Josimar MachadoJMV Technology · 2003 —
← Blog·Negócio e custo·10·10·2026·18 min de leitura

Compras no Paraguai: o shopping que o influencer indica é o mais caro

Aos 20 anos eu era sacoleiro do Paraguai: ia buscar peça pra minha loja de informática. Voltei anos depois, a van só parava em dois shoppings, e eu vi de 10% a 15% de diferença pro lugar onde eu sempre comprei. Aqui eu conto o caminho, de quem já foi pra lá centenas de vezes.

Josimar Machado
Josimar Machado
Fundador, JMV Technology

🎧 PREFERE OUVIR? · 17 min · Podcast Em Produção

Este artigo também é um episódio do podcast Josimar JMV | Em Produção — o mesmo vídeo, só o áudio, normalizado pra fone.

Gravado em 09·10·2026 · 17 minAssistir no YouTube ↗

Gravei esses 16 minutos no canal @josimarjmv em 9 de outubro de 2026, sem edição. É um assunto bem fora do que eu costumo gravar. Assista e leia junto. Aqui embaixo eu conto a mesma história por escrito e ponho o que eu fui conferir depois: a cota da Receita Federal, o IOF e a entrega dos Correios.

Resposta rápida

o Shopping China e o Cell Shopping são mais baratos que o Brasil, mas não são o preço do Paraguai. Quando eu comparei com o Lai Lai Center, do lado direito da rua principal de Ciudad del Este, a diferença ficou entre 10% e 15%. Eu só compro nos dois shoppings famosos o que eu não acho em outro lugar. Levo dólar em espécie, não compro de banca de rua e respeito a cota de US$ 500 por pessoa na Ponte da Amizade. E desconfio de todo influencer que jura que o lugar mais barato é justamente o shopping onde a van te deixa.

De onde eu falo: eu fui sacoleiro do Paraguai

Esse texto é pra você que é marinheiro de primeira viagem no Paraguai, ou que já foi e só comprou no Shopping China e no Cell Shopping. Eu vi muita gente fazendo coisa errada, pagando mais caro e caindo na conversa de influencer. E conversei há pouco com um conhecido que voltou de lá tendo comprado tudo muito caro. Contei pra ele a história que eu conto aqui.

Vou dar minha carteirada antes. Lá atrás, quando eu fundei a minha empresa, não era SaaS, não era software. Eu tinha 20 anos e uma mini lan house, um cybercafé, como se chamava na época, e dava manutenção de informática. E pra loja dar dinheiro eu fazia o óbvio: ia pro Paraguai fazer compra. Eu já fui o sacoleiro do Paraguai.

Só que eu comprava peça pequena: placa-mãe, processador, memória e HD. Vendi K6-2 500 pra caramba, era uma maquininha boa pra época. Vendi Celeron também, que era um trem lento. Placa de vídeo quase ninguém tinha condição de bancar. Jogo ainda estava engatinhando. Era a época em que tudo era mato.

O gabinete e o monitor, que eram grandes, eu comprava da Zona Franca de Manaus. Não dava pra trazer aquilo do Paraguai. E as peças mais caras da máquina eram justamente as de dentro.

Daquele tempo eu lembro bem do cristalzinho quadrado em cima do processador. Se o técnico fosse colocar o cooler com pressa e desse uma lascada no cristal, podia jogar o processador fora. Aconteceu lá na empresa algumas vezes.

O que veio depois dessa fase, eu conto em o não que me fez empreender aos 22.

A garantia existe, pra quem volta

Tem a piada do "la garantía soy yo". Brincadeira à parte, valia a pena até na garantia: tem loja lá que dá três meses de garantia na peça. Você pega a notinha, guarda, e eles trocam sem problema nenhum. A gente tinha as lojas que forneciam pra gente.

O difícil é pra quem vai uma vez na vida. Pra essa pessoa, voltar lá pra trocar uma peça não fecha a conta.

A van só parava em dois shoppings

Corta pra uns dois, três anos atrás. Ganhei um daqueles planos de férias, me arrumaram um hotel em Foz do Iguaçu e eu fui passar sete dias lá com a minha esposa. Eu nem conhecia as Cataratas. E falei pra ela: vou te apresentar o Paraguai. Ela já queria comprar tudo, maquiagem, perfume, um iPhone.

