Josimar MachadoJMV Technology · 2003 —
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Fiz todos os cursos de Proxmox e contratei o melhor consultor: o que eu aprendi

Eu ia botar um ambiente virtualizado com Proxmox em produção. Então fiz o que todo mundo faz: comprei todos os cursos que apareceram, depois um curso mais parrudo, depois a consultoria do nome mais citado do Brasil. A ideia era pagar três ou quatro horas. Em menos de uma hora eu encerrei a call. Aqui eu conto o que cada curso me deu, onde a consultoria travou e o que eu tive que fazer sozinho pra esse negócio rodar.

Josimar Machado
Josimar Machado
Fundador, JMV Technology

🎧 PREFERE OUVIR? · 14 min · Podcast Em Produção

Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.

Gravado em 15·06·2026 · 14 minAssistir no YouTube ↗

Gravei esses 13 minutos no canal @josimarjmv em 15 de junho de 2026, direto, sem edição: eu só corto o começo e o fim. Assista e leia junto. Aqui embaixo eu conto a mesma história com mais calma e fui atrás da documentação oficial pra responder, com número, as perguntas que eu levei pra consultoria e voltei sem resposta.

Resposta rápida

curso de Proxmox serve pra te mostrar a telinha; não serve pra te botar em produção. Eu comprei todos os cursos básicos que achei: me ajudaram com a interface e agilizaram a documentação, que lida inteira daria o mesmo norte. O curso mais caro trouxe nuance de performance e o Ceph em três nós. A consultoria, com a maior referência de curso do Brasil, eu encerrei em menos de uma hora: tudo que ele mandava fazer a gente já tinha feito, porque ele era professor de laboratório e nunca tinha operado Proxmox em produção. O que resolveu foi escovar bit: testar cada parâmetro na minha infraestrutura, com o meu kernel, a minha memória e o meu disco. A regra que ficou: aprenda com quem faz, não com quem aprendeu pra te ensinar.

A carteirada: eu jogo o jogo do preço, então não jogo dinheiro fora

Vou dar a minha carteirada antes, pra você saber de onde vem a história. Eu sou CEO de uma empresa de tecnologia, mas sou o CEO que bota a mão na massa: eu testo as coisas e cuido de infraestrutura de verdade, no Brasil e nos Estados Unidos. A gente tem time de desenvolvimento, mobile, front, back, infraestrutura, e hoje sou eu que coordeno isso tecnicamente. Tem coisa que eu cuido praticamente sozinho, porque é importante demais pra mim: ASN e CDN. E ainda assim eu sou o dono, então eu pago a conta.

O meu negócio é CDN de vídeo: live e hospedagem de vídeo, milhões de views por dia, de clientes do país inteiro, e a gente atende governo também. Pra ter alguma relevância nesse mercado eu precisei jogar o jogo do preço, não tem jeito. Do outro lado estão empresas com milhões de faturamento e milhares de colaboradores. Pra competir com esses caras eu preciso segurar dinheiro ao máximo.

Por isso eu sempre fiquei revoltado vendo a turma jogar dinheiro fora em nuvem, contratando a torto e a direito como se não houvesse amanhã. E eu ali, agarrado, perguntando: por que eu vou pagar uma licença de virtualização se dá pra testar uma coisa gratuita que aguente produção? Nada contra quem paga VMware e outras plataformas, são fantásticas. Eu não estou dizendo que ferramenta é boa ou ruim. Estou contando a minha experiência com o Proxmox. É a mesma preocupação com custo que eu conto em migrei da nuvem pro on-premise e isso salvou a empresa.

Os cursos: o barato me deu a telinha, o caro me deu nuance

Eu nunca tinha mexido com Proxmox na vida. O pessoal da empresa veio com a ideia: dá pra fazer ambiente de desenvolvimento, separar fica melhor. Isso foi há muito tempo, antes da pandemia. Na época eu ainda era mais venda do que técnico, mas, como bom curioso, eu queria entender o que era aquilo e como funcionava.

Primeira coisa que eu fiz: fui na Udemy e comprei os cursinhos, tudo que apareceu lá. Fiz um monte. Comecei a entender. A equipe também começou a estudar, e aí a gente saiu da Udemy e comprou um curso mais parrudo.

