa o produto, orienta a IA e confere o resultado continua sendo gente.
Medir a produtividade do dev pelo gasto de token faz sentido?
Não faz. É de uma burrice extrema querer medir produtividade de dev baseada em gasto de token. Qualquer um sobe um workflow mandando a IA copiar site, fazer vistoria e rodar teste só pra queimar token. A gente mede entrega. Empresa que insiste nisso perde equipe, e quem não quer trabalhar aproveita a brecha.
Quais funções a IA já substitui dentro de uma empresa?
Os processos repetitivos, a esmagadora maioria deles, com exceção do braçal: contas a pagar, contas a receber, conciliação bancária e o marketing operacional, que é levantar hashtag, olhar o que está em trend e escrever a descrição de um short. O que eu não automatizo é a criatividade do marketing e a visão de produto.
O dev vai ser substituído pela IA?
O escritor de código vai. Quem só faz código, não estuda, não entrega e não tem visão de produto vai rodar mesmo. Se eu tiver que orientar a pessoa o tempo todo sobre o que fazer no sistema, eu prefiro orientar a IA. Agora, quem recebe o que eu espero do produto, usa a IA pra pesquisar e montar e entrega uns 80% no jeito depois da reunião de produto está dentro, e pode até virar sócio do negócio.
Por que você diz que a era do QA voltou?
Porque o trabalho mudou de lugar. A pessoa que entende de negócio e de produto manda a IA fazer, confere e vira o QA daquilo. Hoje o meu desgaste mental é pensando no produto e fazendo QA, porque eu também desenvolvo ferramentas sozinho, sem a equipe, pra testar antes de levar pra eles o que deu certo e o que não deu.
Quantos devs eu preciso hoje pra tocar uma plataforma?
Eu já tive 39 devs trabalhando ao mesmo tempo. Pra fazer o que eu faço hoje eu não preciso disso de jeito nenhum. Sinceramente, preciso de um em cada plataforma, mesmo em plataforma que tem 40, 50 serviços, desde que essa pessoa entenda de negócio e de produto. Esse número é da minha operação, não é regra pra empresa nenhuma.
Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 11/06/2026 (16min59s), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo.
O que veio da gravação e o que é apuração minha, com as fontes
Da gravação: a minha posição de CEO que paga a conta e cuida da infraestrutura do CDN de vídeo no Brasil e nos Estados Unidos; a notícia do CEO que mandou todo mundo embora, que eu disse não ter pesquisado; a conta dos 100 mil de folha cortados pela metade; o caso do Uber como eu tinha ouvido, em três meses; a crítica a medir produtividade por gasto de token; a equipe menor e AI first que entrega mais do que os 39 devs que eu já tive; a manchete dos 123.000 empregos que apareceu na tela; os 95% da população, que são estimativa minha; o marketing operacional e a peça de R$ 800 que caiu de três dias pra cinco minutos; os 80% no jeito depois da reunião de produto; um dev por plataforma de 40, 50 serviços; a volta do QA; a empresa agêntica; a definição de processo; e a escala 6x1.
Nota de cronologia: gravei em junho de 2026. "Este ano" quer dizer 2026, e "sendo aprovada" descreve a PEC da escala 6x1 naquela data, depois do primeiro turno na Câmara.
Apuração minha (09/10/2026): os 123.653 cortes anunciados em tecnologia de janeiro a maio de 2026, a alta de 66% e a IA como motivo mais citado pelo terceiro mês seguido estão no relatório de maio de 2026 da Challenger, Gray & Christmas, de 04/06/2026, e valem pros Estados Unidos. O orçamento de IA da Uber esgotado em quatro meses e o teto de US$ 1.500 por ferramenta estão na Exame de 13/06/2026. O painel de tokens da Meta está na Fortune de 09/04/2026. A volta da Klarna ao atendimento humano está na Entrepreneur de 09/05/2025, e eu não afirmo que era esse o caso da notícia que eu comentei. A votação da PEC em primeiro turno está na Agência Brasil de 27/05/2026.