Entramos na van que leva o pessoal. Umas meninas iam comentando: "eu já vi todos os vídeos dos influencers, já sei certinho os shoppings pra ir". Perguntei quais eram. "O lugar mais barato pra comprar é o Shopping China e o Cell Shopping."

Eu não me lembrava desses shoppings. São novos, seguros, bonitos. E a van só deixava nesses dois. Achei engraçado. Tá bom, vamos lá.

O Shopping China é enorme. Andamos, andamos, andamos, e eu fui olhando preço. Mais barato que no Brasil? Ok. Bem mais barato que no Brasil? Ok. Mas não era o preço do Paraguai. Tive aquele sentimento de que tinha alguma coisa errada. Falei pra minha esposa não comprar nada ainda.

Fomos no Cell Shopping. Mesma sensação. Voltamos pro hotel de mão vazia, ela indignada com a maquiagem que tinha visto "muito mais barata". Eu falei: calma, respira, espera. A gente volta amanhã.

O lado direito da rua, onde eu sempre comprei

No hotel eu fui puxar da memória e catar e-mail antigo pra lembrar onde eu comprava. Lembrei: Lai Lai Center. Anota aí, o shopping existe até hoje. Eu comprava muito material de informática de uma loja de lá chamada Master 10, e de outra que o nome me fugiu.

Quando você entra em Ciudad del Este tem a rua principal. Do lado esquerdo ficam os shoppings mais bonitões. Do lado direito fica a parte mais feia, mais bagunçada. E muita gente te fala: "aquele pedaço é meio perigoso, não vai lá". Parece que existe todo um esquema pra você não ir.

Eu fui lá um monte de vezes. Então fomos. Minha esposa estranhou, achou mais feio. E é, pelo menos era quando eu fui: um pouco mais intimidador de olhar. Mas não é nada além do que você já faz em qualquer centro de comércio popular no Brasil, com aquela bagunça, andando e olhando pros lados.

Cheguei no Lai Lai Center e me senti em casa. Igualzinho ao que eu lembrava: um monte de caixa de papelão pra um lado, loja fechada pro outro, aquela aparência de abandonado. Não é abandonado. É assim mesmo, e o pau quebra lá. A Master 10 ainda existia. Como está hoje, eu não sei.

E ali, e nas redondezas, eu vi os preços baratos. iPhone barato de verdade. Material de informática barato de verdade.

O que eu não compro: banca de rua

No caminho tem as banquinhas com produto falsificado de tudo quanto é marca. Vai comprar um fone da JBL do lado de fora? A possibilidade de ser falso é imensa. SSD e pen drive, mesma coisa: a chance de levar falso é muito grande.

Foi o que eu falei pra ela. A gente não compra na rua. Compra dentro do shopping, nas lojas que conhece.

A conta: 10% a 15% que ficam no shopping bonito

A diferença de preço que eu vi das coisas do Lai Lai Center pro Shopping China e pro Cell Shopping foi entre 10% e 15%. Eu achei uma baita diferença.

Por quê? Porque muita coisa que você compra no Paraguai dá uns 40% de diferença pro preço do Brasil. Um bom pedaço disso ficou lá porque o shopping é bonito, tem praça de alimentação e estacionamento. Pra mim não compensou.

Quanto da vantagem de comprar no Paraguai fica no shopping famoso Três barras. Preço no Brasil como referência, 100. Shopping famoso de Ciudad del Este, entre 66 e 69, ou seja, de 10% a 15% acima do Lai Lai Center. Lai Lai Center, 60, que corresponde a 40% de diferença para o Brasil. É uma ilustração da conta que eu fiz de cabeça, não uma tabela de preços. A MESMA COMPRA, EM TRÊS LUGARES (BRASIL = 100) No Brasil 100 Shopping famoso 66 a 69 Lai Lai Center 60 De 40% de vantagem, sobra pouco mais de 30% no shopping onde a van te deixa Ilustração da minha conta, com item que dá 40% de diferença pro Brasil. Não é tabela de preço.
O que eu olheiO que eu vi
Shopping China e Cell ShoppingMais barato que o Brasil, de 10% a 15% mais caro que o Lai Lai Center
Placa-mãe, processador e memóriaBem mais barato que no Brasil pra quem vai montar máquina
Placa de vídeo (GPU)Não é tão barata assim: o preço já tinha disparado
iPhoneBarato de verdade nas lojas das redondezas do Lai Lai Center
Fone, SSD e pen drive em banca de ruaChance muito grande de ser falsificado

A GPU merece uma linha. Quando eu voltei lá, ela já não estava barata. Com a mineração de Bitcoin e os jogos o preço tinha disparado, e já estava começando o negócio da IA. Hoje, pelo que eu olhei, não mudou muita coisa. Mas placa-mãe, processador e memória ainda saem bem mais baratos que no Brasil.