Agora o balanço honesto, porque é ele que te economiza dinheiro:

  • Os cursinhos básicos me ajudaram com a telinha: o que cada coisa faz, onde fica, e agilizaram a documentação. Se eu tivesse simplesmente pegado a documentação do Proxmox e lido ela inteira, me daria o mesmo norte. Só que eu gosto de vídeo, assisto no 2x. Era curso barato. Ok, me ajudou.
  • O curso mais caro deu algumas nuances de performance interessantes e entrou no Ceph: aquele cluster que você integra em três nós dentro do próprio Proxmox, praticamente num clique. Achei legal. (O Ceph merece conversa separada, e eu gravei uma só sobre ele.)
  • Nenhum dos dois me deixou em condição de botar aquilo em produção no nível que eu precisava.

Sobre a parte do "open source gratuito que tem a versão paga", que eu falo de passagem e também testei, deixa eu te dar o dado em vez do adjetivo. O código do Proxmox VE é publicado sob a GNU AGPL versão 3 (introdução da documentação oficial do Proxmox VE, consultada em 09/10/2026). A assinatura é cobrada por soquete de processador, por ano: € 370 no Basic, € 550 no Standard e € 1.100 no Premium, valores líquidos, e a própria página avisa que todos os planos incluem todos os recursos do produto (página de preços do Proxmox VE, consultada em 09/10/2026). Tradução: você paga por atualização estável e suporte, não por função. Pra quem joga o jogo do preço, isso muda a conta.

O teste que manda: 10% do tráfego, de madrugada

Eu faço muito teste de carga e de performance. Então, em vez de acreditar no curso, eu coloquei o ambiente pra receber tráfego de verdade: de madrugada, 10% do tráfego ia pra lá. Testei as VMs que ele criava, testei contêiner LXC, testei as várias formas que tinha.

Não dava pra botar em produção no nível que eu precisava. De jeito nenhum.

A minha primeira reação foi a certa: "cara, a gente está fazendo alguma coisa errada". Óbvio. Tinha poucos meses que a gente mexia com aquilo. Então a decisão foi: vamos contratar o consultor.

Repara na ordem. Eu não contratei consultoria pra aprender o básico. Eu contratei depois de estudar, depois de montar e depois de medir com tráfego real. Eu cheguei na call com problema concreto na mão.

A consultoria que eu encerrei em menos de uma hora

Coincidiu de uma pessoa que tinha um daqueles cursos mais parrudos também fazer consultoria. Fiz o caminho natural: pesquisei o nome do cara. Ele estava em tudo quanto é canto do Brasil, YouTube, plataforma de curso. Tudo que o Google devolvia de curso e de referência de Proxmox no Brasil era esse cara. Perguntei quanto era, fechei. Videochamada: eu, a minha equipe e ele. Antes de botar em produção, vamos trazer os nossos problemas e as nossas dores.

A call foi assim:

  • "Tem que fazer isso." A gente já fez.
  • "Tem que fazer aquilo." A gente já fez.
  • "Vamos reiniciar aqui." Reinicia.
  • "Aplica isso." Já fez.

A ideia era pagar três ou quatro horas de consultoria. Em menos de uma hora a gente encerrou. Chamei a minha equipe e falei: gente, o cara não sabe nada. E a equipe que estava comigo na call falou a frase que resume tudo: "não é possível um negócio desse; a gente aprendeu o que o consultor sabe só com os cursinhos bobos".

Pra mim foi decepcionante. Eu estava me sentindo no playground: estou com a consultoria do maior nome de Proxmox do Brasil, vou sair daqui com o pé nas costas. Ele não ajudou a gente em nada.

E por que ele não sabia? Porque ele era professor de laboratório. Consultor de laboratório. Era quem tinha mais referência no país, e nunca tinha trabalhado com Proxmox em produção pra valer, com o pau quebrando.

As perguntas que professor de laboratório não responde

Produção não é a tela de criar VM. Produção é o dia em que quebra. As perguntas que eu levei eram dessas:

  • Quebrou: como você restaura o backup?
  • O Proxmox travou: como você sobe o outro nó rápido?
  • Como você joga um nó fora e volta outro?
  • A VM travou: como sobe, e qual é o prazo de downtime?
  • Como os protocolos se comunicam ali, como você faz redundância?
  • Como é o balanceamento que promete subir outra VM rápido e voltar?

Eu mexo com vídeo, entendeu? São muitas nuances. E nenhuma dessas perguntas se responde com "reinicia".

Depois de gravar eu fui conferir o que a documentação oficial diz sobre duas delas, pra você não sair daqui só com a minha bronca. Sobre o prazo de downtime: o gerenciador de alta disponibilidade do Proxmox VE tem, nas palavras do manual, "tempos típicos de detecção de erro e failover de cerca de 2 minutos", e por isso ele mesmo diz que você não passa de 99,999% de disponibilidade com ele. Os requisitos estão na mesma página: no mínimo três nós no cluster pra ter quórum confiável, armazenamento compartilhado pras VMs e contêineres e redundância de hardware em tudo (capítulo de alta disponibilidade do manual do Proxmox VE, consultado em 09/10/2026).