Miami é mais barato ainda, lógico. Aí é outra conversa.

Uma nota honesta sobre esses números. Os 10% a 15% são o que eu vi andando nas lojas, numa viagem de uns dois, três anos atrás. Não é pesquisa de preço item por item, e preço no Paraguai muda todo dia com o dólar. Use como ponto de partida e faça a sua comparação nos dois lados da rua antes de pagar.

Por que o influencer só fala desses dois shoppings

Depois eu fui conversando com o pessoal e descobri algumas coisas.

Eu recebo, no meu telefone, contato de empresa querendo patrocinar o meu canal. Já veio empresa de tecnologia. Já veio loja de roupa, marca de camiseta que queria que eu fizesse vídeo em troca de duas camisetas. Falei que não ia dar. Tudo certo, eles fazem captação em massa, é do jogo.

Agora pensa. Eu recebo isso e nem sou influencer, nem vivo disso. Os caras que vivem disso recebem pra falar das "coisas baratas" do Cell Shopping e do Shopping China.

Eu não posso falar de todos. Mas o que eu ouvi lá é que tem um monte de influencer contratado, fixo, pra fazer conteúdo só desses shoppings. Um vive comparando um com o outro, e os dois crescem. Fizeram shopping gigantesco, bonitinho, arrumadinho, muito diferente do lado direito da avenida. Estão construindo mais. Faz parte do jogo, e eu não tenho nada contra nenhum dos dois.

O que eu tenho contra é a frase. Quando você vir um influencer dizendo que o lugar mais barato do Paraguai é o Shopping China ou o Cell Shopping, pode cancelar a inscrição e bloquear. Não é. Pra mim, esse cara está sendo patrocinado e está te enganando.

Tem também aquele site, o Compras Paraguai. Ele mostra algumas lojas. Mesmo assim é preço mais caro, porque muita gente se aproveita do medo que o brasileiro tem de comprar coisa falsa. E aí sempre aparece a taxinha: 10%, 20%.

Pra não ter dúvida de que lado eu estou. Não sou patrocinado pelo Lai Lai Center. Até podiam mandar uma grana, já que eu estou fazendo propaganda boa pra eles. É só o lugar onde eu comprava e onde eu sempre comprei. E eu não tenho contrato de influencer nenhum na mão: o que eu conto é o que eu vi de preço e o que eu ouvi conversando lá.

Desconfiar de quem ganha pra indicar é assunto que eu já tratei em outros dois textos: a fraude que eu vejo no marketing digital e em o golpe do microSaaS de 2 dias.

Dólar na mão, cartão ou Pix

Outra dica básica: tenta pegar dólar antes e não passar cartão. A tentação de passar cartão é muito grande. Mas aí você paga IOF e aquela coisarada toda que a gente conhece no Brasil.

Pix tem. Muita loja lá é de brasileiro e aceita, porque é o brasileiro que mais compra. Só que tem taxa, sai mais caro.

E não deixa pra converter lá. Em Foz, ou onde você for comprar, a casa de câmbio tem a taxinha dela, o spread. O que eu faço é comprar o dólar antes, na casa de câmbio da minha cidade.

Fui conferir o imposto antes de escrever, porque isso mudou. Pelo regulamento do IOF, com a redação de 2025, a alíquota é de 3,5% na compra com cartão internacional e também de 3,5% na compra de moeda estrangeira em espécie (art. 15-B, incisos VII e XX). Ou seja: hoje o IOF é o mesmo nos dois caminhos. O que você economiza levando dólar na mão está na cotação e nas taxas do cartão, do Pix e do câmbio de fronteira, não no imposto.

Você vai falar: "pô, mas andar com dinheiro em espécie?". Tem o risco. O Paraguai de hoje é bem mais tranquilo do que o da minha época, quando nem existia a aduana nova e assalto à mão armada era mais comum. Hoje o perigo é mais cair em golpe do que ser assaltado. Não deixa de ter que ficar atento, dependendo de onde e com quem você vai.

Os limites da Ponte da Amizade e os US$ 50 dos Correios

Não esquece o limite pra passar na Ponte da Amizade: US$ 500. Se fosse por via aérea ou marítima, US$ 1.000.

Conferi na página da Receita Federal sobre isenções e cotas do viajante, atualizada em 27 de janeiro de 2026. É isso mesmo, e tem três detalhes que pegam muita gente:

  • a cota é de US$ 1.000 pra chegada por via aérea ou marítima e de US$ 500 pelas outras vias, como a terrestre;
  • ela é individual e intransferível: não dá pra somar a sua com a da esposa pra trazer um item mais caro;
  • só vale uma vez a cada intervalo de 30 dias.

E os US$ 50 que o pessoal anda comentando? É outra coisa: é compra pela internet, entregue em casa. Desde agosto de 2026 os Correios entregam no Brasil compras feitas em sites de lojas do Paraguai, numa modalidade terrestre chamada Correios Packet, pra encomenda de até 30 kg. Por enquanto com duas varejistas de Ciudad del Este, a Cellshop e a New Zone Importados, as duas dentro do programa Remessa Conforme da Receita. Aí a regra é a de remessa internacional, com imposto cobrado na hora da compra, e não a cota de bagagem.

A minha opinião sobre isso eu não escondo. Eu nunca entrei nessa de trazer por correio. Taxa da blusinha entra, taxa da blusinha sai. A gente vive uma instabilidade jurídica e tributária absurda, as regras mudam do dia pra noite, e isso é muito ruim pra quem compra e pra quem empreende. E eu vejo isso como tentativa de salvar os Correios a qualquer custo, quando as empresas já montaram a própria logística.

O que eu faço quando vou

  1. Compro dólar antes, na minha cidade, e não passo cartão.
  2. Atravesso pro lado direito da rua principal de Ciudad del Este. Pra informática, Lai Lai Center.
  3. Comparo o preço nos dois lados antes de pagar qualquer coisa.
  4. Só compro no Shopping China e no Cell Shopping o que eu não encontrar em outro lugar.
  5. Não compro de banca de rua. Fone, SSD e pen drive, principalmente.
  6. Guardo a notinha, por causa da garantia.
  7. Fico dentro dos US$ 500 por pessoa.

Ciudad del Este é um lugar muito legal de fazer compra, eu gosto bastante. Óbvio que nos Estados Unidos é mais barato ainda. Mas o brasileiro comum, que não tem como ir pra lá, vai pro Paraguai. Se você tem um amigo que vai, manda isso pra ele. Eu falo com o conhecimento de quem já foi centenas de vezes fazer compra quando era mais novo.

Agora eu não vou mais com essa frequência. A coisa mudou um pouquinho. Outra história minha de aprender na prática, com dinheiro meu em jogo, está em eu já quebrei cinco vezes.

TODA SEGUNDA · MEIO-DIA · AO VIVO

Discorda? Concorda? Tem um caso parecido? Aqui não tem caixa de comentário de propósito: segunda-feira, ao meio-dia, eu faço live no canal e a gente conversa sobre isso ao vivo — sem corte, como sempre.

Ver as lives no canal @josimarjmv →

Perguntas frequentes

Shopping China e Cell Shopping são os lugares mais baratos do Paraguai?

Na minha experiência, não. Eu não tenho nada contra os dois: são shoppings novos, grandes e organizados, e o preço é mais barato que no Brasil. Só que não é o preço do Paraguai. Quando eu comparei com o Lai Lai Center, onde eu sempre comprei, a diferença ficou entre 10% e 15%. Eu só compro nesses dois o que eu não encontrar em outro lugar.

Onde eu compro informática em Ciudad del Este?

Do lado direito da rua principal, pra quem entra pela Ponte da Amizade. Pra informática eu vou no Lai Lai Center, que é onde eu comprava placa-mãe, processador, memória e HD quando tinha loja de manutenção. Não sou patrocinado por eles. É onde eu comprava, e pode ter loja nova boa que eu não conheço.

De quanto foi a diferença de preço que eu vi?

Entre 10% e 15% das coisas do Lai Lai Center pro Shopping China e pro Cell Shopping. Parece pouco, mas muita coisa no Paraguai dá uns 40% de diferença pro Brasil. Um bom pedaço dessa vantagem fica no shopping bonito, com praça de alimentação e estacionamento. É a minha observação de visita, não uma pesquisa de preço item por item.

Por que tanto influencer indica os mesmos dois shoppings?