Sobre o Ceph dos três nós: o manual pede pelo menos três servidores, de preferência idênticos, pra montar o cluster hiperconvergente, e fecha a recomendação de hardware com uma frase que eu assino embaixo: "você deve testar a sua configuração e monitorar saúde e performance continuamente" (capítulo de Ceph do manual do Proxmox VE, consultado em 09/10/2026).

Dois minutos é muito ou é pouco? Depende do negócio, e o meu é vídeo ao vivo. O número está no manual, de graça. Se ele cabe na sua operação é a parte que não está lá, e era essa conversa que eu esperava ter com quem já tivesse vivido aquilo em produção.

Aprenda com quem faz, não com quem aprendeu pra te ensinar

Esse é o ponto que eu mais quero que você leve. Quando você for aprender qualquer coisa na vida, aprenda com quem faz as coisas, e não com quem aprendeu pra te ensinar. É completamente diferente. É a diferença entre o professor de faculdade que é só teoria e o professor que atua na área de fato.

A gente está vivendo a era dos papagaios digitais, então é perigoso sair gastando o seu dinheiro. Se você não tem dó do seu dinheiro, tudo bem. Eu tenho. Dinheiro está difícil pra todo mundo, e dinheiro merece respeito. Então, antes de comprar, pesquisa o que esse cara faz. Ele atua na área ou está aprendendo pra te ensinar?

O que cada fonte me entregou no Proxmox: curso barato deu a interface, curso caro deu nuance de performance, a consultoria de laboratório não acrescentou nada e o teste na minha infraestrutura deu a resposta de produção O QUE CADA FONTE ME ENTREGOU Cursinho barato a telinha, igual à documentação Curso mais caro nuance de performance, Ceph em 3 nós Consultor de laboratório nada que a gente já não tivesse feito Teste na minha infra a resposta de produção

E eu não sou radical nisso. Se ele está aprendendo pra te ensinar e é um negócio baratinho, tá tudo bem, faz parte. Você poupa o seu tempo. Foi o que os cursinhos fizeram por mim.

Agora, quando você vai fazer um site pra vender pra valer, botar um sistema em produção, uma virtualização, ajudar um provedor, ajudar uma empresa, fazer uma consultoria: você não pode, sob hipótese alguma, aprender com alguém que nunca botou a mão na massa, que nunca botou aquele trem pra rodar. É a mesma régua que eu uso quando me perguntam sobre certificação, curso técnico ou faculdade.

O que sobrou pra mim: escovar bit

Sem curso que resolvesse e sem consultor que resolvesse, o que eu tive que fazer? Escovar bit. O que é escovar bit? É testar. Testar cada parâmetro do Proxmox, testar o que dá certo, testar o que não dá certo.

Tem documentação, tem consultor fora do Brasil, tem um monte de coisa. Mas nada é como testar na sua infraestrutura:

  • qual kernel você usa e qual a versão do Linux;
  • quantos cores tem a sua máquina e qual é o processador;
  • qual a memória: é servidor antigo, com DDR3, ou é DDR4;
  • tem GPU ou não tem;
  • o disco é NVMe ou não é, e se é, vai em PCI Express ou direto na placa.

Tudo isso é escovar bit, e na hora de trabalhar com alta performance tudo isso vai pra balança antes de você botar um Proxmox pra rodar. Não tem atalho, e o resultado de um não vale pro outro: o seu hardware não é o meu. É a mesma linha do que eu conto em por que eu abandonei o TrueNAS e em caso Abacate Pay: eu testo restore de backup.

Hoje eu uso Proxmox em produção, mas não pra tudo

Pra não ficar a impressão errada: sim, eu uso Proxmox hoje, em produção. Em todos os casos, não. Eu uso várias stacks: Docker, Kubernetes e Proxmox.

Não existe a melhor tecnologia pra tudo. Existe a tecnologia que sai num preço bom pra resolver aquele problema. E no ambiente on-premise isso pesa cada vez mais.

Se você está começando agora, eu já mostrei o passo a passo do laboratório local em como eu rodo o Claude Code dentro de uma VM no Proxmox e fiz a conta de custo em pare de pagar VM na nuvem pra automação interna. Lá o assunto é o que montar. Aqui o assunto é de quem aprender.

E se você quer aprender infraestrutura com quem bota a mão na massa, é pra isso que eu estou montando a imersão de infraestrutura, presencial em São Paulo: ambiente on-premise, virtualização segura, backup, restore e como botar o negócio em produção. Quem ministra sou eu, com gente da minha equipe. Preço, data e condição ficam na página da imersão, que é onde eu mantenho isso atualizado. Aqui eu não repito número que envelhece.

Espero que isso te ajude com o Proxmox. E cuidado com os papagaios de pirata: não compra nada de ninguém que nunca fez aquilo que está te vendendo. Um grande abraço, e tem mais dessa linha aqui no blog.

TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO

Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.

Ver as lives no canal @josimarjmv →

Perguntas frequentes

Vale a pena fazer curso de Proxmox?
Vale, se você souber o que está comprando. Os cursinhos básicos que eu fiz me ajudaram com a telinha: o que cada coisa faz, onde fica, e agilizaram a documentação. Se eu tivesse simplesmente pegado a documentação do Proxmox e lido ela inteira, me daria o mesmo norte. Só que eu gosto de vídeo, assisto no 2x, então pra mim poupou tempo, e era curso barato. O que curso nenhum me deu foi condição de botar em produção no nível que eu precisava.
Curso barato de quem está aprendendo pra ensinar serve pra alguma coisa?
Serve. Se o cara está aprendendo pra te ensinar e é um negócio baratinho, tá tudo bem, faz parte: você poupa o seu tempo. O que eu não aceito é o outro caso. Quando você vai botar um sistema em produção pra valer, uma virtualização, ajudar um provedor, fazer uma consultoria, você não pode, sob hipótese alguma, aprender com alguém que nunca botou a mão na massa e nunca botou aquilo pra rodar.
Como eu sei se um consultor de Proxmox é bom antes de pagar?
Pesquisa o que esse cara faz. Ele atua na área ou está aprendendo pra te ensinar? Eu pesquisei o nome do meu e ele estava em tudo quanto é resultado do Brasil, e mesmo assim nunca tinha trabalhado com Proxmox em produção pra valer. Leve pra conversa as perguntas de produção: quebrou, como você restaura o backup? O Proxmox travou, como você sobe o outro nó rápido? Qual é o prazo de downtime? Foram essas que ficaram sem resposta na minha call.
O que aconteceu na consultoria de Proxmox que você contratou?
A ideia era pagar três ou quatro horas. Abrimos a videoconferência, eu e a minha equipe, e levamos os nossos problemas. Ele dizia que tinha que fazer isso, a gente já tinha feito. Tinha que fazer aquilo, a gente já tinha feito. Reinicia aqui, aplica isso: já tinha feito. Em menos de uma hora eu encerrei a consultoria. A minha equipe saiu da call dizendo que a gente tinha aprendido o que o consultor sabia só com os cursinhos.
Dá pra botar Proxmox em produção?
Dá, e eu uso Proxmox em produção hoje. Em todos os casos, não. Eu uso várias stacks: Docker, Kubernetes e Proxmox. Não existe a melhor tecnologia pra tudo, existe a tecnologia que sai num preço bom pra resolver aquele problema. Quando eu testei pela primeira vez, com 10% do tráfego de vídeo de madrugada, não dava pra botar no nível que eu precisava, de jeito nenhum. O que mudou isso não foi curso: foi testar parâmetro por parâmetro na minha infraestrutura.
O Proxmox é gratuito ou pago?
Ele é open source e gratuito, e tem a versão paga, que eu também testei. Pelo que está publicado pelo fabricante, o código do Proxmox VE sai sob a licença GNU AGPL versão 3, e a assinatura é cobrada por soquete de processador, por ano: € 370 no plano Basic, € 550 no Standard e € 1.100 no Premium, em valores líquidos consultados em 09/10/2026. A própria página diz que todos os planos incluem todos os recursos do Proxmox VE. Ou seja: o que você paga é atualização estável e suporte, não função.
O que é escovar bit no Proxmox?
É testar. Testar cada parâmetro, testar o que dá certo, testar o que não dá certo. Tem documentação, tem consultor fora do Brasil, tem um monte de coisa, mas nada é como testar na sua infraestrutura: qual kernel você usa, qual a versão do Linux, quantos cores tem a máquina, qual a memória, se o servidor é antigo com DDR3 ou é DDR4, qual o processador, se tem GPU, se o NVMe é PCI Express ou na placa. Pra trabalhar com alta performance, tudo isso vai pra balança.
Quanto tempo o Proxmox leva pra subir uma VM em outro nó quando um nó cai?
Essa foi uma das perguntas que eu levei pra consultoria e voltei sem resposta. Fui buscar na documentação oficial: o gerenciador de alta disponibilidade do Proxmox VE tem tempo típico de detecção de erro e failover de cerca de 2 minutos, e por isso a própria documentação diz que não dá pra passar de 99,999% de disponibilidade com ele. Os requisitos também estão lá: no mínimo três nós no cluster, armazenamento compartilhado e redundância de hardware em tudo. Se dois minutos cabem no seu negócio, só você sabe. Eu mexo com vídeo ao vivo.

Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 15/06/2026 (13min47), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo.

O que veio da gravação e o que é apuração minha, com as fontes

Da gravação: eu ter feito os cursos de Proxmox na Udemy, tudo que apareceu, porque ia botar um ambiente virtualizado em produção; a carteirada de ser o CEO que bota a mão na massa, cuidar de infraestrutura no Brasil e nos Estados Unidos, ter time de desenvolvimento, mobile, front, back e infraestrutura, coordenar isso tecnicamente, cuidar praticamente sozinho de ASN e CDN e pagar a conta; a gravação ser direta, só com corte no começo e no fim; a CDN de vídeo, live e hospedagem, para milhões de views por dia, o atendimento a governo e o jogo do preço contra empresas muito maiores; a minha revolta com dinheiro jogado fora em nuvem e em contratação; nada contra quem paga VMware e outras plataformas, e a intenção de testar algo open source e gratuito, com versão paga, que desse para produção; eu nunca ter mexido com Proxmox, a ideia ter vindo do pessoal da empresa para ambiente de desenvolvimento, muito antes da pandemia, quando eu era mais venda do que técnico; a compra do curso mais parrudo com a equipe; a coincidência de um autor desses cursos fazer consultoria, a pesquisa pelo nome dele e ele aparecer em todo resultado do Brasil; a contratação por videochamada, com a equipe, antes de ir para produção; o balanço dos cursos (o básico ajudou com a telinha e a documentação lida inteira daria o mesmo norte; eu gostar de vídeo e assistir no 2x; o mais caro deu nuances de performance e o Ceph em três nós com um clique, e eu ter uma gravação separada sobre Ceph); o teste de carga em produção de madrugada com 10% do tráfego, em VM e contêiner LXC, sem atingir o nível de que eu precisava; a conclusão de que estávamos fazendo algo errado por ter poucos meses de uso; o diálogo da consultoria, a ideia de pagar três ou quatro horas e o encerramento em menos de uma hora; a minha fala para a equipe e a fala da equipe sobre ter aprendido o mesmo com os cursinhos; ele ser professor e consultor de laboratório, a maior referência de curso do país, sem nunca ter trabalhado com Proxmox em produção; as perguntas de produção (restaurar backup, subir outro nó rápido, jogar um nó fora e voltar outro, VM travada, prazo de downtime, redundância, balanceamento); a regra de aprender com quem faz e não com quem aprendeu para ensinar, a comparação com professor de faculdade, a era dos papagaios digitais, o respeito pelo dinheiro e a ressalva de que curso barato de quem está aprendendo poupa tempo; a decepção, o playground e o pé nas costas; escovar bit e a lista de kernel, versão do Linux, cores, memória DDR3 ou DDR4, processador, GPU e NVMe em PCI Express ou na placa; eu usar Proxmox em produção hoje, não em todos os casos, ao lado de Docker e Kubernetes, e não existir a melhor tecnologia para tudo; o convite para a imersão presencial em São Paulo, com lista de espera, e o recado final sobre os papagaios de pirata.

Apuração minha (09/10/2026): a licença do Proxmox VE é a GNU Affero General Public License versão 3, conforme a introdução da documentação oficial; os planos de assinatura Basic (€ 370), Standard (€ 550) e Premium (€ 1.100), por soquete e por ano, em valores líquidos, e a frase de que todos os planos incluem todos os recursos do produto estão na página de preços do Proxmox VE; o tempo típico de detecção de erro e failover de cerca de 2 minutos, o teto de 99,999% de disponibilidade e os requisitos de no mínimo três nós, armazenamento compartilhado e redundância de hardware estão no capítulo de alta disponibilidade do manual; o mínimo de três servidores, de preferência idênticos, para o cluster hiperconvergente com Ceph e a orientação de testar a configuração e monitorar saúde e performance continuamente estão no capítulo de Ceph do manual. Essas checagens são minhas e não estão na gravação; os preços são de hoje e podem mudar. Nota de cronologia: a história dos cursos e da consultoria é de antes da pandemia, e a gravação é de junho de 2026; os números do manual são os da versão atual, não os da época. Sobre a minha imersão eu não repito preço, data nem condição: essa informação é final e fica na página da imersão de infraestrutura.

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