Porque muitos são pagos pra isso. Eu não posso falar de todos. Mas eu, que nem sou influencer e nem vivo disso, recebo contato de marca querendo patrocinar o meu canal. Quem vive disso recebe muito mais. Conversando com o pessoal lá, o que eu ouvi é que tem influencer contratado, fixo, pra falar só desses shoppings. O meu filtro é simples: disse que o lugar mais barato do Paraguai é o Shopping China ou o Cell Shopping, pode cancelar a inscrição.

Compro em dólar, no cartão ou no Pix?

Eu levo dólar em espécie, comprado antes, na casa de câmbio da minha cidade. No cartão tem IOF e a cotação da operadora. O Pix muita loja de brasileiro aceita, mas tem taxa e sai mais caro. Trocar na fronteira tem a taxinha da casa de câmbio de lá. Fui conferir: hoje o IOF é de 3,5% tanto no cartão quanto na compra de moeda em espécie, então o ganho do dólar na mão está na cotação e nas taxas, não no imposto. E andar com dinheiro vivo tem risco, você precisa pesar.

Qual é o limite pra trazer compras do Paraguai sem pagar imposto?

Pela Ponte da Amizade, que é via terrestre, a cota de isenção da Receita Federal é de US$ 500 por pessoa. Pra quem chega ao Brasil por via aérea ou marítima é de US$ 1.000. A cota é individual, não dá pra somar com a de outra pessoa da família, e só vale uma vez a cada intervalo de 30 dias.

Comprar de camelô na rua em Ciudad del Este é seguro?

Eu não compro. No caminho pros shoppings tem banquinha com produto falsificado de tudo quanto é marca. Fone, SSD e pen drive são os casos em que a chance de levar falso é muito grande. Eu compro dentro do shopping, em loja que eu conheço, e guardo a notinha: tem loja lá que dá três meses de garantia na peça.

Baseado na gravação do canal @josimarjmv publicada em 09/10/2026 (16min40s), com transcrição própria das legendas do próprio vídeo.

O que veio da gravação e o que é apuração minha, com as fontes

Da gravação: o cybercafé e a manutenção de informática aos 20 anos; as idas a Ciudad del Este pra comprar placa-mãe, processador, memória e HD; o K6-2 500 e o Celeron; o gabinete e o monitor da Zona Franca de Manaus; o cristal do processador que lascava na montagem; a garantia de três meses de algumas lojas; a viagem a Foz do Iguaçu de dois, três anos atrás; a van que só parava no Shopping China e no Cell Shopping; o Lai Lai Center e a loja Master 10; os dois lados da rua principal; as bancas com produto falsificado; a diferença de 10% a 15% e os 40% de diferença pro Brasil; o preço da GPU; os contatos de patrocínio que eu recebo; o que eu ouvi sobre influencer contratado; a dica do dólar em espécie, do cartão, do Pix e do câmbio; os limites de US$ 500 e US$ 1.000; e a opinião sobre os Correios e a instabilidade tributária. Os preços são da minha observação, não de uma pesquisa. Os R$ 1.000 e R$ 1.150 da capa são a arte do vídeo, não uma medição. Não conferi se a Master 10 segue aberta hoje.

Apuração minha (10/10/2026): a cota de isenção de US$ 1.000 pra via aérea ou marítima e de US$ 500 pras demais vias, individual, intransferível e concedida a cada intervalo de 30 dias, está em Isenções, Cotas, Limites Quantitativos e Free Shop, Receita Federal. As alíquotas de 3,5% de IOF na compra com cartão internacional e na aquisição de moeda estrangeira em espécie estão no art. 15-B, incisos VII e XX, do Decreto 6.306/2007, texto compilado no Planalto, com a redação do Decreto 12.499/2025; o texto traz remissão ao Decreto Legislativo 176/2025 e à ADC 96, então confira se nada mudou antes de viajar. A entrega dos Correios, o nome Correios Packet, o limite de 30 kg, as duas varejistas e o Remessa Conforme estão em Correios entregam no Brasil compras feitas em sites do Paraguai, Agência Brasil, 19/08/2026.

Negócio e custoNegócio
Relacionado
As quatro imersões

Quatro portas. A mesma régua: produção de verdade.

Cada imersão resolve uma etapa de quem vive de tecnologia: fazer sites e cobrar direito, atender com IA sem quebrar, sustentar a operação, e transformar protótipo em produto.

Ver as imersões →